domingo, 27 de maio de 2012

Rondônia: Cinco mortes por conflitos agrários em 2012.

Adelino Ramos, no ano da morte.
Foto gentedeopiniao
Este domingo dia 27 de maio cumpriu um ano da morte de Adelino Ramos (o Dinho, ou Buritis, como era conhecido em Corumbiara). Após estas datas desatou em Rondônia a maior onda de violência agrária dos últimos anos. Na CPT RO não temos dado conta de atender a demanda de posseiros, sem terra e pequenos agricultores que sofrem o acosso de pistoleiros, ameaças e violência. Longe de pensar que eles sejam heróis ou inocentes, a falta efetiva do Estado de Direito de Reforma Agrária para os pequenos agricultores que sonham com uma terra própria, parece ser a primeira causa da violência no campo. A justiça e a prisão somente parece pesar contra o lado mais fraco, e as autoridades parecem optar pelo que dizia um policial em Seringueiras, deixar que "O peixe grande coma o pequeno". O passado dia 25/5/12 foi realizada em Vilhena uma mobilização pelo Fim da Violência no Campo em Rondônia. Nada mais necessário. Em 2012 já contabilizamos cinco mortes em apenas cinco meses: 
- Gilberto Tiago Brandão, morreu atirado (o dia 24/02/12) e pouco depois (o dia 01/03/12) também foi assassinada outra liderança do Acampamento Canaã 2, da Fazenda Paredão, de nome Ercias Martins de Paula, em Machadinho do Oeste.

- Dinhana Nink (Nova Califórnia, Porto Velho), (30/03/12) morreu na Ponta de Abuná em relação ao conflito com madeireiros no Assentamento Gedeão, no município de Lábrea AM, corroborando a situação de impunidade da região do Sul de Amazonas e região vizinha de Rondônia. Ela tinha apresentado boletim de ocorrência por ameaças contra Jheferson Arraia Silva, e a mãe dele Suzy Arraia Silva.
- O Professor Renato, (09/04/12) da LCP (em Jacinópolis, Nova Mamoré) segundo as informações da LCP,  não desmentidas, teria sido assassinado numa blitz noturna da policia civil, após a morte de um policial civil e mais seis pessoas, relacionadas com roubo de gado na região. Após a morte, a casa do professor foi basculhada e foi tratado de "terrorista" por fontes policiais.  No momento não se conhecem suspeitos do homicídio.
- De José Barbosa da Silva (em Seringueiras, 15/05/12), foi atirado sendo confundido com uma liderança do Acampamento Paulo Freire 3, é o único homicídio do qual principal suspeito, Martimar Pereira de Miranda, o Tim,  está preso (enquanto não conseguir a fiança de 4.000,00 $R), segundo agricultores da região. Um comparsa que estava na moto do suposto assassino segue em liberdade.
A atuação de pistoleiros no interior do acampamento tem sido denunciada desde o ano passado, quando em agosto duas lideranças foram atingidas por disparos.

A silenciosa destruição da agricultura de Rondônia


Autorizados pelo autor, reproduzimos esta matéria aparecida terça feira, 15 de maio de 2012 , no Rondoniagora, que contrasta com o otimismo oficial na Rural Show de Ji Paraná. Pelo que diz o autor sobre a queda de produção agrícola de Rondônia não temos muito o que comemorar.
Francisco Trajano, agriocultor do assentamento Gogó da Onça,
de São Francisco do Guaporé,
agora ameaçado por um projeto de mineração de ferro da Vale do Rio Doce. Foto: cpt ro
A população de Rondônia consome anualmente cerca de 30 mil toneladas de feijão, para uma produção anual de 38 mil toneladas (LSPA/2012). Já chegamos a produzir cerca de 90 mil toneladas em 1997, e nossa produção é declinante. Nossa produtividade é de 670 kg/hectare, menos da metade do rendimento dos grandes estados produtores, Paraná e Minas. O estado do Amazonas, cuja produção é muito pequena (menos de 5 mil toneladas), consegue obter 930 kg/hectare (LSPA/2012). Consumimos anualmente 25 mil toneladas de arroz, para uma produção anual de 160 mil toneladas, com rendimento de 2.300 kg/hectare, cerca de 25% da produtividade do Rio Grande do Sul e menos da metade de Roraima. Resumindo: produzimos sim, mas nossos custos de produção são muito mais altos, pela baixa produtividade.

