sexta-feira, 20 de abril de 2012

Até o juiz de Buritis, Rondônia, está ameaçado

Operação policial de Ariquemes, teria sido extendida a Buritis.
Foto: web buritis
Segundo diversas informações publicadas esta semana, o município de Buritis é um dos mais violentos de Rondônia. Para a mídia os casos estariam relacionados com acertos de contas com a contratação de pistoleiros para a execução das vítimas, e também com conflitos agrários.
Segundo a web buritis a PM faz a segurança do juiz da cidade de Buritis, em Rondônia, Luís Marcelo Batista, que teria recebido ameaças de morte por atividades relacionadas com o seu trabalho. Não é a primeira vez que um juiz da cidade recebe ameaças.
Por outro lado, polícia anunciou ter preso Izaias Sales de Mato suposto membro de ocupação de fazenda o dia 12/03/12. Fontes da  LCP desmentiram ter realizado esta ocupação, atribuindo o fato a intento de criminalização do movimento.
Enquanto autoridades policiais, do judiciário, da ouvidoria nacional agrária e do INCRA realizaram audiência pública na cidade de Buritis RO, ontem, quinta feira 19.4.12.  
AMEAÇAS
A proteção policial ao juiz de Buritis foi confirmada pelo comandante da PM para o Vale do Jamari, tenente-coronel Ênedy Dias. “A escolta se fez necessária por causa das ameaças. O nosso trabalho é atuar de forma preventiva”, disse. A escalada da violência em Buritis preocupa as autoridades em segurança. “Estamos fazendo o possível para reduzir a criminalidade na região, mas o problema não é apenas de segurança tem a regularização fundiária e outros problemas que também precisam ser resolvidos para que a paz possa ser restabelecida em Buritis”, disse o delegado regional de Polícia Civil, Sebastião Pereira.

CHACINA NÀO FOI CONFLITO AGRÁRIO
Durante coletiva de imprensa realizada o passado dia 16 de abril de 2012, os delegados e policiais militares envolvidos na investigação esclareceram que o episódio foi motivado pelo desejo de Gesulino César Castro em vingar a morte do pai, Roni César Barcelos de Castro, assassinado em Buritis no dia 9 de março deste ano. A polícia descobriu que a intenção de Gesulino era matar José Carlos, apontado como mandante da morte de Roni. Sabendo da ameaça de morte, José Carlos e o pai dele, identificado como Ciro, resolveram vender o gado que havia na propriedade deles. Quatro moradores da cidade de Ouro Preto se interessaram pela oferta da compra de gado e foram até a propriedade, acompanhados por Ciro, que permaneceu no local por poucos minutos e foi levado pelo grupo para a cidade de Buritis.
Ao retornarem a fazenda, os moradores de Ouro Preto foram alvos de uma emboscada, organizada por Gesulino. Houve intensa troca de tiros e seis pessoas morreram.  Entre os compradores de gado estavam: Moises Rosa Gomes, Ilton Ferreira Souza, o agente penitenciário Pablio Gomes Sales, e o policial civil Renato de Jesus Pereira. No confronto, o policial civil atingiu dois integrantes do grupo de pistoleiros, que são Sebastião Cícero de Souza e Davi Teixeira Ribeiro. O delegado Cristiano Martins de Matos disse que a emboscada não era para os moradores de Ouro Preto. “Eles morreram de graça”, explicou. “A intenção do Gesulino era matar o Ciro ou o José Carlos, mas o bando de pistoleiros achou que todo mundo que estava no local estava ali para fazer a segurança das pessoas que estavam juradas de morte, quando a gente sabe que eles apenas iam comprar o gado da fazenda”, explicou.
A polícia também explicou que Gesulino e a mãe dele, Meire Rosangela, se apresentaram espontaneamente às autoridades policiais. “Eles estão com medo de morrer, por isso procuraram proteção policial. Eles não descartam que os pistoleiros que sobreviveram ao confronto possam querer executá-los depois que o crime não saiu como o combinado”, acrescentou o delegado Cristiano. Com as prisões de Gesulino e Meire, a polícia conseguiu apreender três espingardas calibre 12, dois revólveres e duas pistolas calibre 380. A investigação da polícia agora se concentra na tentativa de capturar três pistoleiros que ainda estão foragidos. (Fonte: Diário da Amazônia)

A HISTÓRIA CONTINUA MAL CONTADA
O que até agora não está explicado é como um conhecido policial civil estaria fazendo escorta privada,  a um comprador de gado, supostamente roubado. Nem está exlicada a relação da morte da liderança da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) com esta chacina.  A polícia divulgou o fato dele estar morando nas proximidades dum dos pistoleiros falecidos. Segundo fontes do jornal da Liga, citado pelo web buritis, existem indícios para acreditar que ele teria morrido em blitz montada por policiais, e o motivo seria uma provável vingança contra a morte do agente penitenciário e policial civil de Ouro Preto, dias antes do assassinato do membro da LCP.


AUDIÊNCIA PÚBLICA PEDE PROVIDÊNCIAS DAS AUTORIDADES
Após a onda de violência, autoridades se reuniram na manhã da quinta feira (19/3/12), no plenário da câmara municipal de Buritis. Segundo a mesma web buritis, o foco principal foi a discussão da regularização das terras por parte do INCRA, "tendo em vista que os conflitos agrários são o causador da maioria dos homicídios no município de Buritis".
O superintendente do INCRA Flávio Carvalho participou da reunião e garantiu a agilidade no processo de regularização dos assentamentos na região, na oportunidade o prefeito do Município Élson Montes cobrou também a regularização de todas as posses de terras no município.
Por outro lado teria iniciado na região uma mega-operação com a presença da Força Nacional, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Exército Brasileiro, que irá intensificar a fiscalização em cerca de 150 Km de fronteiras.
O poder judiciário também participou e esteve presente na reunião o desembargador do tribunal de justiça do estado Gilberto Barbosa.
Participaram da reunião o Superintendente do Incra Flávio Carvalho, João Caetano Diretor da ouvidoria Agrária (Incra), o governo do estado através do Secretário de Segurança Marcelo Bessa, Comandante Geral da PM Coronel Cézar Figueredo, Comandante Bombeiros Coronel Caetano, Diretor Geral da Polícia Civil Claudionor Muniz, Desembargador do TJ Gilberto Barbosa, Delegado da Polícia Federal Eduardo Brum, Comandante do 7° Batalhão BPM Tenente Coronel Ênedy Dias, Representante do comando geral da Força Nacional Capitão Wanderlan, Ouvidoria da OAB Marcia Pereira, Batalhão Ambiental Ten. Wilson, Comandante da PM em Buritis Capitão Faria e Sub Comandante Tenente Braguin, Delegado de Policia Civil Lucas, Comandante do GP/PM de Monte Negro Sub Tenente Benites, prefeito Elson Montes e o presidente da Câmara muncipal Vereador Wilson Lenz. Fonte: Rondônia Vip.
Não temos notícia que os movimentos sociais da região fossem convidados.

Um comentário:

  1. Audiência pública apenas para as forças de repressão? Que conversa fiada!

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