sexta-feira, 30 de novembro de 2012

É no sofrimento que encontramos força para lutar.



Mais um camponês que tomba diante da ganância humana. é mais uma vítima de um sistema injusto que torna violenta a luta pela conquista da terra. Quantos mais terão que morrer para que o povo se atente que a terra tem que ser repartida?
A injustiça social, tem na concentração de terras uma de suas principais raízes. Enquanto os capitalistas continuam explorando a grande massa, alienando, o povo vê os seus sendo velados, vítimas sim, porque eles festtejam em cima de seu caixão.
Cada vez que morre um camponês na luta pela conquista da terra, não importa quem ele seja, reafirma a necessidade do movimento, mostra que precisamos avançar na luta, mas não podemos nos dar ao luxo de perder ninguém. Essa morte tem que ser sentida por todo o povo, pois todos estamos sujeitos a tombar diante daqueles que detém o poder. Confundem-se companheiros e inimigos! A nossa causa é a mesma, então por que lutarmos separados?
Não é hora de julgar quem teve a vida arrancada por balas, nem os motivos particulares que possam ter levado a isso. Mas também não é hora de chorar, que a família amigos e companheiros de luta, acalentem seus corações, e que o sangue derramado sirva de alimento para a luta. é por isso que pessoas deixam tudo, e se dispõe a enfrentar os donos do poder. É por isso que enfrentamos as balas, eles são violentos e colocam o povo contra o povo. Já chega de sermos usados por um projeto que não é nosso!
Chega de injustiças!
Chega de ver o povo sofrido pagando a conta que enriquece alguns poucos!
Chega de ver esse povo ser massacrado, e ter em seu corpo, balas cravadas.
Vamos continuar a caminhada por todos aqueles que foram brutalmente impedidos de caminhar. Enquanto houver injustiça, haverá alguém lutando para que ela acabe!
Ontem morreu Paraíba. Sua mulher Teolídes, que já havia sofrido um atentado recentemente, agora perde seu companheiro.
É hora de repensar nossos caminhos, analisar nossos erros e seguir em frente, alimentados pela certeza de que nosso inimigo maior, não é quem disparou as armas, mas todo um sistema que gera Violência e Morte
.
Se a Reforma Agrária, tão sonhada, fosse uma prioridade do estado, muitas mortes como esta poderiam ser evitadas. Nada se faz verdadeiramente por parte do Estado para que essa Reforma Agrária aconteça, enquanto isso o povo continua sofrendo, e a violência e morte atropelam aqueles que buscam e defendem a distribuição das terras. O Estado brasileiro prefere ver seu povo se matando entre sí, do que tomar uma postura que resolveria o problema. A Reforma Agrária tem que acontecer!

“Os poderosos até podem matar uma, duas ou três rosas, porém, nunca conseguirão impedir que a primavera venha”. (Che Guevara)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mataram o Paraíba, liderança sem terra.

Orlando Pereira Sales, o Paraíba, líder sem terra assassinado em Rondônia em foto recente,
quando participava do seminário da CPT RO sobre conquista da terra e métodos não violentos. foto cpt ro
Hoje 29 de novembro de 2012, pouco depois das 17 horas, morreu atingido por três disparos Orlando Pereira Sales, o Paraíba, liderança do Acampamento Paulo Freire 3 de Seringueiras. Segundo as informações recebidas pela CPT RO, ele morreu depois de ser atingido por dois disparos de espingarda e dois tiros de revólver na cabeça. Os agressores fugiram numa moto escura do local.O delegado Agrário da região, Dr ìcaro, confirmou o fato e informou que polícia civil e militar de Rolim de Moura tinham se deslocando até o local onde ele foi atingido, para realização da perícia criminal.
O fato aconteceu no Acampamento Paulo Freire 1, (fazenda Gladys) de Nova Brasilândia, onde a família do Paraíba tinha voltada após o grupo de famílias de Seringueiras ter sido despejados judicialmente pelo fazendeiro Sebastião de Peder, titular da fazenda Riacho Doce. A área, terra pública sem documentação, vem sendo reivindicada pelo INCRA e um grupo de 82 famílias tinham permanecido morando e trabalhando por dois anos no local, sendo despejados em 13 de setembro de 2012. 
Esta é a sexta morte violenta por causa de conflitos agrários registrada este ano no estado de Rondônia. 

O Paraíba antigamente tinha formado parte do Movimento Sem Terra (MST), e após sair do movimento tinha liderado a criação de acampamentos independentes de sem terra, sendo uma forte liderança, arrojada e controvertida.
No Paulo Freire 3, em Seringueiras, o dia 01 de agosto de 2011 o Paraíba e outra liderança  foram atingidos por um disparo ma perna, após um confronto no acampamento Paulo Freire, onde os dirigentes tentavam evitar a venda de demarcações por alguns elementos do grupo. Os suposto atiradores, dois irmãos, foram detidos e entregues a polícia, porém permaneciam soltos até agora.
Após o acampamento sofrer impunemente diversos atos de pistolagem, no começo do ano o Paraíba passou a sofrer graves ameaças e intento de assassinato, devendo fugir do local o dia 14 de março. No mesmo dia registrou queixa na Delegacia de Seringueiras e no dia 15 no MP em São Miguel do Guaporé. Neste dia 15 de março à noite outro agricultor de Seringueiras, José Barbosa da Silva, foi assassinado na rodoviária de Seringueiras após ser confundido com o Paraíba. Um pistoleiro conhecido como Martimar Pereira Miranda, é um dos suspeitos desta morte, estando preso por porte ilegal de armas em São Miguel do Guaporé, e teria sido solto faz poucos dias. 
Já em a companheira dele, Teolídes Viana dos Santos de 43 anos de idade, está recuperando de graves feridas na cabeça, depois de intento de homicídio por três golpes de foice, pela manhã do dia 04 de agosto de 2012, apesar do grupo de 45 famílias liderado pelo Paraíba ter aceito acordo pacífico em Audiência Pública da Ouvidoria Agrária realizada no dia 01/08/1
Um grupo de 45 famílias continua acampado nas proximidades da fazenda Riacho Doce, que recentemente tem denunciado estar sofrendo alguns episódios violentos por jagunços armados. 
A gravidade dos atos de violência acontecidos em Seringueiras foram denunciados ao MPF de Porto Velho e a Procuradora Renata Ribeiro Baptista  abriu inquérito civil sobre os mesmo o dia 15 de Outubro de 2012, (que segue abaixo).