Somos o maior produtor de café da Região Norte (93 mil toneladas em 160 mil hectares), o sexto do país e o segundo maior produtor nacional do tipo robusta, menos aromático e menos encorpado que o arábica. A produtividade do robusta é o dobro do arábica, mas o preço deste é o dobro daquele. O robusta é utilizado maciçamente na indústria do café solúvel. A produção atual em Rondônia é de 1,2 milhão de sacas e há 10 anos era de 4 milhões de sacas, portanto, retrocedemos muito, com perdas estimadas em R$ 600 milhões/ano, ou seja, uma gaita preta que deixou de circular no nosso estado. O Acre, cuja produção do arábica já toma quase 1.500 hectares, tem produtividade maior que os estados líderes nessa variedade, Minas e Espírito Santo. Tem mais de 20 anos ouço falar no potencial de Rondônia para abrigar uma indústria de café solúvel. Potencial é apenas possibilidade. Somos o estado das possibilidades, ou seja, dos potenciais não realizados. (continua)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Camponeses se manifestam em Vilhena, Rondônia.

Centenas de famílias de Vilhena (RO) são atingidas por conflitos de terra.
Agricultores de diversas associações de pequenos agricultores, coordenados pela Central de Associações de Vilhena e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (Fetagro), junto com representantes da CPT,  MST, CIMI, CONTAG, CUT e outros movimentos sociais, tem realizado hoje em Vilhena  atos de protesto e manifestação nas ruas da cidade, pedindo o fim da violência no campo.
Tal manifestação se deve a atual conjuntura agrária do Estado de Rondônia, em especial da Região Sul do Estado, marcada por conflitos e pela criminalização da luta pela terra, junto com o desejo que haja avanço na reforma agrária no Estado.
Um dos assuntos da pauta foi a libertação do presidente do sindicato da cidade Vilhena, Udo Wahlbrink, injustamente tratado como terrorista e preso após um confronto entre grupo de posseiros e pistoleiros da Fazenda Caramello, em Chupinguáia. Segundo os posseiros da Associação Água Viva, um dos supostos pistoleiros desaparecidos no confronto da fazenda Caramello, apenas estava escondido para incriminar os posseiros e já foi visto mais tarde em companhia dos fazendeiros.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bandidos atuam livremente em Seringueiras

