quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Atingidos por barragens fazem manifestação em Santo Antônio

Famílias atingidas pelas barragens de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, realizaram, no dia 18 de setembro, uma marcha contra a privatização do rio Madeira e a forma violenta com que as famílias ribeirinhas foram despejadas. A manifestação marcou o último dia do acampamento contra a privatização do rio Madeira, iniciado no dia 16 de setembro. Os manifestantes caminharam até o local onde ficavam suas casas, que foram destruídas e queimadas para dar lugar ao canteiro de obras da barragem. O despejo começou antes mesmo que fosse concedida a Licença de Instalação da hidrelétrica e sem que a agrovila – local para onde eles seriam transferidos – fosse construída. No início de setembro, um grupo de movimentos sociais e entidades protocolou um pedido para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não aprovasse créditos para a construção das usinas. O Banco, responsável por 70% do financiamento do Complexo Madeira se comprometeu a debater com os manifestantes suas políticas de apoio. Mesmo tendo confirmado presença, nenhum dos seus representantes compareceu. (fonte: MAB) Pela CPT RO participou a Irmâ Maria José de Oliveira, irmâ Zezé.

Greve do Leite


Foto: Produtores frente ao laticínio de São Francisco do Guaporé
Faz dezenove dias que os produtores de leite de Rondônia, liderados pela Federação de Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (FETAGRO), encontram-se em greve impedindo a entrada e saída de produtos dos laticínios. Os produtores se revezam dia e noite, acampados nas entradas dos laticínios, alcançando a greve atualmente todos os laticínios do estado de Rondônia.O motivo da greve é que enquanto a queda do preço do leite teve média nacional de 4%, em Rondônia foi de 16%, e até 30%, segundo algumas fontes. Os laticínios estão oferecendo apenas R$ de 0,46 bruto, ficando apenas R$ 0,38 para o agricultor. Sendo que a maioria deles estão endividados pela compra de tanques de resfriamento, obrigados por lei.
Como nenhuma resposta foi obtida, os representantes agrícolas decidiram, em Assembléia Geral, realizada em Ji-Paraná no dia 5 de setembro, paralisar a entrega do produto nos laticínios por prazo indeterminado, até que as exigências sejam atendidas.
A pauta de reivindicações da FETAGRO inclui:
1. Garantia que não haja redução no preço do produto;
2. Reposição das perdas do preço do leite entregue em junho de 2008 e pago ao produtor em julho de 2008.
3. Divulgação da pauta de preços 30 dias antes do pagamento;
4. Uniformidade de pagamento pelo produto sem distinção do tipo do produtor (pequeno, médio ou grande), podendo apenas ser aceitável a diferença no preço em função da qualidade do produto);
5. Liberdade de entrega do produto, podendo os (as) produtores (as), seu critério entregarem sua matéria prima para quaisquer laticínios a sua livre escolha.
Entretanto, enquanto a greve continua firme em todo o estado, alguns grandes produtores tentam por meio de liminares, quebrar o protesto e garantir a entrega de sua produção.

domingo, 21 de setembro de 2008

O CARRO FANTASMA DO VICE-GOVERNADOR DE RONDÔNIA

João Cahula, vice-governador do estado de Rondônia, escapou da morte quinta feira passada, dia 18 de setembro de 2008, depois de sofrer um grave acidente de carro, arredor das 17 horas. Morreram três de seus acompanhantes, o advogado França Guedes, o aposentado Ari Minetto e o assessor do vice-governador, o sargento Edvaldo Lima.
O carrão, (uma Hilux preta 3,0, placa de Porto Velho - NCU 0121) andava a grande velocidade quando bateu de frente num ônibus escolar (placa BWA0919) na Linha 95, em São Francisco do Guaporé. Com a força do impacto, a Hilux levantou o ônibus e passou por baixo dele, arrancando toda a cabine da camionete do lado do condutor, que teve a cabeça decepada, assim como ferimentos fatais para os outros dois ocupantes do lado esquerdo. O vice-governador, sentado no lado direito escapou praticamente ileso.



