domingo, 31 de outubro de 2010

Jirau: Açao Pública dos Ministérios Públicos Federal e Estadual

Direitos fundamentais como saúde, educação, segurança e moradia digna estão sendo desrespeitados pelo poder público e pela empresa construtora da usina hidrelétrica de Jirau. Isto é o que afirmam os Ministérios Públicos Federal e Estadual de Rondônia, que ingressaram na Justiça Federal com uma ação civil pública contra a União, o Ibama, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), consórcio ESBR (Energia Sustentável do Brasil S/A), prefeitura de Porto Velho e governo de Rondônia.


Pressa na retirada de moradores tem causado violação dos direitos constitucionais
A usina de Jirau, no rio Madeira, inundará o distrito de Mutum Paraná, distante 136 quilômetros da sede do município de Porto Velho (RO). A população urbana do distrito e os ribeirinhos que serão atingidos pela inundação provocada pela barragem terão que deixar o local.
Para reassentar as famílias, um complexo residencial chamado de Nova Mutum foi instalado a 17,2 quilômetros do distrito de Mutum Paraná. Quem não concordar em mudar para Nova Mutum deverá ser indenizado. Entretanto, há diversos problemas tanto para quem ficou na antiga vila quanto para quem foi para a nova.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CAHULLA ESTARIA ATRÁS DO BLOQUEIO DO CANTEIRO DE OBRAS DE JIRAU

Por volta das 00:50 desta quarta-feira (27), cerca de 200 manifestantes, entre indios, ribeirinhos e garimpeiros que sairam do distrito de Mutum-Paraná (RO), chegaram em frente ao portão de entrada da Usina Hidrelétrica de Jirau e montaram acampamento. Não houve resistência por parte dos seguranças do canteiro de obras de Jirau.
O protesto é pacifico até o momento. O garimpeiro Maic Castro, um dos lideres da manifestação, comunicou os segurança da UHE Jirau sobre os objetivo do protesto que é tratar as negociações compensatórias de forma diplomática e justa. Outras duas entradas do canteiro de obras também estão bloqueadas. A alimentação está garantida para pelo menos uma semana.

sábado, 23 de outubro de 2010

Mais de meio milhão de brasileiros e brasileiras dizem SIM ao limite da propriedade de terra

O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo entregou no dia 19/10 à sociedade brasileira o resultado do Plebiscito Popular sobre o Limite da Propriedade, realizado de 1º a 12 de setembro de 2010. Participaram deste plebiscito 519.623 pessoas, em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. Só não participaram do mesmo, Santa Catarina, Amapá e Acre que optaram por fazer o abaixo-assinado, somente. Eram admitidas à votação pessoas acima de 16 anos, portanto em condições de votar.

Ocupação do INCRA de Colorado d' Oeste

O dia 19 de Outubro um  grupo de Acampados Rio das Pedras, Zigolândia, Cambará, Igarapé Preto, formado por aproximadamente de 60 pessoas entre crianças, jovens e adultos, ocuparam o Incra de Colorado d' oeste (região sul de Rondônia).
O motivo é a morosidade em resolver o problema da Fazenda Santa Elina e mais por saber que um grupo que não participou de nenhum processo de discussão, ocupou a área.

Um conflito anunciado em Rondônia: Corumbiara nunca mais!


MST em Rondônia denuncia ameaças a acampados em Alvorada do Oeste. Segundo o Movimento, pistoleiros armados estão intimidando famílias que estão acampadas na região desde maio de 2009.

Viemos por meio deste comunicado informar as autoridades e setores da sociedade civil organizada que está em curso um conflito anunciado nas imediações da Fazenda Agropecuário Rio Ricardo Franco, localizada na BR 429, km 30, no sentido ao município de Alvorada do Oeste (RO).



Morre menino indígena miqueleno

São Francisco do Guaporé, 20 de Outubro de 2010.  
Aconteceu uma tragédia em Porto Murtinho. Um indígena miqueleno, neto do Sr. Urbano e D. Estelita com apenas 9 anos se suicidou com um tiro de espingarda.
Os boatos são que ele não fazia as tarefas no colégio e incomodava aos outros, a professora falou que se continuasse chamava o Conselho Tutelar.
No dia foi ao Colégio mas não entrou na sala. Chegando em casa os irmãos falaram aos pais e a professora mandou um bilhete aos pais explicando...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O fogo no assentamento Flor do Amazonas

Para quem olhava desolado a paisagem dos últimos meses, vibrou com as chuvas que puseram fim a um pesadelo em Rondônia: FOGO. Viajando pelo interior do estado perguntávamos de onde viria essa compulsão incendiária? Ambição?  Inconsciência? Tradição?
Seja o que for precisa ter um fim. No assentamento Flor do Amazonas o fogo se alastrou por mais de um mês deixando em pânico os moradores que viram arder desde casa a animais e plantações.
Dominavam-no pelos fundos ele reaparecia posteriormente pelos lados. Dramáticas são as experiências daqueles que viram arder em poucas horas o fruto de seu trabalho, suas economias e seus sonhos.