Um grupo de elementos armados tomou controle dum acampamento de agricultores em Seringueiras. A denúncia é do Paraíba, uma das lideranças do Acampamento Paulo Freire 3.  Ele tentou registrar boletim de ocurrência, por ameaças na delegacia da polícia civil de Seringueiras, porém não conseguiu. Depois de receber visita da Ouvidoria Agrária do INCRA e comandantes da PM regional, para negociar a situação agrária dos acampados, contra os quais pesa uma ordem de reintegração de posse, ele foi orientado a tentar registrar novamente as ameaças e pedir proteção. 
O dia 14 de Maio ele conseguiu registrar boletim de ocurrência por ameaças e tirar cópia da mesma na Delegacia de Polícia Civil de Seringueiras, graças ao acompanhamento do padre da cidade. Ele fugiu logo depois, no mesmo dia, após saber que o estavam esperando numa emboscada na estrada que une os cinco kilómetro do acampamento à cidade de Seringueiras.
O Paraíba acudiu no Ministério Público de Rondônia em São Miguel do Guaporé o dia seguinte, dia 16 de maio de 2012 e registrou declarações dizendo estar sofrendo ameaças por parte de Emerson Marcos da Silva, Adilson José dos Santos e Martimar Pereira Miranda, o Tim.
No mesmo dia pela noite, José Barbosa da Silva, o Zé Albino ou Ceará, um agricultor que não tinha nada a ver, foi assassinado por engano na rodoviária da cidade, pensando que era o Paraíba. Cento e vinte mil reais teriam sido oferecidos pela morte dele. Martimar, o Tim,  teria sido reconhecido por testemunhas como o suposto assassino e faz poucos dias depois foi preso. Não se sabe do segundo comparsa que esperava ele na moto.
O Paraíba e outra liderança  já teriam sido vítimas de intento de assassinato em 01/08/2011, quando foram  atingidos por disparo. Os suposto atiradores, foram entregues a polícia, porém ainda continuam soltos.
Outros moradores também têm tido dificuldades em registrar ocurrências de ameaças contra a vida e a expulsão de suas moradias e destruição de lavouras e benfeitorias. Ainda supostos bandidos e traficantes de drogas relacionados com o grupo estariam usando o acampamento para acobertar os seu delitos e aterrorizar os restantes moradores. Outro suposto assaltante de banco também está envolvido com o grupo de pistoleiros, que armados continuam expulsando moradores e intimidando os mesmos na maior impunidade, para que não sejam registradas queixas ou obrigando a retirar algumas das ocurrências que já foram registradas.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Seminário debate mineração em terra indígena


Seminário organizado pela Câmara dos Deputados em Espigão do Oeste o dia 24 de maio, às 14 h.,  deve debater a mineiraçao em terra indígena. No dia seguinte a comitiva visitará o garimpo da terra dos Cinta Larga. O seminário realiza consultas sobre o Projeto de lei 1.610/96 sobre o aproveitamento dos recursos minerais em terras indígenas. Para as organizações indígenas o tema da mineração deveria ser debatido junto a todo o Estatuto dos Povos Indígenas, que deve aplicar a Constituição de 1988. A mneiração clandestina de diamantes na Terra Indígena Roosvelt continua depois de uma década de conflitos.

domingo, 20 de maio de 2012

Agricultor assassinado por engano em Seringueiras


Sangue derramado de José Barbosa da Silva, na rodoviária de Seringueiras, 15/5/12. Foto: cristiano/rondovale.


Na noite de terça feira, dia 15, às 19, 30 h. morreu assassinado de um tiro na cabeça na rodoviária de Seringueiras (Rondônia) o agricultor José Barbosa da Silva, conhecido como "Zé Albino". Na cidade todo o mundo acredita que ele morreu por engano e que ele foi confundido pelos asssassinos com o Paraíba, Orlando Pereira Sales, um conhecido líder do Acampamento Paulo Freire 3.

O Paraíba está sendo ameaçado de morte e que após apresentar boletim de ocurrência no dia anterior (N. 262-2012, em 14/5/12)) teve que fugir do local. Orlando denunciou per ameaças Marcos da Silva, Adilson J. dos Santos, outro conhecido por Tim e outro elemento, que posteriormente o teriam seguido, sendo avisado mais tarde que os mesmos estavam de tocaia o esperando na estrada do Acampamento.
Zé Albino teria sido confundido com ele no dia seguinte, quando foi para a rodoviária com a sua esposa para viajar para a cidade de Porto Velho, quando do nada apareceu dois homens em uma motocicleta e um deles desceu da moto e foi a encontro do Zé Albino que se encontrava sentado no banco da rodoviária e foi executado com um tiro e tendo morte instantânea. No acampamento se ouviram foguetes e tiros no ar provenientes dum grupode pistoleiros que esta tumltuando o local, correndo a voz que o Paraíba tinha sido assassinado.


