sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Plantio de Mudas em Jaru

Vamos juntos cuidar de JARU
A Organização Não-Governamental Evitando a Poluição do Ambiente - ONG EPA tem a honra de convidá-los para participar da CANOAGEM COM PLANTIO DE MUDAS.
Vamos juntos plantar mais de 700 mudas as margens do Rio Jaru e fazer Jaru ter um meio ambiente melhor!
DIA: 19/12/2010 - DOMINGO
SAÍDA: 7 HORAS NA PONTE DO RIO JARU

Esquema criminoso de recrutamento nas usinas do Madeira

Bianca Pyl da Reporte Brasil, passou por Porto Velho para realizar esta reportagem e foi orientada e recebeu contatos da CPT RO para realizar esta reportagem. Parabéns Bianca pelo tabalho!

16/12/2010 - 12:38 - Aliciamento associado à obra no Rio Madeira ilude migrantes

Reportagem revela esquema criminoso de recrutamento de pessoal para ajudar a erguer hidrelétrica: subcontratadas buscam driblar a legislação e emitem até boleto bancário para receber taxas ilegais cobradas de vítimas.
Por Bianca Pyl

Porto Velho (RO) - Artifício utilizado para atrair trabalhadores submetidos à escravidão rural, o aliciamento criminoso por meio de "gatos" - como são chamados os intermediadores na contratação de mão de obra -, em vez de regredir, vem se alastrando por novos "mercados".
Repórter Brasil revela, nesta reportagem exclusiva sobre a situação verificada no entorno dos canteiros das obras para a construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, que os "gatos" estão mais sofisticados: agem por meio de empresas formais subcontratadas presentes em diversos Estados, buscam driblar a legislação e emitem até boleto bancário (imagem abaixo) para receber taxas ilegais cobradas diretamente das vítimas.
Até boletos bancários estão sendo utilizados para cobrar vítimas de aliciamento (Foto: Bianca Pyl)


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Manifestação na Justiça Estadual de Rondônia

Uma centena de agricultores do Assentamento Flor do Amazonas, estiveram reunidos na manhã de hoje em frente ao tribunal de justiça, manifestando contrariamente ás liminares de reintegração de posse de familias assentadas pelo INCRA. O motivo do protesto é que Juizes do Tribunal Estadual de Porto Velho vem concedendo liminares de despejo de familias assentadas em terras da União sem ter competência e de forma irresponsável.

Segue abaixo a carta apresentada ao Desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

MPF de Rondônia contra a corrupção de madereiros e servidores públicos

09/12/2010 / 16:45:35
MPF/RO PROPÕE AÇÕES DE IMPROBIDADE CONTRA ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO SAVANA

Procuradores Federais do Ibama e mais 20 pessoas foram acionadas
No Dia Internacional de Combate à Corrupção, 9 de dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia ingressou com três ações de improbidade administrativa. Os denunciados são Procuradores Federais e servidores públicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), madeireiros, advogados e despachantes.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Assentamento Flor do Amazonas sofre ataque de pistoleiros

Mais um ataque com requintes de pistolagem covarde foi registrado no assentamento Flor do Amazonas, zona rural do município de Candeias do Jamari em Rondônia. De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2288/2010 registrado neste domingo (5), quatro homens estavam construindo casas pré-moldadas no assentamento, quando chegaram vários homens armados e sob ameaça de morte, renderam e mantiveram em cárcere privado Francisco C.S.M., José E.S.C., Marcelo G.V., Geraldo D.

Os homens ficaram aprisionados por cerca de quatro horas, enquanto os marginais armados queimavam duas casas já prontas e todo o material que seria para as outras casas. O assentamento Flor do Amazonas já foi alvo de outros ataques, supostamente patrocinados por fazendeiros da região.

FONTE: http://www.rondoniaovivo.com.br/

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sem teto de Porto Velho despejados

Mãe com criança fica sem o seu lar.
Morador ve impotente o trator destruir moradia.
Com os estertores finais dum governo estadual rejeitado pelas urnas, agora o governador João Cahulla está ordenando as forças policiais contra a população ordenando cumprir todo tipo de ordens de despejo.
A bola da vez foram oitenta famílias do Bairro Renascer, remanescentes do Airto Senna, na zona Leste de Porto Velho, Rondônia. 
Cumprindo ordens dos juízes José Jorge Ribeiro da Luz e José Gonçalves da Silva Filho, sob pedido de Teresa Hiromi Iguchi Sato, Augusto César Maia Pyles e Fertisolo Comercial de Máquinas e Equipamentos Ltda., empresa que comercializa em Porto Velho os tratores New Holland. Semanas atrás um dos gerentes da Fertisolo foi preso por porte ilegal de armas e formação de quadrilha, quando intimidava as famílias.
Sem aviso prévio, os moradores sem teto que não estavam presentes na área no momento do despejo viram destruir o seu lar e a maioria dos materiais de construção surrupiados pelos carregadores de caminhões chamados pelos pretensos donos.


Veja as fotografias do despejo.


Cano contamina o Rio Candéias


Vejam as fotografias do cano que ontem das 17-18 horas contaminava o Rio Candéias, ao final do Polo Industrial de Porto Velho (enfrente do Hospital das Irmâs Marcelinas). A CPT RO tem enviado denuncia deste fato ao Ministério Público Federal.





segunda-feira, 29 de novembro de 2010

VERDADEIRA OPERAÇÃO MILITAR PARA REINTEGRAÇÃO DE POSSE.


Quarta-feira, dia 24 de novembro o assentamento Flor do Amazonas amanheceu em polvorosa.
Sabia-se que haveria uma reintegração para aqueles dias.
Por ordens da justiça eram despejadas três famílias asssentadas no local pelo próprio INCRA.
A


 manhã de quarta-feira, teve início um desfile constrangedor: Um micro ônibus da polícia ambiental, uma caminhonete da polícia federal, uma viatura da polícia militar, um carro da polícia civil, um carro do corpo de bombeiros, e um micro ônibus da COE ( comando de operações especiais) e mais carro do oficial de justiça. Junto com eles em torno de 10 homens, alguns drogados e/ bêbados pagos pelo fazendeiro para destruir os barracos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Madeireiro pobre se sente excluído de concessões de florestas em Rondônia

(da Folha de São Paulo) Ricardo Mioto
Madereiros na BR429 Foto cpt ro
Por trás do sistema de concessões de florestas está um órgão federal que conseguiu, ao menos até agora, ficar livre das indicações políticas. O diretor do Serviço Florestal Brasileiro, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente que foi criado em 2006 para organizar as licitações e monitorar a atividade dos concessionários, é o engenheiro florestal Antônio Carlos Hummel, 54 anos, 27 de serviço público.
Sujeito simples e brincalhão, chama a todos de "rapaz". É do tipo que se torna o melhor amigo do garçom em minutos, sempre elogiando a temperatura da cerveja, e que brinca com o taxista comentando como é chique o celular de dois chips dele. Hummel participa das audiências públicas para a concessão de mais florestas para a iniciativa privada. A Folha foi a Candeias do Jamari, perto de Porto Velho, para acompanhar a audiência para concessão da Flona do Jucundá.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quem financia nossos políticos

Informações aparecidas no site de Tudorondonia.com
Campanha de Cassol custou cerca de R$ 8 milhões
O ex-governador Ivo Cassol , do PP, senador eleito, fez a campanha mais cara entre os candidatos ao Senado e declarou ter arrecadado R$ 7.924.244,43.Na prestação de contas individual do senador eleito não constam doações de empresas. Cassol informou ter gastado do próprio bolso cerca de R$ 500 mil. Ele foi acusado pela Procuradoria Eleitoral de abuso de poder econômico e de ter realizado propaganda eleitoral em um show evangélico em Rolim de Moura.