Abertura do VI Fórum Social Panamazônico em Cobija, Bolívia, marcado pela marcha dos participantes.

VI FÓRUM SOCIAL PANAMAZÔNICO COBIJA, BOLÍVIA - 28 novembro - 1 dezembro 2012



Em 28 de novembro de 2012, inicia-se o VI Fórum Panamazônico com credenciamento e marcha da Ponte da Amizade até o Parque Piñata, onde realizou-se a abertura oficial do evento com musicas e apresentações culturais. Também foi feito um apelo de paz sobre a problemática entre Israel e Palestinos, que tem vitimado muitas pessoas, de forma violenta. Foi manisfesto o apoio aos Palestinos frente a situação.
Estão participando do Fórum pessoas dos nove países que compõem a Amazônia Legal, além de demais interessados. O Estado de Rondônia vem representado por um grande grupo de participantes: CPT ( entre estes agricultores do Projeto Terra Sem Males), também da RECID, do MST, do MAB, CIMI, e do Madeira Viva, além de índigenas, e ribeirinhos.

Julgamento de operários grevistas de Jirau é adiado para fevereiro de 2013

Uma comissão de entidades sindicais e de defesa dos direitos do povo está em Porto Velho – RO acompanhando o processo dos operários grevistas de Jirau que iriam a julgamento nesse 29 de novembro.
Com o empenho dessas entidades e do Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Federal de Rondônia, da Associação Brasileira de Advogados do Povo, o apoio do escritório Nilo Batista Associados do Rio de Janeiro e Comissão de Justiça e Paz, o operários conquistaram o adiamento da audiência para fevereiro de 2013 e poderão dar os seus depoimentos através de c arta precatória.
Os operários poderem depor através de cartas precatórias também foi uma conquista extremamente importante nesse processo, pois desse modo eles são poupados dos gastos com os longos deslocamentos de seus estados de origem. Vários desses trabalhadores estão desempregados em decorrência dos processos e teriam grande dificuldade de se deslocarem até Porto Velho para serem ouvidos.
A comissão de entidades continua em Porto velho realizando o trabalho de solidariedade aos trabalhadores e denunciado a criminalização da luta dos operários contra as péssimas condições de trabalho e por melhores salários.
As entidades também seguem exigindo que a polícia e a justiça apresentem imediatamente os 12 operários desaparecidos.
Compõem a comissão de entidades: a Liga Operária; a Rede de Movimentos e Entidades contra a Violência do RJ; o Grupo Tortura Nunca Mais do RJ; o Centro Internacional de Direito e Justiça que faz as representações da América Latina junto à Comissão de Justiça da OEA; o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – Cebraspo; o Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região – Marreta; o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos, a Federação Nacional dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos; o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de MG; a Federação dos Trabalhadores da Construção de MG e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Rondônia.

Escola Família Agrícola em assentamento




Domingos Sávio do Projeto de Assentamento Flor do Amazonas era um dos assentados que há anos persegue este sonho: A criação de uma  Escola Família Agrícola na área conquistada, ou seja projeto Urupá, hoje Flor do Amazonas. A comunidade e mais precisamente uma equipe, vem durante quatro a cinco anos buscando parcerias e informações para que isso se tornasse realidade.

Com esse objetivo toda a comunidade se mobiliza, e vem com persistência realizando ações e buscando parcerias.  Assim foi criada a associação AEFACAJ,  construída uma provisória estrutura,  onde já foram realizados alguns eventos dentre eles duas festas no intuito de angariar fundos para levar avante as articulações. Já existem estatuto e alunos interessados a fazer parte da Escola. Estes foram conhecer outras EFAs e já fizeram curso de agroecologia, porquanto a linha mestra da escola será a frente Ecológica.



A Usina de Santo Antônio vai construir com fundo da compensação social da barragem, o prédio da Escola Família Agrícola do Assentamento Flor do Amazonas, em Candéias do Jamari. A informação foi confirmada em assembleia realizada ontem com presença de representantes da Seagri, do governo do Estado, responsável pelo projeto de agroecologia da Secretaria de Agricultura e representante do consórcio Santo Antonio Energia.
O projeto foi apresentado e aprovado pela equipe de organização e comunidade. A previsão do término da construção é final de 2013, e início das aulas em 2014 na modalidade da alternância, ou seja, os alunos ficam 15 dias na escola e 15 dias na propriedade da família colocando em prática o que aprendeu na escola.
  



