quinta-feira, 21 de agosto de 2008

1º ENCONTRO ESTADUAL DE AGROECOLOGIA

Para fortalecer a agroecologia no Estado de Rondônia, realizou nos dia 31/07 a 03/08/2008 no município de Ouro Preto do Oeste o 1˚ Encontro Estadual de Agroecologia de Rondônia (I EEARO) .
O evento teve a participação massiva dos agricultores e agricultoras, somando 80% do publico presente. A sede por informações e experiências agroecológicas se fez claro com a participação ativa, nos questionamentos e nas trocas de saberes, produtos e sementes dos mesmos.
O evento contou com painéis sobre agroecologia, economia solidária, agrobiodiversidade e delineou as metas e os desafios da agroecologia para o Estado de Rondônia.

Foto: José Ossak, agricultor de Seringueiras do Projeto Natureza Viva do Vale do Guaporé.

No dia 01, sábado pela manhã houve as oficinas onde os agricultores, ribeirinhos, indígenas em fim, as comunidades tradicionais puderam expor as suas práticas agroecológicas e de economia solidária, sendo que destas oficinas foram encaminhados os temas e demandas a serem trabalhadas pela AROA e as ações para o fortalecimento da AROA.
As exposições dos produtos da agricultura agroecológica, a troca de sementes e a festa camponesa enceraram as atividades do Primeiro encontro Estadual de Agroecologia com “chave de ouro”.
Como primeira experiência no Estado, podemos dizer que o I EEARO foi muito bom, pois atingiu o publico esperado e a AROA pode fortalecer seus laços e sua luta em prol da agroecologia no Estado de Rondônia. Muitos desafios foram lançados e mais ainda hão de surgir, cabe a AROA e a cada integrante dela assumir seu papel como componente e co-responsável.
AROA é uma “criança recém nascida” que precisa de todos os cuidados, da dedicação de todos os envolvidos para que possa crescer forte e saudável e que possa trazer boas reflexões e ações concretas na área da agroecologia no estado de Rondônia.
Roseli Maria Klauck Magedanz CPT RO

O que é a AROA: A AROA ARTICULAÇÃO RONDONIENSE DE AGROECOLOGIA, tem a finalidade de propor, de forma participativa, ações e iniciativas de uso sustentável dos recursos naturais existentes, com base na produção agroecológica, no envolvimento e comprometimento dos atores sociais nos processos organizacionais e produtivos.
Quem compõem a AROA: é composta pelas seguintes organizações: Projeto Padre Ezequiel, Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Ji-Paraná, Projeto Terra Sem Males, CEPLAC, EMBRAPA, FETAGRO, Projeto RECA, Projeto natureza Viva, COOACARAM/ACARAM, CPT, ADA-AÇAÍ, EFA, STTR, IBAMA, SEMATUR/OPO, DFDA, INCRA, ALPA, COOPFLORA, COOTRARON, ORG. PANDEREJ, TERRITÓRIOS, junto com a VIA CAMPESINA: MST, MPA, MAB.

domingo, 17 de agosto de 2008

A IRMÂ THEREZA CATARINA CANOSSA


A Thereza é irmã de São Francisco do Guaporé.
Ela está aqui trabalhando na paróquia faz dos anos, porém as companheiras delas chegaram no ano 2000.
Hoje celebrou os vinte-e-cinco anos de vida religiosa com as Missionárias de Jesus Crucificado.
A Congregação delas iniciou faz 80 anos na cidade de Campinas, e hoje está espalhada pela América Latina e pela África.
A Irmã Thereza mobilizou toda a paróquia numa missa esta manhã e puxou para São Francisco companheiras dela de toda a região e ainda as religiosas vizinhas de São Miguel, São Domingos e Costa Marques.
Bonita festa desta companheira com muitos anos de doação e de proximidade ao povo.
Junto com o Pe. Afonso temos representado a CPT nesta celebração da vida duma lutadora da pastoral da Terra, preocupada com a vida sofrida dos idosos, dos agricultores, indígenas e que representa a região da BR 429, junto ao José Ossak, de Seringueiras, no Conselho Regional da CPT Rondônia.
Parabéns Thereza!

Pe. J Iborra, zezinho

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

SANTA ELINA – 13 ANOS DE ESPERA

O Brasil e o mundo sabem, a Comissão Inter-americana de Direitos também, recomendações já foram feitas ao governo brasileiro, leis já foram aprovadas e descumpridas pelo governo estadual. Ou seja, o Caso Corumbiara, está algemado na história e condenado ao esquecimento.
Mas os trabalhadores, mediante inclusive promessa do governo federal, decidiram ocupar novamente a Fazenda Santa Elina, 13 anos depois, até como forma de pressão, para que se resolvessem de vez, não só o assentamento das famílias como o ressarcimento, indenização e pensão às vítimas e familiares, tal como aconteceu com as vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará.
Desta vez, uma vistoria por parte do IBAMA levantou o crime ambiental ocorrido principalmente entre setembro de 1995 e julho de 1996, quando mais de 5 mil hectares de matas, reservas de preservação permanente foram destruídas de forma criminosa no imóvel.
Como tem sido sempre, à ocupação seguiu-se imediata ação e liminar de reintegração de posse. Depois disto, os trabalhadores se dividiram em dois acampamentos: um ligado ao MAP (Movimento Agrário Popular) que aguarda o desfecho do processo administrativo em acampamento próximo à cidade de Corumbiara e outro acampamento ligado à LCP (Liga dos Camponeses Pobres), que decidiram retornar à área, mas que vem sofrendo sucessivos ataques por parte de “funcionários” da Fazenda.
A denúncia da “pistolagem” contra os trabalhadores já foi feita tanto à Polícia Civil, quanto Federal e à Órgãos de defesa em Brasília. Nada ou muito pouco tem sido feito, no entanto.
No dia 09 de agosto de 2008, presidida por Dom Geraldo Verdier, bispo de Guajará Mirim, lembrou-se dos 13 anos do acontecimento conhecido como “massacre de Corumbiara”, onde onze pessoas foram assassinadas.Na Igreja, principalmente na hora da encenação da tragédia não houve quem não se emocionasse ao verem recontadas as histórias das vítimas, especialmente da pequena Vanessa, que tombou ante às balas da Polícia e dos pistoleiros.
A sombra da tragédia de 13 anos atrás ronda o destino dos trabalhadores e consagra a impunidade do latifúndio, um dia depois, 11 de agosto de 2008, o acampamento dos Trabalhadores foi novamente atacado, barracos queimados e por sorte não houve feridos ou mortos.
Espera-se desta vez, com a pressão e o apoio de várias entidades, inclusive a CPT/RO, que o processo de desapropriação da área seja imediatamente efetivado para que se destine enfim o imóvel Santa Elina ao assentamento das famílias. Da mesma forma, denunciamos todo o tipo de ação violenta e principalmente a “pistolagem”, muitas vezes acobertada pela impunidade e omissão dos poderes públicos. Clamamos aos trabalhadores e organizações à União para enfim, vermos implantada a Justiça e a Paz, em honra da memória das vítimas, no sonho da terra repartida, da dignidade de todos que buscam fazer desta terra uma terra de irmãos.
Afonso Maria das Chagas
CPT/RO