Vejam as contas de outros candidatos.

Sem teto do renascer

XICO NERY Amazônias
PORTO VELHO, Rondônia – Famílias de sem-teto desempregados e autônomos do Projeto de Assentamento Urbano Renascer, na Zona Leste de Porto Velho, esperam que o governador eleito do Estado, o ex-prefeito de Ariquemes Confúcio Moura (PMDB) interceda a seu favor. Eles disputam mil metros quadrados de terras contínuas no entorno do Bairro Airton Sena, reclamadas pelo ex-governador Ângelo Angelim (PMDB), que atualmente mora em Vilhena, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.
As terras que somariam 20 mil hectares fazem parte do espólio da família Ribone, que possuía uma fazenda no local e transferiu-as para o município nos anos 1980-90, a fim de possibilitar o assentamento de famílias remanescentes das cheias do Rio Madeira (distritos de São Carlos, Nazaré, Santa Catarina e Calama), dos rios Jamari, Candeias e Machado, respectivamente, atingidos pelos impactos sanitários e ambientais causados pela construção da hidrelétrica de Samuel e obras adjacentes.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Santo Antonio Energia senta à mesa de negociação com MAB e atingidos em Porto Velho

Acampamento de atingidos em Agosto de 2109 
Nos dias 16 e 17 de novembro  o MAB - RO mobiliza 200 atingidos do PA Joana d' Arc pela barragem de Santo Antonio para dar continuidade às negociações com a Hidrelétrica.

Após assembléia do dia 16, os atingidos postaram-se na frente do escritório da empresa da manhã do dia 17 até às 14 horas do mesmo dia, gritando palavras de ordem, enquanto 4 lideranças do MAB, 20 lideranças das comunidades atingidas tentavam avançar nas negociações.

Estiveram presentes além das lideranças o superintendente e ouvidora agrária do INCRA  RO e uma representante do INCRA  nacional.

A hidrelétrica se comprometeu  a comprar a área de reserva legal do reassentamento em área contígua ao mesmo. Esta era uma bandeira de luta desde o início das reivindicações.

Situação agrária de Rondônia


Foto: Acampamento Marcos Freire II, Seringueiras
 Ontem na II Semana Acadêmica do Curso de Ciências Sociais da UNIR foi debatida Qüestão Agrária de Rondônia, com participação do Professor Jorge Coimbra, do pesquisador Alisson Diôni Gomes e representante da CPT RO.
Eles analisaram com precisão a evolução histórica da ocupação da terra no estado e as diversas etapas do avanço da colonização.
Em Rondônia a situação agrária continua sendo palco de conflitos e de violência, e centenas de famílias continuam sendo despejadas ou ameaçadas de despejo, a maior parte por órdens da justiça e a inoperância das autoridades.

Sem teto ameaçados em Porto Velho

Um grupo mais de quatrocentas famílias de sem teto do bairro Renascer, (ao lado do Airton Senna), está ameaçado de despejo.
Moveram o processo o grupo Fertisolo e o ex governador Ángelo Angelim, junto ao juiz José Jorge Ribeiro da Luz.
A Prefeitura estaria disposta a negociar os terrenos, porém alega que eles estão pedindo um preço exagerado.
Enquanto isso, segunda feira passada o dono da Fertisolo intentou retirar por conta as famílias. Outras vezes tinha derrubado as casas de madeira puxando com cordas na camionete e outros tiveram as casas derrubadas por trator sem ordem judicial.
Desta vez  apresentou-se com tres carros chéios de pessoal armado. A polícia foi accionada e conseguiu prender-lo.
Foto Chico Nery

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Primeira comunidade quilombola titulada em Rondônia

Depois de ter sido anunciado para 2008, e também para 2009, finalmente saiu o título da Comunidade Quilombola de Jessus, situada beira do Rio São Miguel, acima dos territórios quilombolas de Santo Antônio e vizinho dos indígenas miquelenos e puroborá.
A comunidade de Seu Jesus tinha recibido forets pressões e ameaças dos fazendeiros que grilaram e hoje ocupam o Projeto Primaveira.
Boa parte dos castanhais e áreas de terra firme ficaram de fora de demarcação, e o território demarcado pega muita área de banhado. mesmo assim a comunidade estava feliç com a demarcação, a primeira de Rondônia, pois representa uma seguridade territorial e o fim do conlicto com os fazendeiros vizinhos. Recenetemente foi denunciado em florestas na região próxima o uso de defoliante lançado de avião.
RO - Incra entrega primeiro título de terra a comunidade quilombola de Rondônia

domingo, 31 de outubro de 2010

Jirau: Açao Pública dos Ministérios Públicos Federal e Estadual

Direitos fundamentais como saúde, educação, segurança e moradia digna estão sendo desrespeitados pelo poder público e pela empresa construtora da usina hidrelétrica de Jirau. Isto é o que afirmam os Ministérios Públicos Federal e Estadual de Rondônia, que ingressaram na Justiça Federal com uma ação civil pública contra a União, o Ibama, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), consórcio ESBR (Energia Sustentável do Brasil S/A), prefeitura de Porto Velho e governo de Rondônia.