O carro acidentado no pátio da delegacia de São Francisco.




O governador de Rondônia, Ivo Cassol, e outras autoridades, emitiram uma nota de pesar. Nós também lamentamos as mortes das vítimas. Porém muitas perguntas aparecem sobre este trágico acidente:
- O que estavam fazendo no lugar vice-governador e funcionários do governo em quinta feira? Todo parece indicar que o vice-governador e seus acompanhantes voltavam duma pescaria no Rio Guaporé. Testemunhas citam que o carro estava rebocando uma voadeira. Um avião estava esperando eles na pista da fazenda Noma, da Linha 07 de São Francisco. Os primeiros que chegaram no lugar recolheram latinhas de cerveja esparramadas no lugar. E testemunharam que alguns dos ocupantes estavam em estado de embriagues.
- Porque os jornais publicaram que o acidente aconteceu na BR 429 e não no ramal que dá acesso ao Rio Guaporé? Houve intentos de esconder as circunstâncias e o lugar do acidente.O acidente aconteceu num ramal vicinal da BR 429, a Linha 01 do Km 95, a uns 45 km da cidade de São Francisco do Guaporé, que dá acesso a algumas fazendas situadas na divisa da Bolívia, na beira do Rio Guaporé, na Baia de Belém e proximidades, uma delas propriedade do Supermercado Pastório, de São Francisco. Disfarçando, a maioria das informações relatam que o carro capotou na BR 429 e não citam o ônibus escolar.
- O carro tinha 05 ou 06 ocupantes? Além do vice-governador, João Cahula, do coronel José Dionísio, ex-comandante da corporação de bombeiros, e dos três falecidos: O advogado França Guedes, o sargento Edvaldo Lima e o aposentado Ari Minetto; outros citam a presença dum sexto ocupante do carro que saiu ferido: “o sargento Torqui (medicado no interior)” (site Rondoniaovivo.com).
- E os ocupantes do ônibus? Não tem informações nos jornais. Segundo comentários recolhidos em São Francisco, o ônibus estava no final do trajeto e poucas crianças estavam nele, além duma moradora do lugar que vinha de recolher documentos na cidade para encaminhar tratamento para uma filha doente. Uma das crianças resultou com escoriações no rosto e o motorista do ônibus com ferimentos leves nas pernas.
- O que fazia um carro da SEDAM acompanhando eles? O carro acidentado estava precedido dum veículo da Sedam, que voltou para trás depois de perceber que o carro do vice-governador não estava seguindo.
- O carro sinistrado era um carro oficial do governo? Realizada pesquisa por internet no DETRAN RO a placa do veículo “Porto Velho NCU0121” aparece como “PLACA NÃO CADASTRADA NA FROTA DO ESTADO”, apesar que placas de NBB0001 a NEH999 correspondem ao estado de Rondônia. Por tanto, é um carro fantasma...

- Vejam a continuação comentário significativo aparecido no site de “rondoniaovivo.com.br”:
NOME: Marcos Antonio CIDADE: Sao Francisco / RO
Realmente é lamentável e que Deus conforte seus familiares. Mas o mais lamentável mesmo é que estive presente alguns minutos após o acidente e vi o cuidado que as pessoas tomaram para que as fotos não mostrassem o barco que estava de reboque, as bebidas (importadas!) e o estado de embriagues que testemunhas disseram que estava alguns dos ocupantes e que estavam em alta velocidade para poder chegar ao avião com a luz do dia. E no ônibus ainda tinha cinco crianças e uma delas (menina) com bastante escoriações pelo rosto, mas nada de muito grave. E realmente estavam vindo de uma pescaria. Agora pasmem, isso é comum também nos feriados prolongados, quando veem de aviao e pousam na fazenda Pau D´oelo de propriedade do Governo Estadual.