quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Encontro da Igreja Católica da Amazônia Legal

Organizado pela Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, o primeiro encontro da Igreja Católica da Amazônia Legal acolheu bispos, coordenadores de pastoral e de movimentos pastorais, apurando o discernimento atual sobre a siutação da Amazônia brasileira. Vejam a carta completa.

“Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, 
quando nos explicava as Escrituras” Lc 24,32 

CARTA DO PRIMEIRO ENCONTRO DA IGREJA CATÓLICA NA AMAZÔNIA LEGAL 

Irmãs e irmãos, 

Reunidos no Primeiro Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal em Manaus, entre os dias 28 e 31 de outubro de 2013, nós, bispos, presbíteros, religiosas e religiosos, agentes de pastoral leigas e leigos queremos partilhar com vocês as reflexões e análises sobre a situação atual da nossa região e as respostas que como pastores pretendemos dar aos desafios de nossos tempos. Agradecemos a Deus pelas maravilhas que Deus operou entre nós e nossos irmãos e irmãs que por seu compromisso profético testemunharam sua fé, muitas vezes até as últimas consequências (cf. Jo 13,1) dispostos a “dar não somente o Evangelho, mas até a própria vida” (1 Tes 2,8). Ao nos prepararmos para celebrar os 400 anos do início da evangelização na Amazônia assumimos a missão que o Senhor nos propõe de sermos suas testemunhas, discípulas/os, missionárias/os de sua Palavra, pois a Igreja é “enviada por Cristo a manifestar e a comunicar a todos os homens e mulheres e a todos os povos o amor de Deus” (AG 10). 

Dom Erwim apresenta redação da carta aos participantes. foto cpt 

“CRISTO APONTA PARA A AMAZÔNIA” (Papa Paulo VI): memória da caminhada. 
Mesmo antes da criação da Amazônia Legal em 1953, a Igreja católica na Amazônia se reunia através dos seus bispos para posicionar-se pastoralmente diante dos problemas sofridos pelos povos desta região e enfrentar os grandes desafios que se anunciavam pelas intervenções políticas e econômicas. “Se o governo vai tentar o soerguimento econômico destas regiões, é urgente que um largo surto espiritual se antecipe aos progressos materiais, e os acompanhe, e os envolva, dando-lhes rumo seguro e feliz”. (1º Encontro inter-regional dos Bispos da Amazônia, Manaus 2 a 6 de julho de 1952, Documento final).
Mesmo sem ter todas as condições necessárias, seja pela precariedade de instalações e meios, seja pela falta de pessoal qualificado para enfrentar os novos problemas, a Igreja amazônica nunca desanimou de sua missão. Sempre contou com missionárias e missionários vindos de outras regiões do Brasil e do mundo que vivendo a mística do amor e do serviço, deram tudo de si para que povos da Amazônia não só recebessem a orientação adequada para sua vivência de fé, mas tivessem respeitados seus direitos, sua dignidade e plena cidadania e suas tradições e culturas. “...em nossas prelazias e dioceses existem sinais de alegria e esperança, próprias de uma Igreja que, mesmo tendo muitas dificuldades, está viva e responde com coragem aos desafios que se lhe apresentam”. (Discípulos missionários na Amazônia, Manaus, 11 a 13 de setembro de 2007). 

Ao longo de seis décadas desde o primeiro encontro dos bispos em Manaus a Igreja tem demonstrado sua vitalidade e posicionamento profético e solidário. Em Santarém 1972 decidiu basear sua ação pastoral e evangelizadora em duas diretrizes: (1) a Encarnação na realidade, pelo conhecimento e pela convivência, na simplicidade, e (2) a Evangelização Libertadora. Armou sua tenda no meio do povo de tal modo que apareceu um rosto eclesial bem amazônico na diversidade sociocultural, na defesa do lar que Deus criou para toda a humanidade e na promoção da Vida em todas as suas dimensões, sobretudo quando é ameaçada pelos impactos causados por um equivocado conceito de progresso que confunde desenvolvimento com crescimento meramente econômico, multiplicação de riqueza material, incremento do PIB, expansão do agronegócio, aumento de produção de biocombustíveis e se descuida de políticas públicas e deixa de promover a justiça e o bem-estar de todos e para todos. 

Abertura de encontro o dia 28 outubro 2013. foto cpt


A Igreja na Amazônia adotou e incorporou as novas orientações eclesiológicas e pastorais vindas do Concílio Vaticano II, de Medellin e Puebla, Santo Domingo e Aparecida e buscou evangelizar a partir de uma visão mais ampla e profunda da vida e da realidade amazônicas. Assumiu a mística e espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo, uma pastoral e uma missionariedade dentro da realidade local. Centenas de milhares de irmãs e irmãos leigos e religiosos, presbíteros e bispos embrenharam nas matas, navegaram rio abaixo rio acima, viajaram pelas estradas desse mundo desigual, levando a Palavra de Deus, fundando e organizando as comunidades eclesiais, vivas e participativas, proféticas e missionárias, numa grande rede de solidariedade que as fez enfrentar as precariedades existenciais, manter viva a chama de sua fé e sua esperança e valorizar sobretudo sua religiosidade popular expressada nas festas religiosas, em novenas e procissões. (continua)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Incra cria três assentamentos em Corumbiara


O órgão criou ao todo seis assentamentos na fazenda Santa Elina, no município de Corumbiara (RO)

O Incra atingiu seu objetivo de transformar a área da fazenda Santa Elina, palco do Massacre de Corumbiara em 1995, em projetos de assentamento (PA’s) para os trabalhadores rurais sem terra de Rondônia. Com a criação de três PA’s no local, na sexta-feira (25), destinado a 253 famílias, o órgão completou seis assentamentos para 693 famílias, entre elas as vítimas do conflito.