Pressa na retirada de moradores tem causado violação dos direitos constitucionais
A usina de Jirau, no rio Madeira, inundará o distrito de Mutum Paraná, distante 136 quilômetros da sede do município de Porto Velho (RO). A população urbana do distrito e os ribeirinhos que serão atingidos pela inundação provocada pela barragem terão que deixar o local.
Para reassentar as famílias, um complexo residencial chamado de Nova Mutum foi instalado a 17,2 quilômetros do distrito de Mutum Paraná. Quem não concordar em mudar para Nova Mutum deverá ser indenizado. Entretanto, há diversos problemas tanto para quem ficou na antiga vila quanto para quem foi para a nova.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CAHULLA ESTARIA ATRÁS DO BLOQUEIO DO CANTEIRO DE OBRAS DE JIRAU

Por volta das 00:50 desta quarta-feira (27), cerca de 200 manifestantes, entre indios, ribeirinhos e garimpeiros que sairam do distrito de Mutum-Paraná (RO), chegaram em frente ao portão de entrada da Usina Hidrelétrica de Jirau e montaram acampamento. Não houve resistência por parte dos seguranças do canteiro de obras de Jirau.
O protesto é pacifico até o momento. O garimpeiro Maic Castro, um dos lideres da manifestação, comunicou os segurança da UHE Jirau sobre os objetivo do protesto que é tratar as negociações compensatórias de forma diplomática e justa. Outras duas entradas do canteiro de obras também estão bloqueadas. A alimentação está garantida para pelo menos uma semana.

sábado, 23 de outubro de 2010

Mais de meio milhão de brasileiros e brasileiras dizem SIM ao limite da propriedade de terra

O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo entregou no dia 19/10 à sociedade brasileira o resultado do Plebiscito Popular sobre o Limite da Propriedade, realizado de 1º a 12 de setembro de 2010. Participaram deste plebiscito 519.623 pessoas, em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. Só não participaram do mesmo, Santa Catarina, Amapá e Acre que optaram por fazer o abaixo-assinado, somente. Eram admitidas à votação pessoas acima de 16 anos, portanto em condições de votar.

Ocupação do INCRA de Colorado d' Oeste

O dia 19 de Outubro um  grupo de Acampados Rio das Pedras, Zigolândia, Cambará, Igarapé Preto, formado por aproximadamente de 60 pessoas entre crianças, jovens e adultos, ocuparam o Incra de Colorado d' oeste (região sul de Rondônia).
O motivo é a morosidade em resolver o problema da Fazenda Santa Elina e mais por saber que um grupo que não participou de nenhum processo de discussão, ocupou a área.

Um conflito anunciado em Rondônia: Corumbiara nunca mais!


MST em Rondônia denuncia ameaças a acampados em Alvorada do Oeste. Segundo o Movimento, pistoleiros armados estão intimidando famílias que estão acampadas na região desde maio de 2009.

Viemos por meio deste comunicado informar as autoridades e setores da sociedade civil organizada que está em curso um conflito anunciado nas imediações da Fazenda Agropecuário Rio Ricardo Franco, localizada na BR 429, km 30, no sentido ao município de Alvorada do Oeste (RO).



Morre menino indígena miqueleno

São Francisco do Guaporé, 20 de Outubro de 2010.  
Aconteceu uma tragédia em Porto Murtinho. Um indígena miqueleno, neto do Sr. Urbano e D. Estelita com apenas 9 anos se suicidou com um tiro de espingarda.
Os boatos são que ele não fazia as tarefas no colégio e incomodava aos outros, a professora falou que se continuasse chamava o Conselho Tutelar.
No dia foi ao Colégio mas não entrou na sala. Chegando em casa os irmãos falaram aos pais e a professora mandou um bilhete aos pais explicando...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O fogo no assentamento Flor do Amazonas

Para quem olhava desolado a paisagem dos últimos meses, vibrou com as chuvas que puseram fim a um pesadelo em Rondônia: FOGO. Viajando pelo interior do estado perguntávamos de onde viria essa compulsão incendiária? Ambição?  Inconsciência? Tradição?
Seja o que for precisa ter um fim. No assentamento Flor do Amazonas o fogo se alastrou por mais de um mês deixando em pânico os moradores que viram arder desde casa a animais e plantações.
Dominavam-no pelos fundos ele reaparecia posteriormente pelos lados. Dramáticas são as experiências daqueles que viram arder em poucas horas o fruto de seu trabalho, suas economias e seus sonhos.

Comunidade de Tapajós enfrenta hidrelétrica

O Complexo Hidrelétrico do Tapajós do Programa de Aceleração do Crescimento já avança sobre comunidades na região do Médio e Alto Tapajós e Jamanxim.
A comunidade de Pimental, uma das mais antigas daquela região, foi tomada por técnicos da empresa “Rural Tecs” contratada pela Eletronorte. De repente e sem conversar com ninguém começaram a fincar marcos, fazer medições e entrar em território dos moradores daquela comunidade.
Indagados pelos moradores o que faziam ali e com autorização de quem, os trabalhadores da empresa responderam que estavam seguindo ordens do presidente. Indignados, todos teriam procurado o presidente da comunidade que surpreso, declarou também nada saber. A cada momento a indignação ia tomando conta de todos. Foi então que explicaram que as ordens seriam do Presidente da República que decidira que ali seria construída uma grande hidrelétrica.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mutum Paraná está sendo demolida

A pedido do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP/RO), a Justiça Federal suspendeu o cumprimento da decisão liminar que determinava o prazo de 10 dias para a saída de vários moradores da área afetada pela construção da hidrelétrica de Jirau, em Mutum-Paraná, distrito de Porto Velho.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Marina, está na hora de pedir respeito

Marina: Está na hora de pedir respeito.
Está na hora de pedir respeito pelo meio ambiente, respeito pela Amazônia, pelos biomas brasileiros e pelas comunidades tradicionais do Brasil: Indígenas, quilombolas, seringueiros e ribeirinhos.
Todos nós acompanhamos a mudança de rumo de Lula, especialmente no segundo mandato, quando preocupado pelo crescimento econômico, escutou as vozes de sereia do agronegócio e passou a considerar o meio ambiente, os indígenas e os quilombolas “os entraves do desenvolvimento”.

Pequenos agricultores e população tradicional votou Dilma.

Olhando o mapa do voto nas passadas eleições ( ver abaixo) destaca a votação de Serra na maior parte do estado, quando não teve quase propaganda nenhuma.
Quem pediu o voto para Serra no estado?
Olhando os "santinhos" dava para ver que muitos candidatos pediam o voto apenas para eles mesmos, ficando acima do muro nas outras eleições, especialmente nas presidenciais.
Teve pessoal de partido que sequer pediu o voto para os companheiros/as de partido!
Claro que a grande maioria de votos de Dilma foi em Porto Velho.
Porém até em PVH é onde se concentra a maior parte da população nascida Rondônia mesmo!