Sindicalista Udo Whalbrink é ouvido pela Secretaria de Direitos Humanos


Udo Wahlbrink foi ouvido pela comissão técnica da SDH. foto  fetagro
Na tarde da quarta-feira (28.11.12), no Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Vilhena e Chupinguaia, Udo Wahlbrink, foi ouvido pela Equipe Técnica Federal (ETF), responsável pelo Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
A equipe do Governo Federal composta de quatro assessores, comandada pelo Coordenador-Geral do Programa de Proteção Igo Martini, ouviu um relato detalhado do sindicalista sobre os conflitos agrários no Cone Sul, quem são as partes envolvidas, quais as lideranças ameaçadas, as causas principais dos conflitos e o processo de criminalização do movimento dos trabalhadores rurais.
Udo ressaltou que a principal causa de conflito é o processo em curso em várias áreas rurais da região, através do qual famílias que estão há anos na posse da terra, muitas vezes dez ou quinze produzindo e construindo benfeitorias, são desalojadas de suas propriedades, através de uma verdadeira indústria de liminares de reintegração de posse, de legalidade altamente questionáveis.
O esquema funcionaria da seguinte forma: propriedades de antigos Contratos de Alienações de Terras Públicas (CATP’s), que não cumpriram os requisitos estabelecidos à época, principalmente na década de 70, e, portanto, devem ser retomados pelo Governo Federal e destinados à Reforma Agrária, são alvos de ações de reintegração de posse na Justiça Estadual. Isto ocorre mesmo nos casos onde há ação de retomada na Justiça Federal, já ingressada pelo INCRA, como é o caso da Fazenda Dois Pinguins.
O sindicalista relatou as perseguições e ameaças sofridas durante anos em Vilhena, denunciadas às autoridades estaduais sem que nenhuma providência fosse tomada; bem como, o processo de criminalização feito pela polícia e o sistema judiciário de Vilhena, que resultou na sua prisão, de um vereador que foi reeleito mesmo estando preso e de mais duas lideranças de associações rurais que ainda se encontram encarceradas.
A expectativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Rondônia (FETAGRO) é de que sejam tomadas medidas para proteção da vida do sindicalista e que as questões judiciais relacionadas aos conflitos agrários, que envolvem terras que devem ser retomadas pela União, sejam transferidas para a Justiça Federal; já que até a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados constatou abusos e criminalização por parte das autoridades estaduais.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Comissão de Conflitos Agrários de Rondônia discute soluções para conflitos

Comissão conflitos reunida na Casa Civil do Governo de Rondônia. Foto Diário Amazônia. 
Na manhã desta quarta-feira (27.11.12), a Comissão dos Conflitos Agrários de Rondônia reuniu-se na Casa Civil para discutir os avanços nos casos de conflitos no setor agrário. Segundo a Comissão, o Estado tem cerca de 130 áreas em conflito e todas ‘sob o olhar’ dos órgãos que compõem o colegiado, formado por várias entidades, entre as quais a Casa Civil, as Secretarias de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri) e de Segurança e Defesa da Cidadania (Sesdec), Ministério Público Estadual e Federal, Justiça Federal, Tribunal de Justiça, Incra, Superintendência de Patrimônio da União, Defensoria Pública do Estado e da União, Programa Terra Legal do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Movimento Sem Terra, Comissão Pastoral da Terra, Federação da Agricultura, entre outros.
Entre os assuntos abordados, a unificação dos processos que tratam dos conflitos agrários que tramitam nas varas federais e estaduais, deverão passar pelo Incra, para que haja estabilidade nas decisões. Segundo o magistrado que representou a Justiça Federal, muitas vezes, os processos chegam à esfera federal depois de terem sido analisados durante anos apenas pelo judiciário estadual, quando na verdade, trata de áreas de interesse da União.
A implementação do Programa de Proteção a Testemunhas e de Defensoresdos Direitos Humanos também foi alvo de discussão. O padre Zezinho, da Comissão Pastoral da Terra, fez um breve relato de pessoas que perderam a vida ou que sofrem ameaças e não contam com um mecanismo exclusivo de defesa, mas apenas a ação da Polícia Agrária, recentemente criada. No caso de Rondônia, falta regulamentação da lei.
A Comissão de Pacificação foi criada pelo atual governo. A coordenadora de Regularização Fundiária dos Conflitos Agrários da Seagri, Edneia Gusmão, já deixou agendada para a segunda quinzena de fevereiro a próxima reunião, quando outras entidades como Confederação Nacional Agrícola, Advocacia Geral da União, Fundação Nacional do Índio, Consultoria Jurídica dos Advogados da União e Conselho Indigenista Missionário, também serão convidadas para o encontro.
Fonte: Rondoniavivo.

Comissão de entidades está em Porto Velho para acompanhar julgamento dos operários grevistas de Jirau

Uma comissão de entidades sindicais e de defesa dos direitos do povo está em Porto Velho – RO, para acompanhar a audiência do processo dos trabalhadores grevistas de Jirau que devia acontecer amanhã, 29 de novembro. Segundo informações o julgamento foi adiado novamente.
Fazem parte dessa comissão a Liga Operária; a Rede de Movimentos e Entidades contra a Violência do RJ; o Grupo Tortura Nunca Mais do RJ; o Centro Internacional de Direito e Justiça que faz as representações da América Latina junto à Comissão de Justiça da OEA; o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – Cebraspo; o Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região – Marreta; o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos, a Federação Nacional dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos; o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de MG; a Federação dos Trabalhadores da Construção de MG e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Rondônia.  
A comissão tem realizado o trabalho de solidariedade aos trabalhadores e denunciado a criminalização da luta dos operários contra as péssimas condições de trabalho e por melhores salários. As entidades já se reuniram com o Arcebispo de Porto Velho Dom Esmeraldo Barreto de Farias; o Procurador Chefe da Procuradoria Geral do Trabalho -  14ª Região (Rondônia e Acre) Aílton Vieira dos Santos; o Desembargador do Trabalho, Francisco José Pinheiro da Cruz; e o Ministério Público de Rondônia.
As entidades também estão em contato direto com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em Brasília e com a CPI do Tráfico de pessoas.
O Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Federal de Rondônia fará a defesa dos operários juntamente com a Associação Brasileira de Advogados do Povo e ainda apoiados pelo escritório Nilo Batista Associados do Rio de Janeiro e Comissão de Justiça e Paz.