Comunidade de Tapajós enfrenta hidrelétrica

O Complexo Hidrelétrico do Tapajós do Programa de Aceleração do Crescimento já avança sobre comunidades na região do Médio e Alto Tapajós e Jamanxim.
A comunidade de Pimental, uma das mais antigas daquela região, foi tomada por técnicos da empresa “Rural Tecs” contratada pela Eletronorte. De repente e sem conversar com ninguém começaram a fincar marcos, fazer medições e entrar em território dos moradores daquela comunidade.
Indagados pelos moradores o que faziam ali e com autorização de quem, os trabalhadores da empresa responderam que estavam seguindo ordens do presidente. Indignados, todos teriam procurado o presidente da comunidade que surpreso, declarou também nada saber. A cada momento a indignação ia tomando conta de todos. Foi então que explicaram que as ordens seriam do Presidente da República que decidira que ali seria construída uma grande hidrelétrica.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mutum Paraná está sendo demolida

A pedido do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP/RO), a Justiça Federal suspendeu o cumprimento da decisão liminar que determinava o prazo de 10 dias para a saída de vários moradores da área afetada pela construção da hidrelétrica de Jirau, em Mutum-Paraná, distrito de Porto Velho.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Marina, está na hora de pedir respeito

Marina: Está na hora de pedir respeito.
Está na hora de pedir respeito pelo meio ambiente, respeito pela Amazônia, pelos biomas brasileiros e pelas comunidades tradicionais do Brasil: Indígenas, quilombolas, seringueiros e ribeirinhos.
Todos nós acompanhamos a mudança de rumo de Lula, especialmente no segundo mandato, quando preocupado pelo crescimento econômico, escutou as vozes de sereia do agronegócio e passou a considerar o meio ambiente, os indígenas e os quilombolas “os entraves do desenvolvimento”.

Pequenos agricultores e população tradicional votou Dilma.

Olhando o mapa do voto nas passadas eleições ( ver abaixo) destaca a votação de Serra na maior parte do estado, quando não teve quase propaganda nenhuma.
Quem pediu o voto para Serra no estado?
Olhando os "santinhos" dava para ver que muitos candidatos pediam o voto apenas para eles mesmos, ficando acima do muro nas outras eleições, especialmente nas presidenciais.
Teve pessoal de partido que sequer pediu o voto para os companheiros/as de partido!
Claro que a grande maioria de votos de Dilma foi em Porto Velho.
Porém até em PVH é onde se concentra a maior parte da população nascida Rondônia mesmo!

A luta das famílias atingidas por barragens já obtém as primeiras conquistas em Rondônia

Porto Velho -7 de outubro de 2010
Desde meados de 2006 o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) vem orientando e ajudando as famílias do Projeto Joana D’ Arc. par que estas tenham seus direitos garantidos. O projeto de Assentamento Joana D’Arc. fica situado cerca de 50km da cidade de Porto Velho e será uma das localidades afetadas pela Usina Hidrelétrica Santo Antônio.
O Consórcio Santo Antônio Energia formado pelas empresas Odebrecht, Furnas, Cemig, Andrade Gutierrez e Banco Santander, afirma em seus estudos ainda não finalizados que 120 famílias do PA Joana D’ Arc. serão realocadas e reassentadas em uma nova área.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cahulla e o latifúndio no Cone Sul de Rondônia

Indústria do latifúndio avança no Cone Sul de Rondônia com apoio da polícia do Governador João Cahulla do PPS
Acampados já produzem na terra da União

Autor: Xico Nery


Porto Velho, Rondônia - Enquanto o governador João Aparecido Cahulla do PPS (Partido Popular Socialista) corre de alianças políticas e de eleitores indecisos, a Polícia Militar é acusada de patrocinar o medo e a violência nas áreas de conflitos agrários localizadas no Cone Sul do estado sob o olhar complacente de autoridades estaduais federais apáticas com a questão da luta pela posse da terra em zonas territoriais pertencentes ao Estado e à União Federal.

Segundo líderes campesinos, "o nó górdio da questão agrária em terras da União situa-se, ainda, no Cone Sul de Rondônia". Em contato com este site de notícias, eles disseram que, "a situação pode se agravar a qualquer momento por causa presença de policiais militares da temida P-2 (Serviço Reservado) onde moram e vivem as famílias de agricultores inscritos no Programa Estadual de Reforma Agrária (PERA)".

Resultados plebiscito pelo Limite da Terra em Rondônia



Os resultados apurados até 29 de setembro de 2010 pelo Comité Estadual da Campanha, da resultado de 5.497 votantes em Rondônia no Plebiscito da Campanha pelo Limite da Terra. Somente foi realizada recolhida de votos desta iniciativa popular em onze municípios de Rondônia.


Destes, 5.497 votantes em Porto Velho, 3.022; de Ji Paraná, 1.115; em Nova Mamoré; 312 em Cerejeiras; 293 em Ouro Preto d'Oeste; 252 em Alto Paraiso; 147 em Vilhena; 161 no distrito de Supresa de Guajará Mirim 25 em Corumbiara 25, Guajará Mirim 42 e em Candeias do Jamari 49.