A luta das famílias atingidas por barragens já obtém as primeiras conquistas em Rondônia

Porto Velho -7 de outubro de 2010
Desde meados de 2006 o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) vem orientando e ajudando as famílias do Projeto Joana D’ Arc. par que estas tenham seus direitos garantidos. O projeto de Assentamento Joana D’Arc. fica situado cerca de 50km da cidade de Porto Velho e será uma das localidades afetadas pela Usina Hidrelétrica Santo Antônio.
O Consórcio Santo Antônio Energia formado pelas empresas Odebrecht, Furnas, Cemig, Andrade Gutierrez e Banco Santander, afirma em seus estudos ainda não finalizados que 120 famílias do PA Joana D’ Arc. serão realocadas e reassentadas em uma nova área.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cahulla e o latifúndio no Cone Sul de Rondônia

Indústria do latifúndio avança no Cone Sul de Rondônia com apoio da polícia do Governador João Cahulla do PPS
Acampados já produzem na terra da União

Autor: Xico Nery


Porto Velho, Rondônia - Enquanto o governador João Aparecido Cahulla do PPS (Partido Popular Socialista) corre de alianças políticas e de eleitores indecisos, a Polícia Militar é acusada de patrocinar o medo e a violência nas áreas de conflitos agrários localizadas no Cone Sul do estado sob o olhar complacente de autoridades estaduais federais apáticas com a questão da luta pela posse da terra em zonas territoriais pertencentes ao Estado e à União Federal.

Segundo líderes campesinos, "o nó górdio da questão agrária em terras da União situa-se, ainda, no Cone Sul de Rondônia". Em contato com este site de notícias, eles disseram que, "a situação pode se agravar a qualquer momento por causa presença de policiais militares da temida P-2 (Serviço Reservado) onde moram e vivem as famílias de agricultores inscritos no Programa Estadual de Reforma Agrária (PERA)".

Resultados plebiscito pelo Limite da Terra em Rondônia



Os resultados apurados até 29 de setembro de 2010 pelo Comité Estadual da Campanha, da resultado de 5.497 votantes em Rondônia no Plebiscito da Campanha pelo Limite da Terra. Somente foi realizada recolhida de votos desta iniciativa popular em onze municípios de Rondônia.


Destes, 5.497 votantes em Porto Velho, 3.022; de Ji Paraná, 1.115; em Nova Mamoré; 312 em Cerejeiras; 293 em Ouro Preto d'Oeste; 252 em Alto Paraiso; 147 em Vilhena; 161 no distrito de Supresa de Guajará Mirim 25 em Corumbiara 25, Guajará Mirim 42 e em Candeias do Jamari 49.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ganância e Cumplicidade matam treze trabalhadores no Pará

Comissão Pastoral da Terra – Secretaria Nacional
Assessoria de Comunicação

Nota Pública
Ganância e Cumplicidade matam treze trabalhadores no Pará

A Coordenação Nacional da CPT, chocada com uma chacina de grandes proporções no Assentamento Rio Cururuí, município de Pacajá, PA, chama a atenção da sociedade brasileira para o clima de violência na região e responsabiliza as autoridades por novos massacres que possam ocorrer caso providências efetivas não forem tomadas.

Entre os dias 17 e 19 de setembro, 13 trabalhadores do PA Rio Cururuí, foram assassinados num conflito que vinha sendo anunciado há tempo. A causa geradora desta estúpida violência são os interesses de madeireiras que, para obter lucros cada vez maiores, corrompem funcionários públicos e lideranças de assentamentos semeando a sizânia da ganância e da discórdia entre os assentados da reforma agrária e de outras comunidades.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O BEZERRO DE OURO

Assistindo ao espetáculo que foi a Cavalgada de abertura da Feira Agropecuária de Xinguara, no dia 18 de setembro fiquei impressionado com a grandiosidade do evento, os inúmeros cavalos enfeitados, com seus cavaleiros e amazonas, as carroças, os carros antigos puxados por bois fortíssimos... até uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, com um locutor profissional fazendo uma oração.
Contemplei a apresentação de várias fazendas, destacadamente, daquelas pertencentes ao “Grupo Quagliato”.
Em primeiro lugar, desfilou a comitiva da Fazenda Rio Vermelho, a qual estava muito bonita, com expressivo numero de animais e trazia uma faixa parabenizando o povo de Xinguara. Naquele momento, lembrei-me de que dentro dessa Fazenda existem 2.000ha de terra pública pertencente à União Federal, que foram indevidamente apropriados pelo “Grupo Quagliato”. Recordei-me também que este imóvel foi classificado neste ano como improdutivo pelo INCRA, não cumprindo a sua função social, diante da existência de 11.000ha sem nenhuma utilização e com desmatamento ilegal, bem como de quantas denuncias de trabalho escravo foram feitas, desde os idos de 1980.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sem teto organizados em Ji Paraná


Olá a todos e todas:

Sabemos que a moradia é um problema sério em Ji-Paraná, especialmente agravado com a intensa migração campo-cidade. Por outro lado, temos dificuldade em nos articular enquanto sociedade civil organizada para questionar o modelo de ocupação urbana em nossa cidade, pautado pela apropriação privada de terrenos públicos com fins de especulação imobiliária.

Na semana passada, um grupo de pessoas cansadas de pagar aluguel, ou de não ter uma moradia digna para viver ou mesmo sem qualquer teto, resolveram se organizar e ocuparam um galpão abandonado (alegam que pertence à prefeitura) na T-7 com a 94. Visitamos (eu, minha irmã Juliana e nossa amiga Nancy) o local no sábado, depois de ouvirmos na Rádio Comunitária sobre a ocupação.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Imagens do Plebiscito do Limite da Propriedade da Terra


Imagens da votação do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra, realizada na Catedral da Arquidiocese de Porto velho, o dia 07 de Setembro de 2010.



domingo, 5 de setembro de 2010

O Plebiscito é agora: Vote pelo Limite!


Contra o que afirmam jornais em Rondônia a Conferência Nacionais dos Bispos do Brasil (CNBB) apóia sim o Plebiscite pelo Limite da Terra, gesto concreto da Campanha da Fraternidade de 2010.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Conflitos pela água crescem 32%


A CPT lança hoje os dados parciais dos Conflitos no Campo Brasil relativos ao período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2010.

Três elementos chamam a atenção nestes dados:

O primeiro é o aumento de Conflitos pela Água em 2010;

O segundo é que mais da metade dos conflitos por terra, 54%, ocorreram no Nordeste, onde cresceu o número de conflitos;

E o terceiro, muito preocupante, é que contrariamente ao restante do Brasil, no Sudeste e no Sul do país cresceram e de forma expressiva, alguns índices de conflitos e violência. Nestas duas regiões, “mais ricas e desenvolvidas do país”, cresceu o número de trabalhadores presos e o de agredidos. Além disso, cresceu o número de ações de despejo. Outro dado provoca estranheza. No Sudeste e no Sul, tanto em 2009, quanto em 2010, todos os estados destas regiões, registraram ocorrências de trabalho escravo. O Sudeste com o aumento de ocorrências, porém com diminuição de trabalhadores envolvidos e libertados, e o Sul com a diminuição das ocorrências, mas com aumento significativo no número de trabalhadores envolvidos e libertados. O que anos atrás era atribuído ao atraso das regiões Norte e Nordeste, agora se constata com persistência e crescimento nas regiões onde o “progresso” já se instalou definitivamente.

sábado, 28 de agosto de 2010

Carta dos 4 Rios


27/08/2010 - Participantes do I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por Grandes Projetos de Infra-Estrutura, nas bacias dos rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu, em Itaituba, oeste do Pará, entre os dias 25 e 27 de agosto de 2010 lançam carta em defesa da vida.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dom Moacyr e a CNBB falam sobre o código forestal


Dom Moacyr Grechi, arzobispo de Porto Velho tem se manifestado com preocupaçao sobre o novo Código Forestal:

Lei do Código Florestal
Data: 27/08/2010 - 09:07H

No dia 06 de julho deste ano foi votado em comissão especial da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1876/99, que propõe alteração do Código Florestal Brasileiro (Lei nº 4.771 de 15 de setembro de 1965).
Continuam, no entanto, as polêmicas sobre estas mudanças, pois o texto que altera o Código aguarda a votação em Plenário para depois seguir ao Senado.