Atingidos de Santo Antônio têm casas demolidas

Demolição de casas da cidade de Porto Velho atingidas pela usina de Santo Antônio em Porto Velho.
Foto Roni Carvalho, Diário da Amazônia.
Mais de 100 famílias que foram indenizadas tiveram as casas demolidas ontem, porém segundo o MAB são umas trezentas as famílias atingidas no bairro ribeirinho de Porto Velho.
Do Diário da Amazônia:  A Santo Antônio Energia (SAE) deu continuidade ontem à demolição de casas no bairro Triângulo, iniciada na manhã da última sexta-feira. A tarefa foi executada com a utilização de maquinário pesado, que em poucos minutos colocava abaixo as moradias. A maioria é construída em madeira, algumas praticamente em cima dos trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Entre a vizinhança o clima era de tristeza. Muitos dos moradores desalojados viviam há 20, 30 anos no local, onde criaram vínculos fortes de amizade, e de uma hora para a outra foram retirados da margem do rio.
A demolição das casas é uma das ações previstas no Termo de Acordo de Conduta (TAC) firmado em fevereiro deste ano entre a SAE e o Ministério Público Estadual (MPE) e Federal (MPF), quando fortes banzeiros provocaram uma erosão fora do comum no barranco do Madeira, durante operações realizadas na Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, construída a poucos quilômetros do local.
O TAC garantiu o direito a uma indenização para cerca de 100 famílias, depois de um período em que a empresa negou a responsabilidade sobre a erosão, alegando que se tratava de um fenômeno natural, conhecido como terra caída.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

AS CONTRADIÇÕES DO "PROGRESSO"



Trabalhadores imigrantes -

Dando continuidade as visitas em alojamentos de trabalhadores migrantes da construção das linhas de transmissão do complexo hidrelétrico do Rio Madeira e com o objetivo de articular uma equipe de base onde se encontra estes trabalhadores vindos de diversos estados do Brasil e de outros países, a CPT -RO e o SPM , visitamos novamente o do Distrito de Triunfo em candeias do jamari- RO no dia 24 de novembro de 2012. 

Objetivo: 
a) Formar equipe de base e mobilização para um encontro de formação; 
b) visita aos alojamentos dos trabalhadores da construção das linhas de transmissão do complexo hidrelétrico do rio Madeira. 

O início da atividade se deu com uma reunião pré-agendada na residência do Sr. Mário e Sra. Anair, conosco reuniu-se também o casal José e Patrícia coordenadores da comunidade católica da localidade, onde conversamos sobre a missão, e a necessidade de ter pessoas que vivem ali mais próximas da realidade dos trabalhadores, para acolher e inseri-los na sociedade e ficarem atentos quanto à garantia de que seus direitos sejam respeitados - só neste distrito chegou a poucos dias 2.000 mil migrantes, 

Ao final do encontro, ficou o compromisso de quatro participantes no encontro de formação que vaia acontecer no Centro Arquidiocesano de Pastoral na cidade de Porto Velho, bem como a organização da equipe local.

Agricultores de Rondônia no Fórum Social Panamazônico de Cobija


Criação de minhocas para adubação natural da terra, da família de Hilário e  Madalena, Foto do Projeto Terra sem Males.

Grupo de quinze participantes, agricultores do projeto Terra Sem Males e membros da comissão Pastoral da Terra de Rondônia viajam hoje (27) em Cobija, Bolivia, do Fórum Social Panamazônico, que começa amanhã dia 28, e continua 29, 30 de Novembro e 01 de dezembro.
Eles tem organizado uma Oficina para uma Troca de Experiências em Agroecologia, convidando outros agricultores participantes um intercambio de sementes e de experiências nesta linha: Veja os convites em portugués e espanhol abaixo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Conquista pacífica da terra e conflitos agrários

Participantes da oficina sobre conquista da terra e conflitos agrários em Rondônia. foto cpt ro

A luta pacífica pela conquista da terra dos pequenos agricultores e a violência nos conflitos agrários de Rondônia foram os principais temas da oficina realizada pela CPT Rondônia a semana passada, os dias 21,22 e 23 de Novembro, com participação do Ministério Público Federal, Incra, Terra Legal, e principais movimentos sociais e sindicais de sem terra do estado: Movimento Sem Terra, Fetagro, e Liga dos Camponeses Pobres, além de participantes de muitos acampamentos independentes, muitos deles vinculados à Central de Associações de Vilhena. 
Os participantes procediam de diversas áreas de Rondônia, com representantes de Cacoal, Seringueiras, São Miguel, Vale do Anari, Chupinguaia, Seringueiras, Chupinguaia, Parecis, Alto Alegre, Candéias, Vilhena, Porto Velho, União Bandeirantes, Rio Pardo, Nova Mamoré e Guajará Mirim, Vale do Anari e Nova Brasilândia, além dos membros da coordenação e agentes da CPT. Cabe destacar que a diversidade não ficou apenas nas regiões dos participantes, mas também conseguiu-se reunir representantes de várias igrejas (católica, luterana, assembléia, batista, etc.), aqui reunidas em favor de um mesmo objetivo.
 O trabalho se desenvolveu em três dias começando por um estudo bíblico, enquanto que no segundo dia foi realizada uma mesa redonda com autoridades do Incra, Terra Legal e MPF. Pela tarde e na sexta feira, 23, em mesa redonda com representantes de movimentos sociais, foi realizado debate sobre a situação atual e as estratégias necessárias para a conquista pacífica da terra.

Mais uma liderança rural assassinada no Sul do Amazonas

Brasília, 26/11/2012 – A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) cobrou providências do Governo Federal para investigar o assassinato do líder rural Raimundo Nonato da Silva Chalub. O lavrador assassinado dia 21 passado por denunciar a grilagem de terras e o desmatamento ilegal em assentamentos do Terra Legal, era morador do ramal Mendes Júnior, quilômetro 38, sítio Casabranca, no Sul do município de Lábrea, estado do Amazonas. O local está situado nas proximidades da localidade de Nova Califórnia, distrito de Extrema em Porto Velho.
Segundo o Ouvidor Agrário Nacional Gercino da Silva Filho, Chalub teria sido morto a facadas, em sua casa. A deputada pede a investigação dos crimes cometidos: são oito assassinatos, três apenas neste ano, provocados pela ofensiva de grileiros e madeireiros aos lotes dos assentamentos da reforma agrária.
A socialista discursou na tribuna da Câmara dos Deputados, telefonou para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e recebeu um telefonema do Ouvidor Agrário Nacional. Ela telefonou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e aguarda que ele dê retorno ao seu telefonema, já que estava em reunião.
A deputada Janete quer que as forças policiais federais atuem na região. “É plenamente justificada a atuação da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança em Lábrea. São crimes ambientais e de invasão de terras públicas, além dos crimes contra os direitos humanos”, afirma a deputada. “Esse pedido já foi feito pela Ouvidoria Agrária, mas indeferido pelo Ministério da Justiça”, denuncia a socialista. Ela formalizará novo pedido ao Governo Federal.
Ela alerta, ainda, para a suspeição de alguns setores das forças policiais estaduais já que, recentemente, 14 policiais militares do estado de Rondônia teriam sido presos na fazenda Presidente Prudente por servirem de seguranças nas atividades ilegais.
Em telefonema ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Domingos Dutra, pediu o agendamento da diligência conjunta com a Comissão da Amazônia, já aprovada pelos dois colegiados, quando parlamentares das duas comissões realizariam audiência pública na região.