O acampamento faz mais de dois anos que oitenta famílias ocupam uma terra reivindicada pelo INCRA como terra pública, da fazenda Riacho Doce. Estas últimas semanas tem se tornado palco da ação violenta de pistoleiros que já está expulsando as famílias de suas casas, destruindo cercas e lavouras. Eles tem instalado um clima de terror, com disparos ao ar pela noite, rondando pelas casas, ameaçando os moradores, sem que até quinta feira passada a polícia local tivesse intervido, apesar das queixas dos que estvam sendo expulsos de suas casas, e as suas possess e benfeitorias destruídas.

Acampamento Arraial da Vitória, em Ariquemes.

Acampamento de sem terra Arraial da Vitória, de Ariquemes, Rondônia
 "Arraial da Vitória" é o nome dos anséios de 52 famílias que precisam de terra para trabalhar e para viver.  Após seis anos de estar morando e trabalhando co acampamento São Francisco, numa área abandonada, de eles foram obrigados a sair após ordem judicial de reintegração de posse, promovida ela finado Danie Stivanin.
Apesar dos intentos de evitar o despejo, pelos quais até o Arçobispo de Porto Velho, Do Moacyr Grecchi foi ameaçado, aconteceu o homicídio do fazendeiro, do qual ainda não se conhecem os suspeito. A pressão da Policia pelo despejo foi redobrada, e os acampados terminaram aceitando um acordo para sair da terra com o superintendente do INCRA RO, Flávio Ribeiro. Ele prometeu uma nova terra daqui três o quatro meses. 
Porém o fato é que esta pormesa será muito difícil de ser cumprida ainda esta ano, e os acampados agora estão passando necessidade, pois não foram autorizados a retirar a colheita dos seus produtos da roça.  Ficaram mais de cinquenta famílias espremidos num pequeno espaço duma chácara que alugaram, a 14 km de Ariquemes, na estrada de Machadinho do Oeste. A esperança deles é voltar no lugar onde deixaram pomares produzindo, mais de mil pés de café, cacau, planrtaçõesde milho, de feijáo, mandioca e bananais que abasteciam a vizinha ciade e dava para eles viver com dignidade. Eles agora estão na miséria. Sem cesta básica, sem autorização para colher o que plantaram, e a maioria sem ajudas como o bolsa família.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ela de novo!

Fazendeira volta a entregar documentos “forjados” e consegue do juiz renovar a ordem de reintegração de posse, afirmam as lideranças.

O fato ocorreu com as famílias acampadas no rio Azul município de Canutama-AM.
conversa sobre o georeferenciamento
 Ao mesmo tempo em que o Terra Legal fazia o georreferenciamento da área e o INCRA fazia o cadastro das famílias, os acampados receberam a notícia, através de seu presidente de que havia sido emitido pelo juiz de direito de Canutama, Dr. Mateus Guedes Rios, Reintegração de Posse em favor da Agropecuária Palmas Ltda.

O processo Corria na justiça desde o ano passado. Num primeiro momento, a superintendência do INCRA, a sua procuradoria judicial e a União manifestaram-se nos autos. Por ultimo apareceu um documento assinado pela assessoria jurídica do INCRA dizendo não manifestar interesse em intervir no caso. O fato que leva os acampados acreditarem que o documento foi forjado ou pelo menos emitido a revelia do chefe de divisão de Obtenção da Terra- INCRA-AM, Dr. Ronaldo Pereira Santos, é que o mesmo afirmou em público desconhecer a origem deste documento.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

CPT RO apresenta Conflitos no Campo Brasil 2011

Coletiva de imprensa de apresentação em Rondônia dos Conflitos no Campo  Brasil 2011.
Esta sexta feira, 11 de maio de 2012, a CPT Ro apresentou em coletiva de imprensa o novo livro de Conflitos no Campo Brasil 2011. É a 27 edição do livro que recolhe os conflitos agrários acontecidos no Brasil. A apresentação contou com a presença de Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji Paraná, e Dom Moacyr Grechy, um dos fundadores da Comissão Pastoral da Terra, em representação do arçobispo de Porto Velho, Dom Esmeraldo. Dom Moacyr confirmou que o ano passado recebu ameaças pela defesa de um grupo de posseiros em Ariquemes. Além dos agentes e assessores da CPT RO e dos meios de comunicação, também estiveram presentes representantes do Movimento dos Sem Terra, do Movimento dos Atingidos por Barragens, da Pastoral dos Migrantes e da Rede de Educação Popular.