A Igreja tem contribuído com a sociedade brasileira para a formação de uma consciência ecológica e defesa do meio ambiente, especialmente por meio das Campanhas da Fraternidade. Em uma Nota da CNBB, ela manifesta suas preocupações diante da reforma do Código reafirmando o posicionamento contrário da Igreja à aprovação das alterações do Código Florestal e propõe um amplo debate com a sociedade civil e com especialistas.

AMAZÔNIA TOMADA PELA FUMAÇA

Já faz algumas semanas que a Amazônia legal volta a estar tomada pela fumaça. Estamos em plena época seca e este ano quase não choveu nada. As árvores, as plantas e toda a floresta amarelou, e perto das estradas, ficam chéias de poeira, dando uma imagem terrível de desolação. Diferente do ano passado que foi chovendo mais ou menos. Parece que volvemos aos velhos tempos das grandes queimadas sem controle.


Foto: Queimada em Alvorada do Oeste, RO, agosto de 2010. zezinho

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Candidatos de Rondônia ideferidos pelo TRE RO pelo Ficha Limpa

Segue abaixo a Listagem de Candidatos indeferidos com base na lei Ficha Limpa.
A lista com o inteiro teor das decisões do TRE-RO podem ser acessadas pela intenet.
www.tre-ro.gov.br. Clica no ícone ELEIÇÕES 2010.
* * Nome Cargo Partido/ Coligação Motivo
1 Adilson Rodrigues Tulio Deputado Estadual PPS – PPS/PSDC Crimes contra a Fé Pública
2 Altamiro Souza da Silva Deputado Estadual PMN - Unidos Por Rondônia Contas Rejeitadas
3 Augustinho Pastore Deputado Federal PP - Avança Rondônia - O progresso não pode parar Contas Rejeitadas
4 Carlos Alberto de Azevedo Camurça Deputado Estadual PP – Avança Rondônia – O progresso precisa continuar Contas Rejeitadas
5 Daniela Santana Amorim Deputada Federal Avança Rondônia – O progresso não pode parar Abuso do Poder Econômico e Improbidade Administrativa

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CPT RO REALIZA OFICINAS PREVENTIVAS CONTRA O TRABALHO ESCRAVO

Quinta feira dia 29 de Julho e sexta 30 de Julho de 2010, a CPT RO realizou em parceria com a Procuradoria Federal do Trabalho e a Fiscalia do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, duas oficinas preventivas contra o Trabalho Escravo e Degradante em Rondônia. Em Presidente Médici e em Vilhena.

Oficina Presidente Médici
O dia 30 a oficina em Presidente Médici foi preparada pela CPT RO em parceria com a SEDUC, secretaria estadual de educação, dirigida no município pela professora Joanil. Com a organização da professora Maria Aleides. Trinta e quatro professores/as do município estiveram presentes.



terça-feira, 3 de agosto de 2010

A CPT RO desmente apoiar a ocupação atual de Santa Elina (Corumbiara, Rondônia)

NOTA PÚBLICA DA CPT RO

Desmentindo declarações do cidadão Sr Elias, morador de Cerejeiras, na Rádio Comunitária de Corumbiara, afirmamos que nem a Comissão Pastoral da Terra nem o seu assessor jurídico, Pe. Afonso das Chagas, nem muito menos o Bispo de Guajará Mirim, Dom Geraldo Verdier, estamos dando apóio nem aval nenhum à ocupação atual da Fazenda Santa Elina, cenário do trágico massacre de 09 de Agosto de 1995.

A CPT RO recebeu informação sexta feira, dia 27 de Julho, que um grupo ligado a CODEVISE (Comité de Defesa das Vítimas de Santa Elina) e a LRP (Liga dos Revolucionários Pobres) estaria promovendo esta ocupação.

As terras de Santa Elina precisam ser desapropriadas, sim, para cumprir a função social da terra, porém segundo informações ainda incertas, já existe em Brasília um processo de desapropriação por parte do INCRA na Fazenda Santa Elina. Famílias cadastradas seriam chamadas em Novembro para serem assentadas.

Segundo fontes locais, agora chegaram na ocupação atual famílias de Cacoal, Rolim de Moura, Theobroma, Jaru e outras localidades, criando um clima de tensão entre estas e as famílias já cadastradas na região. Se houver novo conflito nesta parte, o Codevise e a LCP, em seus líderes, devem ser inteiramente responsabilizados.

Nem a CPT RO, nem Dom Geraldo muito menos, tem qualquer anuência com esta atitude. O INCRA deveria se pronunciar publicamente sobre estes fatos.

Josep Iborra Plans, pela coordenação colegiada da CPT RO.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Celebração dos 25 anos de Ezequiel em Cacoal

Duas fotografias da celebração a Eucaristia dos 25 anos d Martírio do pe. Ezequiel na praça da matriz em Cacoal, o sábado 24 de julho, que foi presidida por Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji paraná, e por Dom Buno Pedrone, actual bispo da Diocese.



terça-feira, 27 de julho de 2010

Santa Elina de Corumbiara ocupada de novo


O próximo dia 09 de agosto cumpre-se novo aniversário do massacre de Corumbiara em 1995.

Chegou a informação da CPT RO pela manhã de hoje dia 27 de julho que um grupo de pessoas ligada a CODEVISE - Comite de Defesa das Vítimas da Santa Elina, ocuparam mais uma vez a área da fazenda Santa Elina de Corumbiara.

Segundo informações, à unidade do INCRA de Colorado d`Oeste já acionou a Policia Federal, pois estaria desapropriada uma parte da fazenda para assentamentos de reforma agrária.

Lideranças do grupo hoje pela manhã estiveram na Rádio Comunitária de Corumbiara e convocaram a população Sem Terra para ocuparem a fazenda, afirmando que já estava liberada.