Já, segundo a FolhaPress, cintando a CPT de Lábrea, o falecido era Um trabalhador rural que denunciava ações de desmatamento e grilagem (posse ilegal) de terras na Amazônia foi morto a facadas, Raimundo Nonato da Silva Chalub, conhecido como "Rato", foi morto dentro de casa, no último dia 21. afirma a CPT de Lábrea, trata-se da oitava morte relacionada a conflitos fundiários na região desde 2006, e a segunda Terceira, se contamos o indígena kaxarari)  em 2012. A maioria dos crimes não foi solucionada, o que para a comissão revela indícios do envolvimento de matadores profissionais.
O líder sem-terra Adelino Ramos, 57, que pertencia ao MCC (Movimento Camponês Corumbiara), foi morto na mesma região em dezembro de 2011.
Outra morte recente registrada no sul de Lábrea foi a da trabalhadora rural Dinhana Nink, 27, atingida por um tiro de espingarda em março deste ano. A polícia apontou suspeitas de relação com o conflito entre extrativistas e madeireiros na região, mas ninguém foi preso.
A CPT do Sul de Lábrea é administrada pelo padre Fernando Redondo, que classifica a região como "faroeste amazônico".
Em Brasília, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) cobrou investigações sobre a morte de Chalub ao governo federal. O trabalhador rural era morador de assentamento em área de conflitos entre sem-terra, fazendeiros e grileiros.
Capiberibe cobrou do governo o envio da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança ao sul de Lábrea. "São crimes ambientais e de invasão de terras públicas, além de crimes contra os direitos humanos", afirmou a deputada.

domingo, 25 de novembro de 2012

Acampados em Corumbiara pedem regularização e assentamento

Uma reunião foi realizada no último dia 22 de novembro com cerca de 100 famílias de trabalhadores (as) acampados em área de Reserva Legal do Assentamento Zé Bentão, no município de Corumbiara, na qual foram apresentadas as principais necessidades dos acampados. A reunião aconteceu dentro do acampamento e com a presença dos diretores da FETAGRO, Fábio Menezes (vice-presidente e secretário de política agrária) e Teófilo Santana (secretário de meio ambiente), do presidente do STTR de Corumbiara, Genadir Ribeiro, e do vereador eleito, Valdinei Antônio Coelho (Nenzinho).
Estes acampados reivindicam o assentamento dos mesmos na atual Reserva, uma vez que a àrea não apresenta características de reserva, pois se encontra desmatada. Mas encontra-se em condições de ser explorada, apresentando grande potencial fértil para produção familiar. As famílias já produzem alimentos, plantando para subsistência em áreas pré-demarcadas por elas próprias. Diante disso, solicitam do Incra a regularização e o assentamento das famílias.
Durante a reunião foi sugerida a realização de um cadastramento das famílias junto ao Incra e o encaminhamento de um pedido de compensação da Reserva também ao instituto. Na oportunidade, a FETAGRO comprometeu-se em apresentar ao Incra as propostas dos acampados.
Uma nova reunião está marcada para a primeira semana do mês de dezembro, para que seja feito o cadastramento das famílias.
Fonte: Assessoria FETAGRO

Udo Wahlbrink preside assembleia do Sindicato após ser libertado pelo STJ

Aconteceu neste sábado (24), na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), de Vilhena e Chupinguaia, uma assembleia geral da categoria que teve como objetivo principal reestruturar a entidade, que estava com vacância em vários cargos, e eleger delegados à Plenária Estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (FETAGRO), que será realizada nos próximos dias 11 e 12 de dezembro. A assembleia contou com a presença do presidente da FETAGRO, Lázaro Dobri (Lazinho) e do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RO), Itamar Ferreira. Este foi o primeiro evento oficial presidido por Udo Walbrink, após ter sido libertado no último dia 15, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois de mais de oito meses de prisão, por questões agrárias. Na abertura do evento o presidente da FETAGRO falou sobre a relação conflituosa entre o agronegócio que está se instalando com muita força no Cone Sul de Rondônia e a agricultura familiar.
A grande preocupação das entidades que defendem os pequenos agricultores são as práticas adotadas pelos grandes produtores, que provocam uma verdadeira expulsão dos pequenos agricultores; que conseguem com sua influência receber a quase totalidade da assistência técnica e dos recursos destinados ao campo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

FAMÍLIAS SE ORGANIZAM PARA CONSEGUIR SEU LOTE DE TERRA.


 O sonho destas famílias é plantar alimentos saudáveis sem agrotóxicos, na agricultura familiar, conservando os filhos junto a si, e sobrevivendo do que produzem. Esperam confiantes adquirir seu pedaço de chão.

No entorno onde moram há terras pertencentes à União e ocupadas ilegalmente por fazendeiros. Nestas, a pecuária cresce a olhos vistos, obrigando novos desmatamentos e queimadas a cada ano, para abrigar todo o rebanho.

Esta situação é comum em Rondônia, o que faz com que os agricultores sejam obrigados a ocupar terra da UNIÃO e lutar por ela, às vezes alguns anos com risco de vários despejos, quando o fazendeiro recebe reintegração de posse.