Na coletiva foi apresentada em detalhe a realidade de Rondônia em relação aos conflitos do campo de noss estado. Clique aqui para acessar a apresentação "Conflitos agrários 2011em Rondônia".
Diversas entrevistas tem sido divulgadas nos meios de comunicação de Porto Velho.

Dom Moacyr Grechi e Dom Antônio Possamai, na coletiva de imprensa.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

SUGESTÃO DE PAUTA - CPT RONDÔNIA lançará o relatório Conflitos no Campo no Brasil 2011


SUGESTÃO DE PAUTA - CPT RO lançará o relatório Conflitos no Campo no Brasil 2011 No dia 11 de maio, próxima sexta-feira, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Rondônia lançará em Porto Velho a publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2011.
É a 27ª edição do relatório que concentra dados sobre os conflitos, violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais e suas comunidades, e pelos povos tradicionais, em todo o país.
O relatório elenca também algumas ações dos homens e mulheres do campo na busca e defesa de seus direitos. O lançamento se realizará na sede da CPT RO em Porto Velho às 9,00 horas.
Estarão presentes ao lançamento, o bispo assessor das pastorais sociais da CNBB Noroeste, Dom Antônio Possamai,e o arcebispo emérito de Porto Velho, Dom Mocyr Grecchi, lideranças de movimentos sociais, assessores jurídicos, agentes e membros da coordenação colegiada regional da CPT RO. CPT Rondônia aprofundará nos conflitos de nosso estado, nos dados que foram lançados a nível nacional a passada segunda feira, dia 07 de Maio.

O relatório registra em Rondônia 02 trabalhadores rurais assassinados em Buritis em conflitos no campo no ano de 2011. Entretanto, houve um grande aumento no número de trabalhadores e trabalhadoras ameaçadas de morte. Enquanto os conflitos e a violência multiplicaram em 2011.
Além disso, os conflitos no campo, em especial os conflitos por terra, tiveram acentuado crescimento. O atos de pistolagem em Rondônia passou de 325 vítimas registradas, em total de 28 conflitos, a 3.670 vítimas, em 67 conflitos. E total de 27 ameaçados de morte.

Violência volta a assustar em 2012 O ano de 2012 se inicia com mais violência no campo. Somente nos quatro primeiros meses do ano, 04 trabalhadores e trabalhadoras foram assassinadas em conflitos no campo em Rondônia.
Camponeses, indígenas, militantes, sindicalistas e lideranças continuam sendo ameaçados. ___________________________________

Serviço: Lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2011 em Rondônia.
Quando: 11 de maio (sexta-feira), a partir das 9h.
Onde: sede da CPT RO, Rua Alvaro Maia 1034, Olaria, Porto Velho
Informações: Com Petronila ou Zezinho (69 3224 48 00)
Todos os dados gerais de Brasil estão disponíveis na Internet: http://www.cptnacional.org.br/,
Outras informações são publicadas no blog da CPT Rondônia: http://cptrondonia.blogspot.com/

Em Buritis cinco são presos acusado de dividir terra


foto rondoniaovivo


Em operação policial cinco pessoas foram presos durante a tarde da terça feira (08.05.12) em uma fazenda localizada na linha 02, marco de alumínio, divisa entre os municípios de Monte Negro e Buritis. Segundo a informação do site rondoniavivo, os presos foram acusados de estar realizando marcação de lotes quando chegou uma guarnição da Polícia Militar e deteve José T. G.F., 49 anos, Lindomar L. G., 29 anos, Joaquim A.S., 45 anos, Cezinaldo S. Lacerda, 35 anos e Wilson R. S., 43 anos, enquanto uma sexta pessoa conseguiu escapar do cerco policial. Junto com os acusados foi apreendido motocicletas, aparelhagem de topografia, rádios HT, GPS, trena, calculadoras e vasto material.