Por outro lado, em Porto Velho correm rumores (sem confirmar até agora) que uma das mais controvertidas lideranças sobreviventes do massacre de Corumbiara, o popular Dinho, fundador do Movimento Camponés de Corumbiara, teria sido morto dentro do estado do Amazonas.





sexta-feira, 23 de julho de 2010

25 anos da morte de Ezequiel


Este sábado 24 de Julho faz 25 anos da morte do Pe. Ezequiel Ramin, assassinado em Cacoal, Rondônia. Apenas fazia o ano que ele tinha chegado, como missionário comboniano da Itália. Ele encontrou o estado em formação, fervilhando com a chegada massiva de migrantes, abertura de novas estradas, surgimento de novas cidades e colonização do interior da mata, num ambiente sapecado de violentos conflitos sociais.

O jovem P. Ezequiel chegó impregando de forte sensibilidade social, que rapidamente o aproximaram do bispo da Diocese, Dom Antôno Possamai, e dos outros padres combonianos de Cacoal. Entre eles o saudoso Pe. Zezinho Simoniatto e o atual prefeito da cidade, o Pe. Franco Vialetto.

Na época a paróquia de Cacoal estaba ainda nos seus inícios, porém já tinha muitas CEBs vivas e atuantes. Rapidamente se fez amigo das lideranças indígenas e comunitárias, dos sindicatos, das pastorais sociais da CPT e do CIMI.

Apoiando aos excluídos que chegavam a Rondônia a procura de terra, numa época marcada pela ditadura militar e quando a terra era foco quente da desputa entre grandes grileiros sem escrúpulos e centenas de famílias de sem terra. Um deses conflitos estourou na fazenda Cataduva, onde Ezequiel, com 33 anos, foi assassinado.

As combonianas contam assim como aconteceu o conflito: (http://www.pimenet.org.br/noticias)

“FAZENDA CATUVA, PROIBIDA A ENTRADA”: Foi quando, em uma região entre Mato Grosso e Rondônia, na área pastoral de Cacoal, apareceu uma placa: “Fazenda Catuva, proibida a entrada”. Coisa estranha: 250 famílias trabalhavam aquelas terras há mais de dois anos, convivendo com os únicos possíveis donos, os índios Suruí, com os quais, porém, as famílias tinham conseguido estabelecer relações de respeito e amizade. Porém apareceu a placa e, com a placa, uma cerca e uma porteira; e gente armada, do outro lado, inibindo qualquer tentativa de aproximação. Os donos? Dois irmãos, Omar e Osmar, fazendeiros. No papel, proprietários de 2.499 hectares. Na prática, tentando abocanhar 50 mil hectares (alguém falava até em 100 mil); passando por cima dos índios, das famílias de posseiros e de suas roças. A questão chegou à paróquia. Pe. Ezequiel tinha chegado há pouco tempo. Tinha demonstrado sensibilidade pelos problemas do povo. Havia coisas que o incomodavam profundamente: as desigualdades sociais, sobretudo; os muitos que não têm nada e os poucos que têm tudo; as injustiças; a arrogância de quem tenta se impor pelas armas ou pela manipulação das leis. Em várias oportunidades tinha tocado nesses assuntos, inclusive nas homilias e celebrações. Era de seu estilo trazer a Palavra de Deus para a realidade das pessoas. O povo ouvia. Alguns simpatizavam, outros o criticavam. Uns poucos manifestavam publicamente seu desapontamento, tanto que o padre passou a gravar suas homilias, para que suas palavras, distorcidas, não fossem usadas como armas contra ele.

O dia 24 de Julho de 1985 Ezequiel, junto ao presidente do sindicato, foi a Fazenda Catuva advertir as famílias do perigo que estavam correndo. Ainda estavam falando com eles quando uma camionete chéia de jagunços saiu da fazenda. Eles ficaram de tocáia depois duma curva, atravessados na estrada no meio da mata. Quando o carro de Ezequiel chegou, os jagunços atiraram contra eles. O companheiro do sindicato teve mais sorte. Abrindo a porta do carro rodó pelo chão e ferido conseguiu sumir no meio da mata, fugindo a pé. Ele contou como advertiu Ezequiel de fazer o mesmo, porém, mais inexperiente, ele saiu do carro e ficou de pé uns instantes, que os pistoleiros não desperdizaram. Caiu ferido de morte lá mesmo.



Até agora nenhum dos assessinos nem mandantes do grupo foi preso, nem condenado pela justiça. O povo diz que Deus já tomou conta de alguns. O povo conhece os que erão, um grupo numeroso. Cntam que um deles está cego e incapacitado. Outros morreram em outros episódios violentos. Outros... ainda esperam a justiça divina.

Ezequiel Ramin se converteu em mais um mártir da igreja da libertação latinoamericana. A camisa ensangrentada dele tem presidido muitas romarias da terra e dos mártires latinoamericanos. Na celebração do XII Encontro Intereclesial de Porto Velho, no ano passado, muitos se aproximaram com devoção para tocar a camisa de Ezequiel Ramin furada de balas.


Recordado com fervor pela Diocese de Ji Paraná, em seu nome foi criado um projeto social que faz décadas atende os pequenos agricultores das comunidades rurais da diocese. Muitas comunidades e capelas rurais o escolheram por padroeiro.

Os missionários combonianos querem começar um processo de beatificação, pois acreditam que Ezequiel Ramín foi um verdadeiro mártir da fé, dando testemunho do Evangelho e de seu amor pelos pobres, seguindo Cristo até a morte. Se for para frente, ele será santo de minha devoção, com agora já o é do povo humilde de Rondônia.

Porto Velho, 23 de Julho de 2010
Josep Iborra Plans, da coordenação colegiada da CPT Rondônia.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Operação libera 13 trabalhadores mantidos em condições degradantes em Vista Alegre do Abunã

22/07/2010 - 17h33min

Um aliciador foi preso; dono da fazenda terá que pagar indenizações individuais e coletivas que ultrapassam R$ 200 mil.

Porto Velho (RO) – Uma operação do Grupo Especial Interinstitucional de Fiscalização Móvel - composto por procuradores do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Trabalho, servidores do Ministério do Trabalho e Polícia Federal – libertou 13 trabalhadores que viviam em situações análogas à escravidão. A operação começou no dia 14 e termina amanhã, sexta feira (23).

Os trabalhadores moravam em barracos, em duas clareiras, dentro de uma fazenda de 18 mil hectares, no distrito de Vista Alegre do Abunã, município de Porto Velho. A fazenda destina-se à pecuária extensiva e tem mais de 18 mil cabeças de gado. Dentre os 13 trabalhadores libertados pela operação estava um adolescente de 15 anos e um estrangeiro sem documentos de identificação, que se declarou boliviano. “Todos eram mantidos em condições degradantes, análogas ao trabalho escravo, o que é inadmissível no atual estágio da nossa evolução, pois atenta contra a dignidade da pessoa humana”, disse o procurador da República Ercias Rodrigues de Sousa, do Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia.