A segurança alimentar está ameaçada, alerta a ONU. Isso ocorre pelo projeto de desenvolvimento escolhido pelos países, sobretudo o Brasil, priorizando a monocultura da soja, cana de açúcar, eucalipto, pecuária e outros, beneficiando grandes fazendeiros com exorbitantes financiamentos que dificilmente retornam aos cofres públicos.
Tal prática está ameaçando o meio ambiente e a saúde humana, com agrotóxicos,  extinção de florestas, assoreamento dos rios e igarapés, pondo em risco nossa exuberante biodiversidade.

Por outro lado, os pequenos agricultores raramente acessam créditos pelo fato da maioria não ter conseguido ainda o Título da terra.

É um alento saber que há famílias dispostas a correrem o risco e enfrentarem todo tipo de humilhação e penúria para produzirem alimentos que estarão nas nossas mesas.

Mais de cem famílias confinadas na Escola de Rio Pardo


 
Após negociação com o governo federal, o ex-governador Ivo Cassol, conseguiu manter na Flona Bom Futuro, fazendeiros com significativa criação de gado, e pequenos agricultores do distrito Rio Pardo.

Pelo acordo o Estado ofereceu reserva estadual, que seria alagada pela hidrelétrica Jirau em troca de parte da Floresta Bom Futuro.

Entretanto, em torno de 170 famílias de pequenos agricultores não foram beneficiadas na época. Há dois meses estas foram retiradas da Floresta Nacional pelo ICMBIO.

A maioria das famílias ocupou a escola do distrito de Rio Pardo e ali está em situação muito precária. As classes transformaram-se em quartos para quatro ou cinco famílias que utilizam colchas, cobertores e panos para demarcarem seus espaços.

Há na escola, de madeira, quatro sanitários: dois masculinos e dois femininos.

Os porcos trazidos das propriedades estão confinados num pequeno cercado contíguo à escola, de modo que a mesma parede onde se alojam do calor, se encontra, do outro lado, as famílias inalando o peculiar odor suíno.

Perambulam pelo corredor da escola, com várias goteiras, gatos, cachorros e crianças. Isto sem falar nos adultos, principalmente os homens inconformados com a situação.

As mulheres se revezam no preparo da alimentação, enviada pela prefeitura e, sobretudo pelas doações. Elas também se organizaram para aprender e ensinar trabalhos manuais em pequenos grupos. Os homens procuram diárias para suprir as necessidades da família.


Os agricultores encontram-se revoltados pelo fato de que quando foi feito o acordo com o governo federal, o ex- governador Ivo Cassol, combinou com os fazendeiros, no palanque, que estes deveriam repartir suas terras com os que ficariam fora da área permutada. Todos concordaram e ambos os grupos aplaudiram a solução encontrada.
Nada legalizado, nada escrito. Deu nisso.
Até quando nosso povo vai acreditar em promessa de palanque?

 

Justiça do Trabalho quer condecorar Dom Moacyr

Dom Moacyr Grechi, arcebispo emérito de Porto Velho.
Outorga da Ordem do Mérito Judiciário Trabalhista Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região

Ao Povo de Deus da Arquidiocese de Porto Velho. No dia 28 de novembro de 2012, às 17h, no Auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, situado na Rua Almirante Barroso, n. 600 – Centro, 76801.901 - Porto Velho/RO ocorrerá a cerimônia de entrega da insígnia da Ordem do Mérito Judiciário Trabalhista Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, no grau Comendador para o nosso Arcebispo Emérito Dom Moacyr Grechi.

A Arquidiocese convida a participar deste ato.

domingo, 18 de novembro de 2012

Encontro CPT-RO com lideranças das comunidades e assentamentos rurais da Igreja de Porto Velho


Durante a realização da XXIª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral de Porto Velho os agentes de pastoral, leigos e leigas que atuam em comunidades rurais realizaram uma reunião, com a participação da CPT-RO para dialogar e propor encaminhamentos para a rearticulação da CPT-RO na arquidiocese de Porto Velho .
A reunião foi coordenada pelo companheiro Jair M. Bruxel, membro da coordenação de pastoral da Arquidiocese.

Em um primeiro momento se fez uma roda de conversa para escutar como as comunidades rurais veem e sentem a presença da CPT e como pode contribuir para responder as necessidades e as urgências desta igreja.
Após esta escuta foi assumido de que se fará uma reunião em fevereiro ou março de 2013 com representantes das comunidades rurais padres e irmãs que atuam nesta realidade do campo. Deste encontro irá sair uma equipe com representantes das regiões para fazer os encaminhamentos. O companheiro Jair fará a articulação para este encontro.

Ficou definido também que a coordenação de pastoral da Arquidiocese conversará com Dom Esmeraldo para indicar uma pessoa como representante da Arquidiocese a fim de estar contribuindo nesta rearticulação.  

 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

NOVA OCUPAÇÃO SURGE NO SUL DO AMAZONAS MUNICÍPIO DE CANUTAMA-AM




Há mais de 08 meses que famílias estão ocupando uma área na linha 17 da BR319 á 17 km de Porto Velho, município de Canutama/AM. Segundo informações, esse número de famílias já está em torno de 400.

As famílias já estão com seus barracos construídos e se organizando em associação e buscando apoio de autoridades e órgãos competentes.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Outro acampamento despejado em Vilhena

No despejo todas as moradias foram destruídas.

Mais um despejo aconteceu em Vilhena nos últimos dias no lote 52 setor 12 Gleba Corumbiara no município de Vilhena, na linha 135, Na reintegração de posse do Acampamento Canarinho foram presos quatro trabalhadores rurais que estava no local. A área questionada está sobre encaminhamento com o INCRA para fazer vistoria e a responsável de regularização fundiária da Secretaria de Estado de Agricultura de Rondônia (SEAGRI), Ednéia Guzmão, trabalhando na intenção de negociar com o Banco Santander, empresa que tem a penhora do imóvel,  questionado na justiça pela a Imobiliária Duarte, de Vilhena.

Moradias do acampamento destruídas no despejo em Vilhena. 

O despejo aconteceu no dia 07/11/2012, com uma ação da polícia militar e destruição das casas das famílias, queimando as moradias das pessoas que ali viviam a mais ou menos dois anos.
Roças e casas foram destruídas.