Terra Legal conseguiu mais seis títulos de terra

Em ato no Vale do Anari, o governador e outras autoridades da Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) repassaram títulos do programa Terra Legal a seis famílias de agricultores.
Cientes da morosidade do programa, o MDA e o Governo de Confúcio tem assinado parceria que tem por meta entregar pelo menos 600 títulos de terra até o dia  25 de maio,  nos municípios de Vale do Anari, Theobroma e Cujubim.
Para Confúcio Moura a regularização tem a ver com o fim dos conflitos agrários no campo.
Segundo a coordenadora e representante do MDA em Rondônia, Érica Borges, estima-se que 22 mil propriedades, o que corresponde a 80% do Vale do Anari,  não dispõem de regularização definitiva.
Segundo o MDA em Rondônia 150 mil propriedades no Estado estão sem o titulo definitivo, ou seja, as terras ainda pertencem à união. Até 2015 o próprio Ministério pretende regularizar, nessa parceria com o Estado, mais de 30 mil ocupações.

Despejados posseiros de Ariquemes


 Grupo de 30 famílias de posseiros do Acampamento São Francisco, de Ariquemes, saíram da terra a semana passada após serem pressionados pela polícia e ouvidoria pública do Incra de Rondônia.  Uma 15 famílias ficaram acampadas na saída de Ariquemes por Machadinho após promesa de voltar ao mesmo lugar após vistoria do INCRA, ou serem assentadas em outro pelo INCRA. Eles estavam no local pelo menos 6 anos.  A ordem de reintegração foi cumprida apesar do fazendeiro, Daniel Stivanin,  ter falecido assassinado o dia 16 de março de 2012. A ordem de reintegração de posse foi  revogada judicialmente ontem, no dia 09/05/12.
Segundo informações divulgadas, a PM fez reunião com as famílias no Acampamento São Francisco, no último dia 22 de março. Neste dia o Coordenador Regional de Policiamento 2, Ten Cel PM Bittencourt, acompanhado do Oficial PM Agrário, Ten Cel PM Ângelo, da Ouvidora Agrária Regional, Dra Márcia Pereira, e dos 2º Ten PM Glenervan da CRP2 e Valentim do 7º BPM e Sd PM Léia, se deslocaram ao Acampamento São Francisco, a aproximadamente 50 KM do Município de Ariquemes para uma reunião com aquelas famílias "a fim de delinear um acordo harmonioso e cumprimento das ordens judiciais".
No Acampamento São Francisco os moradores tinham posse e ocupação pacífica do local fazia muitos anos, produzindo alimentos básicos da subsistência familiar e ainda os comercializando na cidade de Ariquemes. Um casal de lideranças foi assassinado no começo da ocupação.
Segundo estas fontes "as conversações convergiram para um acordo, restando duas propostas: 1ª) Definição de uma área nas proximidades para que as famílias permaneçam produzindo enquanto aguardam decisão final da justiça no processo daquela fazenda; ou 2ª) Desocupação pacífica da fazenda em cumprimento a ordem judicial. A situação dos acampados na estrada significa que somente a segunda parte do acordo foi cumprida.

Ainda segundo esta fonte, "o Ten Cel PM Ângelo, Oficial PM Agrário e Dra. Márcia, Ouvidora Agrária Regional, em continuidade de seus trabalhos, estão visitando todos os acampamentos em que já foram expedidas ordens de reintegração de posse, buscando levar informações aos trabalhadores rurais acampados sobre os termos do processo judicial e da ordem a ser cumprida, procurando sempre uma conciliação e conseqüente desocupação pacífica da área, evitando-se assim o emprego da força policial."
Fontes grifadas:comando190.com.br/FLS
Fotos: Assessoria