Um aliciador ("gato") foi preso pelo aliciamento e pela manutenção dos trabalhadores no local. Ele tinha a posse de uma arma de fogo sem registro na Polícia Federal. Segundo o Delegado de Polícia Federal Valcley Rubens Vendramin, que atuou na operação, “o proprietário da fazenda não foi preso em flagrante por não estar presente quando da ação, mas deverá ser indiciado e responder pelos mesmos crimes, inclusive por posse de armas não registradas” .
Autos de infração foram lavrados durante a operação. Os 13 funcionários da fazenda não tinham carteira assinada ou qualquer registro trabalhista, nem garantias dos direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Eles receberam todos os pagamentos, foram resgatados, alojados em uma pensão no distrito de Vista Alegre do Abunã e terão direito a três meses de seguro-desemprego.

Todos os funcionários, inclusive o adolescente, trabalhavam com manuseio de substâncias altamente tóxicas, usadas para a limpeza do pasto. Eles não usavam qualquer equipamento de proteção individual (EPIs) e não adotavam os cuidados necessários antes e após a utilização do veneno. Durante a operação, um dos trabalhadores estava com as mãos roxas pelo contato direto da pele com a substância tóxica.
Indenizações O procurador do Ministério Público do Trabalho, Ailton Vieira dos Santos firmou um acordo (Termo de Ajustamento de Conduta - TAC) com os procuradores do dono da fazenda. Ele esclarece que “pelo acordo, o fazendeiro pagou, a cada um dos trabalhadores, indenizações por danos morais e pela insalubridade do trabalho, mas também terá que pagar uma indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil, cuja destinação o Ministério Público do Trabalho fixará, oportunamente”.

O Grupo Especial Interinstitucional de Fiscalização Móvel atua na repressão à prática de trabalho escravo e condições degradantes à dignidade da pessoa humana. Nesta operação, participaram servidores do Ministério do Trabalho vindos de vários pontos do país, policiais federais, além de membros do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público Federal.

Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CAMPANHA PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA

Esta Campanha é uma ação de conscientização e mobilização da sociedade civil organizada (igrejas, movimentos, ONGs, sindicatos, etc.) para discutir a necessidade e a importância de se estabelecer um limite para a propriedade da terra no Brasil.
Queremos acabar com a histórica concentração fundiária existente no país, incluindo na Constituição Federal um novo inciso que limite às propriedades rurais em 35 MÓDULOS FISCAIS. Áreas maiores seriam automaticamente transformadas em terras públicas.
O módulo fiscal é uma medida de referência estabelecida pelo INCRA que define a área mínima suficiente para o sustento de uma família de trabalhadores e trabalhadoras rurais.
O tamanho do módulo fiscal varia de região para região e é definido para cada município a partir da análise de várias regras, como por exemplo, a situação geográfica, qualidade do solo, o relevo e condições de acesso.
Em Rondônia, o módulo fiscal tem o tamanho de 60 hectares. Ou seja, É um terreno com 600 metros de frente por 1.000 metros de fundo. Pela nossa proposta, a maior propriedade de Rondônia terá 2.100 hectares (35 x 60 hectares). É um terreno que tem 3 km de frente por 7 km de fundo. Não é pouca terra não!
Quase metade das propriedades no Brasil tem tamanho máximo de 10 hectares, ou seja, de um terreno de 200 metros de frente por 500 metros de fundo. Mas elas só ocupam 2,36% da área total.
Enquanto menos de 1% (um por cento) das propriedades, com tamanho igual ou maior que um terreno de 2 km de frente por 5 km de fundo, ocupam quase metade dessa área.

A divisão de terras no Brasil é igual a do quadrado aí do lado.
Um com quase metade de tudo, enquanto quarenta e oito se espremem no pedacinho branco no canto lá de cima. O Brasil tem a segunda maior concentração de terras do mundo.

Se a nossa proposta for aprovada somente os proprietários que fazem parte desse um por cento é que vão ser atingidos.

Vale lembrar que mais de 70% dos alimentos consumidos no Brasil vem da agricultura camponesa, ou seja, quem põe a macaxeira, o feijão, o milho, o arroz e o leite na mesa do brasileiro é a pequena propriedade.

Os grandes priorizam a plantação de produtos para a exportação, principalmente, a soja, a cana-de-açúcar e o eucalipto. Na busca de abocanhar mais terra, esse pessoal destrói o meio ambiente e a biodiversidade e desabriga milhares de trabalhadores rurais, quilombolas, indígenas e comunidades ribeirinhas.
A pequena propriedade emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo, enquanto o agronegócio só emprega 25,6% da mão de obra do total.
Não buscamos acabar com o direito de propriedade da terra, mas garantir esse direito a todos os brasileiros e brasileiras que dela tiram seu sustento.
O limite para a propriedade da terra não é uma novidade. Muitos países o adotaram com sucesso. Na Coréia do Sul, Malásia, Japão, Filipinas e Tailândia a redistribuição da terra foi um instrumento para o desenvolvimento econômico e social.
A participação popular é um direito dos cidadãos, pois ela está na essência do conceito de Estado Democrático de Direito. Ela pode ser exercida pela via indireta, quando se elege pelo voto, representantes que exercem o poder político em nome do população brasileira, ou pela via direta, quando a sociedade se manifesta diretamente sobre temas relevantes para o país, por meio de plebiscitos, referendos ou outra forma de iniciativa popular.
A participação popular legitima as decisões sobre os destinos a serem dados para a Nação, fazendo com que o povo seja protagonista direto deste processo. A Constituição Federal Brasileira de 1988, no seu artigo 14, determina que "a soberania popular será exercida pelo voto direto e secreto, e também, nos termos da lei, pelo plebiscito, referendo e pela iniciativa popular." Segundo o artigo 49, XV, compete ao Congresso Nacional, autorizar um referendo e convocar um plebiscito.
Mas a prática de consultar o povo está muito longe de ser concretizada. Até o presente só tivemos um plebiscito e um referendo convocados pelo governo. Por isso, várias entidades, sindicatos, movimentos e igrejas têm usado plebiscitos de iniciativa popular como meio de manifestação sobre problemas relevantes que atingem a vida de cada brasileiro.
Mesmo não tendo valor jurídico legal, esta consulta popular tem um grande valor simbólico para mostrar que estamos atentos às grandes questões nacionais e queremos ser ouvidos a com respeito e atenção.
Na Semana da Pátria, organize aí na sua comunidade o Plebiscito Popular sobre o limite da Propriedade. Ajude nessa luta tão necessária, justa e sublime.
Assine e colha assinaturas para o abaixo-assinado que será levado ao Congresso Nacional para que seja votada uma emenda constitucional que determine um limite ao tamanho das propriedades. A coleta de assinaturas continua mesmo depois do plebiscito.
COMITÊ ESTADUAL PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA - RONDÔNIA


domingo, 18 de julho de 2010

Frigoríficos matam peixes em Rondônia


Segundo informações do Diário da Amazônia, novo frigorífico de Rolim de Moura era suspeito de ter provocado a morte de milhares de peixes no Rio Bambu. Fontes da empresa desmentiram eles ter originado a mortaldade, que estaria sendo investigada. Afirmando desconhecer a origem das mortes dos peixes, por enquanto as autoridades tem pedido à população abster-se de usar água do rio.