Por outro lado, o acampamento referente ao Lote 52,  da Associação Aspem, da beira do Rio Melgaço, que tinham sido  despejados no final do ano passado, com a prisão de duas pessoas, as famílias que ali esperavam por justiça, cansaram de esperar e novamente ocuparam o local no qual eles viviam a mais de seis anos, aguardando providencias das autoridade competente para regularização fundiária.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

STJ concede habeas corpus para Udo Wahlbrink

Udo Wahlbrink. Foto: rondoniaovivo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu, na tarde de ontem (13 de novembro de 2012), Habeas Corpus ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vilhena e Chupinguaia, Udo Wahlbrink, extensivo ao vereador Roberto Ferreira Pinto, presos desde o início de março deste ano sob a acusação de ter comando a ocupação da fazenda Dois Pinguins, imóvel objeto de ação judicial patrocinada pelo Incra para fins de reforma agrária em razão de não ter sido cumprido, pelos proprietários, clausulas resolutivas do Contrato de Alienação de Terras Públicas (CATPs).
A informação é do deputado federal Padre Ton (PT-RO), que acompanhou a sessão de julgamento do HC 240660, pedido feito inicialmente pela advogada Telma Santos da Cruz, e mais recentemente (em agosto) pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, de São Paulo, que se notabilizou por defender líderes de sindicatos rurais no país. Conforme a decisão do ministro relator Og Fernandes, os réus tem de ser libertados imediatamente, tão logo a justiça estadual e da Comarca de Vilhena sejam informadas oficialmente.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Porto Velho: Carta final da XXI Assembléia de Pastoral

Mensagem às Comunidades da XXI Assemblea Arquidiocesana de Pastoral de Porto Velho
“Levantaram, voltaram e contaram
o que tinham acontecido no caminho” (cf.Lc 24,33.35)

Caros Irmãos e Irmãs,
Nós, representantes das paróquias, das Congregações Religiosas, e dos organismos eclesiais, reunidos(as) em Assembleia, nos dias 9 a 11 de novembro de 2012, por ocasião dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II, dos 40 anos do encontro de Santarém (1972), dos 30 anos de nossa Arquidiocese e no início do ano da Fé, iluminados(as) pelo tema: “Conversão Pastoral e Renovação Eclesial para o compromisso missionário”, como Igreja em estado permanente de missão, demos continuidade ao processo participativo de preparação do Plano Pastoral que deverá nos guiar nos próximos quatro anos.
Constatamos que o atual modelo econômico com a capacidade de produzir muita riqueza e, ao mesmo tempo, tão devastador da natureza e gerador de exclusão social, contradiz o que nos propõe o Evangelho (Mt 5,1-11). Afligem-nos ver a implantação de mega projetos como hidrelétricas e o agronegócio que poluem e destroem o meio ambiente e têm trazido muito sofrimento às populações atingidas, gerado forte processo migratório e contribuído para o crescimento da violência, exploração sexual e tráfico de drogas. Também o pluralismo e o fundamentalismo religioso e o individualismo passam a influir de tal modo a vida das pessoas, levando-as, muitas vezes, a perder o senso crítico diante da realidade socioeconômica, política e religiosa, relativizando valores éticos e morais.
Percebemos que, em meio a essa situação com seus desafios, a Igreja com todas as suas limitações continua sendo uma presença de esperança e testemunho de fé. Por outro lado, reconhecemos que, em razão do compromisso de discípulos(as) missionários(as), precisamos, com a graça de Deus, superar nossas falhas.
A Palavra de Deus, Jesus Cristo Verbo Encarnado, que entregou a sua vida, nos conforta e ilumina nossa caminhada. Nossa missão está centrada em Jesus Cristo em vista da construção do Reino do Pai. A iniciação à vida cristã é um processo que leva a pessoa a se apaixonar por Jesus Cristo. O seguimento a Ele e a sua missão se dá no seio de uma comunidade de fé, na Igreja, através do testemunho, solidariedade, anúncio e denúncia, diálogo e serviço.
Após discutirmos e termos aprovado as urgências da evangelização, que não deverão estar ausentes da nossa Ação Evangelizadora, iluminados pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da CNBB (DGAE 2011-2015) e tendo acrescentado no objetivo geral aspectos da nossa realidade, compreendemos que a nossa Igreja caminha em comunhão com a Igreja do Brasil. Fomos então desafiados (as) a estabelecer as diretrizes (rumos) e prioridades que nortearão a ação pastoral nos próximos quatro anos.

Guiados (as) por Jesus missionário do Pai, Senhor da messe e Pastor do rebanho e pedindo a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da Amazônia, reafirmamos nosso compromisso na construção do Reino definitivo e convidamos os irmãos e irmãs a acolherem com coração aberto e generoso as conclusões desta Assembleia.
Porto Velho, 11 de novembro de 2012.

Camponeses em Tarilândia: Luta e trabalho coletivo


Em mutirão, camponeses do MPA trabalham na construção do espaço da feira  em tarilãndia, RO. foto Lenir

O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em Tarilândia preocupado em oferecer melhores condições de espaço para a Feira Agroecológica, que vem sendo realizada com sucesso, todas as sextas-feiras, assim como condições melhores de atendimento jurídico, social e político para os camponeses da região de Tarilândia, na cidade de Jaru/RO, se desafiaram a construir a sede do MPA na localidade, para isso, estão em processo de mutirão para adquirir terreno e construção. 
A decisão foi tomada pelo coletivo de famílias que fazem parte do MPA em Tarilândia, assim como desenho/estrutura da sede, de forma, que os grupos de base do MPA em Tarilândia se revezam na construção, sendo mão-de-obra voluntária para realização dos serviços. 
Registra-se que os recursos para aquisição do terreno e dos materiais de construção estão sendo adquiridos através de doações dos militantes e simpatizantes do MPA na região, que contribuem de forma livre, por entenderem que o MPA faz a diferença para o camponês local. Não houve doação de nenhum recurso público, numa clara demonstração do poder popular na sua autodeterminação.