terça-feira, 8 de maio de 2012

Estupros cresceram 208% em Porto Velho após inícios das usinas

Um relatório elaborado pela Plataforma Dhesca, inspirada nos trabalhos da Organização das Nações Unidas e formada por organizações não governamentais, concluiu que a migração para Porto Velho ficou 22% acima do previsto. Os homicídios cresceram 44%, casos de abuso e exploração de crianças aumentaram 18%, e estupros 208%, no período de 2007 a 2010.
— Tem pessoas que só trabalham com drogas e prostituição. Chegaram antes dos trabalhadores, compraram terrenos e os melhores pontos. Não tem hora para funcionar, é dia e noite — conta Alda Lopes, do Centro de Referência em Assistência Social de Jaci Paraná, onde viviam 4 mil pessoas e agora há 17 mil.
O Consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável pela usina de Jirau, afirmou que não iria se pronunciar em questões de violência e prostituição, que são da alçada do Poder Público. (fonte rondoniavivo)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Condenado pelo massacre de Corumbiara perde patente de oficial da PM




Oficiais condenados pelas mortes de Eldorado dos Carajás finalmente vão para prisão. Em Rondônia, oficial condenado pelo massacre de Corumbiara, perdeu patente de oficial da PM, porém continua mantendo o seu salário, apesar de condenado a 19 anos de prisão A informação é do site Tudorondonia. 
O Diário Oficial do Estado publicou hoje o Decreto nº 16.721, que cassa o posto e a patente de oficial da Polícia Militar de Rondônia, do major Vitório Régis Mena Mendes. Mena Mendes, que foi o subcomandante do grupamento de policiais militares na chacina de Corumbiara, em 1995. O Decreto é assinado pelo governador Confúcio Moura. Mena Mendes perdeu a graduação de oficial, mas terá seus vencimentos da reserva remunerada preservados por decisão dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia. No massacre, morreram policias militares e vários sem-terras, na fazenda Santa Elina, em Corumbiara, divisa com o município de Cabixi.

Indígenas arara instalam placas solares

Uma das placas solares com os moradores da equipe de montagem.
Ji Paraná, Rondônia, 05 e 06 de maio de 2012. Três famílias indígenas do povo arara de Ji Paraná, da Terra Indígena Igarapé Lourdes, instalaram três paineis fotovoltaicos (kyocera de 45 kw/h) para fornecer energia residencial. Cada placa solar, acompanhada dum controlador e duma bateria, pode fornecer energia para uns tres bicos de luz, de 12 voltios.
Pode paracer pouco, mais para quem depende da lamparina de óleo diesel, a luz elétrica, sem fumaça e sem fogo, é muito mais limpa, econômica e claréia muito mais.
Estes equipamentos de energia solar foram doados solidariamente pela comunidade quilombola de Santa Fé, de Costa Marques, após receber a energia do projeto Luz para Todos.  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Desmatamento de correntão e madeira irregular

Matéria divulgada pela Secretaria de Meio Ambiente de Rondônia (SEDAM), informa da apreensão de quatro tratores de esteira que estariam desmatando de correntão em Chupinguaia, no cone sul de Rondônia. Também de mais de 3.000 m3 de madeira irregular em Jacinópolis (Nova Mamoré), próximo a Buritis.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Crimen ambiental no reservatório de Santo Antônio, nas usinas do Rio Madeira