Não seria a primeira vez que um frigorífico da população de Rolim de Moura provoca a morte de peixes. Um extinto frigorífico (Margem ?) teria sido multado em 2007 por provocar a morte de peixes no igarapé São Pedrinho, afluente do Rio Bambu, por causa de exceso de matéria orgânica proveniente dos dejetos do frigorífico.

Também o frigorífico Guaporé Carnes, de São Miguel do Guaporé, teria sido multado em 2009 pelo Ibama com 5 milhões de reais por provocar mortaldade de peixes no Rio São Joaquim, afluente do Rio São Miguel, depois que um açude com os dejetos estourou e derramou o seu conteúdo. O Guaporé Carnes mata centenas de bois todos os dias e tem frota de mais de 90 caminhões boiadeiros trabalhando para a empresa.


sábado, 17 de julho de 2010

Emergência vira rotina.



Roberto Malvezzi (Gogó)
A sucessão de tragédias, que antes chamávamos de emergenciais, agora vai se tornando cotidiana.
Meu irmão de música e caminhada, Magalhães, é coordenador do “Setor de Emergências” da Cáritas Brasileira. Temos um acordo comum quando nos encontramos para reuniões das pastorais sociais: pela noite só falamos de música, ou tocamos violão, ou vamos ver alguma apresentação de boa música. Foi assim que vi no Clube do Chorinho, Brasília, uma apresentação de Paulo Moura, um dos maiores saxofonistas do mundo, falecido esses dias atrás.
Acontece que Magalhães agora não tem mais sossego. Das enchentes do Maranhão para as enchentes de Santa Catarina, para o terremoto do Haiti, para as enchentes do Piauí, Maranhão e Ceará, para as enchentes de Pernambuco e Alagoas. Basta ligar a televisão e, quase rotineiramente, lá está uma campanha emergencial da “Cáritas e CNBB”.
Faz alguns anos levamos para dentro da CNBB, a partir das Pastorais Sociais, o desafio assustador do Aquecimento Global. Nas Pastorais Sociais, mesmo nos movimentos sociais, parecia algo absolutamente estranho. Quantas vezes foi preciso ouvir que “a questão ambiental é um problema da classe média”. Muitas vezes é preciso ter paciência mesmo com as populações com as quais trabalhamos.
No documento que elaboramos sobre a mudança climática “Aquecimento Global: profecia da Terra”, já alertávamos que ele tem a dom de tornar pior tudo que já é ruim. O aumento da temperatura gera obviamente mais calor, intensifica a evaporação das águas, provoca em conseqüência chuvas torrenciais, no outro extremos provoca secas, destrói a agricultura, provoca enchentes, destrói cidades, arrasa a economia das famílias, força migrações, mata pessoas.
Como prevêem os cientistas, a cada grau a mais na temperatura, o aumento desses fenômenos extremos se agrava de forma assombrosa. O cenário mais aterrador foi projetado por James Lovelock em sua modelação de computador: se a concentração de CO2 na atmosfera atingir 500 ppm (parte por milhão), a temperatura da Terra vai disparar de forma geométrica, restando ao final um planeta tórrido, com vida apenas onde hoje estão os pólos. Para ele, se a humanidade continuar com o nível de emissão atual, em quarenta anos chegará a esse patamar.
Diante de tragédias tão cotidianas, parece que apenas o governo brasileiro e a elite do agronegócio continuam “sem olhos para ver, ouvidos para ouvir, coração para sentir”. A mudança no Código Florestal nos empurra ainda mais para o Aquecimento Global. Mas, não é só ele. Continuar queimando energia fóssil, sobretudo petróleo, é também uma forma de contribuir para que as tragédias se tornem cada vez mais cotidianas. Quem vai ousar questionar o Pré-sal?
Só os loucos podem sonhar em mudar essa rota. Afinal, como já ouvi, “tem gente demais na face dessa Terra”.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Procuradoria Geral Eleitoral impugna 21 candidatos pela lei ficha limpa


Porto Velho (RO), Das 234 impugnações realizadas até a ultima
segunda-feira (dia 12), o total de 21 são em decorrência da Lei
Complementar nº 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa. Os casos
mais comuns são de condenações por improbidade administrativa e contas
rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou pelo Tribunal de
Contas do Estado de Rondônia (TCE). Os dados são parciais. Novas
impugnações podem ser feitas até sábado com base na lista das
candidaturas registradas individualmente.

Confira a lista dos candidatos impugnados:

Altamiro Souza da Silva – contas rejeitadas pelo TCE quando era prefeito
de Alto Paraíso.
Carlinhos Camurça – contas rejeitadas pelo TCU quando era presidente do
PPB.
Daniela Amorim – condenação por improbidade administrativa.
Edson Martins de Paula – condenação por improbidade administrativa.
Ernandes Amorim – condenação por improbidade administrativa.
Expedito Júnior – condenação por abuso de poder econômico.
Francisco Sales Duarte Azevedo – contas rejeitadas pelo TCU quando era
prefeito de Ariquemes.
Irandir de Oliveira Souza – condenação por improbidade administrativa.
Ivo Narciso Cassol – condenação por abuso de poder econômico e abuso de
poder político.
Jair Miotto – condenação por compra de votos.
João Ricardo Gerolomo de Mendonça – condenação por crime contra a
administração pública e improbidade administrativa.
José Guedes – condenação e contas rejeitadas pelo TCU quando era
prefeito de Porto Velho.
Marcos Donadon – condenação por formação de quadrilha e improbidade
administrativa.
Meklisedek Donadon – condenação por improbidade administrativa, crime
ambiental, contas rejeitadas pelo TCU quando era prefeito de Colorado
D'Oeste e abuso de poder econômico.
Moreira Mendes – condenação por improbidade administrativa.
Natan Donadon – condenação por improbidade administrativa.
Paulo Moraes – condenação por abuso de poder econômico.
Samuel Marques dos Santos – contas rejeitadas pelo TCU quando era
delegado regional do Trabalho.
Silvernani Santos – condenação por improbidade administrativa.
Sueli Aragão – condenação de improbidade administrativa.
Zulmira Senhora de Brito – condenação por improbidade administrativa.

Fonte: http://www.radioeducadoraam.com.br/