Acampamento Sílvio Rodrigues: Tiroteio e esperança

Acampamento do MST Sílvio Rodrigues, em Alvorada do Oeste Rondônia. Foto Lenir

Mais de setenta famílias acampadas as margens da rodovia que liga Presidente Médici a Alvorada há mais de três anos esperam a vistoria do INCRA nas terras do Italiano para que a mesma seja destinada para o assentamento das famílias. O Acampamento Sílvio Rodrigues é o exemplo claro de que as pessoas que estão debaixo da lona preta em condições precárias esperam providências para que o Estado faça cumprir a função social da propriedade: terra para quem nela mora e produz. 
Alunos na BR429 aguardam para ir na escola. Foto Lenir
Sem a esperada vistoria, as famílias ficam a mercê de acidentes ocasionados pelo fluxo de carro na estrada e agora tem que conviver com os tiros vindos da fazenda do Italiano, onde jagunços armados apontam suas armas para o acampamento e disparam. 

Os acampados já pediram providências as polícias locais que não tomaram nenhuma medida enérgica para desarmar os jagunços. Por outro lado, os acampados teimem por suas vidas, já que o fazendeiro espera uma intervenção conflituosa com os acampados para impedir novamente a vistoria na área e assim conseguir-se manter de forma irregular a fazenda. 
Bandeira do Movimento dos Sem Terra. Foto Lenir
Conversando com as famílias percebe-se o desejo claro de serem assentadas em suas terras e poderem produzir e viver com dignidade, pois, é muito tempo que estão às margens da estrada esperando essa fadada Reforma Agrária, que não chega. Em suas falas, os acampados demonstram esperança de que o INCRA resolva a situação e entregue a terra esperada para o devido plantio antes que termine a temporada da plantação desse ano, pois, estão cansados de verem seus filhos ameaçados por carros e balas. 
Dia 30 de novembro haverá audiência pública para tratar do assunto, audiência em que os acampados esperam ser ouvidos e atendidos, pois, já estão cansados de esperar pelo Estado para que possa ter acesso a terra para plantar e viver com dignidade! 
(Lenir Correia Coelho – Assessora Jurídica da CPT/RO)

Seminário combate aos agrotóxicos



A troca de conhecimentos entre as áreas de saúde, meio ambiente e agricultura e a união de esforços de diferentes instituições para o enfrentamento do uso abusivo de agrotóxicos foram os principais ganhos do Seminário Agrotóxicos e Câncer, realizado nos dias 7 e 8 de novembro na sede do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Centro do Rio de Janeiro. Promovido pelo Inca e a Fiocruz - órgãos do Ministério da Saúde - e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) -, o evento contou com a participação de especialistas de órgãos de outras áreas, como os Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Usinas de Jirau e Santo Antônio abrem “guerra” na Amazônia


Alagação em Jaci Paraná pode aumentar ainda mais se a usina Santo Antônio for autorizada. Foto cpt ro
(Globo)Uma guerra por água está sendo travada na Amazônia brasileira. Jirau e Santo Antônio, as usinas hidrelétricas do Rio Madeira (RO), que somam investimentos de mais de R$ 30 bilhões, discutem um pedido de alteração de cota do reservatório (o nível da água) que pode resultar em uma queda d’água maior em uma usina, com prejuízo para a outra. Cada centímetro a mais na profundidade nas barragens, acompanhado de investimentos adicionais em turbinas, resulta em maior potência na geração de energia elétrica por décadas e, por consequência, maior receita para o empreendedor. Daí a disputa que envolve uma quantia estimada em mais de R$ 2 bilhões, em valores de hoje, pela energia gerada por 30 anos.

Seagri quer implantar cinco agroindústrias de beneficiamento de castanha-do-Brasil

ouriço da castanha do Brasil, foto mecol
O coordenador de Agroindústria da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri), Antônio Henrique Fernandes, visitou a Cooperativa Verde de Manicoré (Covema), no Amazonas, que beneficia castanha-do-Brasil. O objetivo da visita foi conhecer a estrutura da Covema para implantar cinco agroindústrias para beneficiamento desse tipo de castanha em Rondônia. 
O valor do quilo da castanha-do-Brasil gira em torno de R$ 3,00. Depois do beneficiamento, o quilo do produto passa a valer R$ 20,00 aproximadamente. “A agroindústria é importante porque agrega valor à produção de matéria-prima e dar qualidade de vida ao produtor”, explica o coordenador. 

Projeto leiteiro é aprovado.

O projeto Balde Cheio será financiado pela Fundação Banco do Brasil, apresentado pela Associação de Produtores Rurais de Boa Esperança, na Linha 200, em Rolim de Moura, irá prestar assistência direta a 90 produtores dos municípios de Rolim de Moura, São Felipe, Santa Luzia, Pimenta Bueno, Primavera de Rondônia e Parecis. Com articulação do deputado federal Padre Ton (PT-RO), a Fundação Banco do Brasil aprovou o financiamento do projeto que envolverá diretamente 90 produtores rurais de seis municípios destinado a melhorar e ampliar a produção leiteira. O valor do projeto é de R$ 350 mil. De forma indireta, são 300 famílias envolvidas.

Incra prepara plano de combate ao desmatamento ilegal


Fogo no PA Flor do Amazonas em Candéias do Jamari, neste ano. 
O Incra concluiu na sexta-feira (9) a oficina para elaboração do Plano de Combate e Alternativas ao Desmatamento Ilegal em Assentamentos da Amazônia Legal (PPCADI), realizada na superintendência de Rondônia, com a participação de outras superintendências da Amazônia Legal.
As diretrizes do Plano foram divididas em quatro eixos: regularização ambiental via Cadastro Ambiental Rural (CAR), por unidade familiar; recuperação ambiental com renda e segurança alimentar para as famílias; valorização do ativo florestal, com destaque a projetos de assentamento ambientalmente diferenciados (onde vivem as mais de 17 mil famílias que recebem o Bolsa Verde) e o monitoramento e controle dos assentamentos.