O gerente da usina de Santo Antônio foi intimado pela polícia para esclarecimento de crimes contra a fauna. As denuncias do site Rondoniavivo.com de supostos crimes ambiental que ocorreram as margens e no entorno do Rio Madeira, onde está sendo construída a UHE Santo Antonio, foram divulgadas em vídeo, provocando a ação de diversos órgãos de justiça e fez com que um inquérito policial fosse aberto na DECCMA (Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente) intimando o gerente de sustentabilidade ou responsável pelo resgate nas áreas impactadas a prestar esclarecimentos sobre os fatos contidos no inquérito policial 312/2012.. Fotos e vídeos produzidos por funcionários da empresa mostravam animais silvestres de diversas espécies como tatu, cobra, paca, porco do mato, jacaré, anta e outros morrendo afogados em decorrência da subida da água para a formação do reservatóriorio, que escoou para área de floresta.
O Ministério Público do Estado também abriu procedimento investigatório, assim como também o Ministério Público Federal. A comprovação do crime nas investigações levadas a cabo pelos MPs e Policia Civil deve resultar em multa milionária e até cadeia para os gestores do empreendimento.
As políticas ambientais e os impactos socioambientais das hidrelétricas na Amazônia Legal serão alguns dos temas em debate durante a Jornada de Avaliação e Planejamento Estratégico de Meio Ambiente, nesta quinta e sexta-feira, dias 3 e 4 de maio, no edifício-sede do Ministério Público de Rondônia, em Porto Velho.





Operários de Jirau são expulsos de hotel


foto:serpa / tudorondonia
Do site Tudorondonia: 30/04/2012 - Neste último final de semana, 25 dos 60 operários estavam com suas malas e pertences na calçada do Hotel Guajará, portando apenas a passagem de volta para seus lugares de origem. Assim operários abandonados pela WPG/ESBR-Camargo Correa-Suez nas obras da usina hidrelétrica de Jirau vivem agora uma outra situação de abandono, desta vez, segundo eles, provocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia/Sticcero, que suspendeu o pagamento da alimentação e estadia dos trabalhadores que se encontravam alojados no Hotel Guajará, no centro da cidade, deixando os operários literalmente na rua. 
Apenas com a passagem doada pelo sindicato, um grupo de aproximadamente 15 operários já deixou o Estado, partindo à míngua, sem dinheiro para manutenção, sem os direitos trabalhistas recebidos e sem apoio da entidade sindical, que alega que esses trabalhadores não são da categoria do Sticcero.
Os operários não recebem seus salários desde outubro do ano passado.Segundo Leonardo Dias, um dos líderes do grupo que foi despejado, os operários pediram ao sindicato que os ajudassem até o próximo dia 03 de maio, quando o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região julgará o dissídio coletivo que está tramitando naquela corte de justiça, havendo, segundo ele, uma grande possibilidade de obter uma sentença positiva da corte trabalhista, mas receberam resposta negativa da entidade de classe.


Neste último final de semana, 25 dos 60 operários estavam com suas malas e pertences na calçada do Hotel Guajará, portando apenas a passagem de volta para seus lugares de origem.



O líder Leonardo declarou que os trabalhadores estão vivendo em condições de miserabilidade, com dívida de luz, água e mercearias em sua terra natal por conta do calote que o pool de empresas WPG/ESBR-Camargo Correa-Suez aplicou no grupo que prestou serviço na região onde está sendo construída a usina de Jirau, à distância de 100 quilômetros da capital. A Liga Operária tenta ajudar os trabalhadores, denunciando o caso à imprensa local e pedindo providência por parte do Ministério Público do Trabalho.



Os operários disseram que foram duplamente abandonados: pela empresa WPG/ESBR e pelo presidente do sindicato Raimundo Soares da Costa, o “Toco”. Em assembléia eles deliberam que uma comissão de quatro trabalhadores ficará, de qualquer maneira, em Porto Velho para aguardar o julgamento da demanda judicial trabalhista e para representar os interesses dos seus companheiros de classe junto às empresas. A presidência do sindicato alega que está pagando hospedagem e comida para os abandonados do Jirau desde do ano passado, que gastou mais de 600 mil reais com os trabalhadores e que o TRT é que deveria obrigar a empresa a arcar com as despesas dos seus antigos contratados. Raimundo Soares disse, ainda, que pretende construir uma nova sede de atendimento para os filiados ao sindicato e que a entidade vai precisar do dinheiro que vinha gastando mensalmente - cerca de 100 mil reais. “Esse pessoal está vinculado à Liga Operária, e ela só sabe bater no sindicato” – acrescentou ele.

Por Antônio Serpa do Amaral Filho