Os novos assentamentos são: Maranatá II, Alzira Augusto Monteiro e Alderico Carvalho, totalizando 253 famílias assentadas. No imóvel da fazenda haviam sido criados os PA’s Maranatá, Zé Bentão e Renato Natan, desde 2012.

Em um evento no ginásio de esportes do município, com milhares de agricultores e autoridades dos governos federal, estadual e municipal, como o presidente do Incra, Carlos Mário Guedes de Guedes e o governador de Rondônia, Confúcio Moura, foi anunciada a criação dos assentamentos, construção de estradas e demarcação de terras em parceria com governo e prefeituras, assistência técnica, além da entrega de títulos da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades, assinatura de contratos do Pronaf e do programa Minha Casa Minha Vida Rural.

O presidente do Incra assinalou o empenho do órgão em solucionar as questões ligadas à Corumbiara encerrando com aquele ato um difícil período de conflitos e afirmou que este é um novo tempo para os assentamentos da reforma agrária, já que o governo federal está empenhado em promover o desenvolvimento dessas áreas, tornando-as locais com qualidade de vida e produção compatíveis com as necessidades reais das famílias que nelas habitam.

A parceria com o governo do estado e com as prefeituras teve destaque no evento. O governador Confúcio Moura disse que esse era um sonho antigo. “Sempre acreditei em uma reforma agrária descentralizada. O governo e os prefeitos conhecem bem a realidade local e essa nova competência de fazer serviço com o Incra é muito importante para os resultados”, avaliou.

fonte incra

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Comitê Estadual da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos realiza Seminário.

Seminário debateu perigo dos agrotóxicos na alimentação humana. foto diário amazonia

Com o tema: Desafios e alternativas na luta contra os agrotóxicos e com Assessoria do Prof. Dr. Wanderlei Pignati da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em parceria de várias entidades e organizações, o comitê Estadual da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos. Realiza seminário. Realização: Via Campesina (MST, MPA, MAB, CPT, CIMI) Projeto Pe. Ezequiel/Diocese de Ji-Paraná; Rede de Agroecologia “Terra Sem Males”; UNIR; IFRO; RECID; CEREST; CEPLAC

Seminário estadual debate os perigos do uso de agrotóxico
O Comitê Estadual da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida realizou nos dias 17 e 18, no Centro Diocesano de Formação-CDF de Ji-Paraná, um seminário para discutir a problemática do uso de agrotóxicos, especialmente seus impactos na saúde da população. Esteve presente o professor Wanderlei Pignati, médico e pesquisador pela UFMT. Ele foi o coordenador da pesquisa realizada com apoio da Fiocruz em Lucas do Rio Verde, cujo resultado ficou conhecido nacionalmente pela constatação de contaminação até do leite materno.
Na noite do dia 18, houve o lançamento do documentário “Nuvens de Veneno”, seguido de debate com o pesquisador Pignati no auditório do prédio A do Ceulji-ULBRA. E no dia 19, professores e alunos do Ifro-Instituto Federal de Rondônia, também receberam o professor para palestra e discussão sobre o tema.(continua)

Migração, Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo é tema debatido em Seminário em Porto Velho-RO.

O Serviço de Pastoral do Migrante da Arquidiocese de Porto Velho/RO em parceria com CPT/RO, CRB, UNIR e outros parceiros, realizam Seminário sobre Migração: Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo.


Conforme programação, o seminário realizou-se no auditório da Unir Centro em Porto Velho-RO no dia 19 de outubro de 2013 com a presença de aproximadamente 130 participantes.

Houve bastante receptividade por parte de estudantes universitários dos mais variados cursos, bem como das pastorais, movimentos, e representantes de sociedade civil organizada. Os participantes não somente acolheram com bons olhos as apresentações dos expositores, como também participaram das intervenções e reflexões relacionadas aos temas abordados. 



A presença de haitianos testemunhando a realidade que enfrentam ao chegar no Brasil, comoveu os participantes, bem como o depoimento de uma senhora acadêmica do Curso de História que em sua fala disse que durante a maior parte de sua vida foi vítima de trabalho escravo contemporâneo, que, por não saber ler e escrever ficou impossibilitada de denunciar essa vida sofrida, durante muitos anos. Somente há pouco tempo teve oprotunidade de arrumar um emprego mais dígno e poder estudar. Este sempre foi seu maior sonho. Disse ainda que, pretende denunciar este período de sua vida enfrentando trabalho análogo ao de escravo. Bernardo, inspetor do trabalho (uns dos palestrantes da mesa), pediu que a mesma o procurasse para ver quais os encaminhamentos para a sua denúncia.

Isto nos fez perceber o quanto este tema é atual bem como suas consequências afetam a muitos. Os estudantes foram unânimes em solicitar que se repitam eventos desta natureza. (continuia)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Amazônia: vida e missão!

Palavra de Dom Moacyr Grechi – Arcebispo Emérito de Porto Velho.
Matéria 390 - Edição de Domingo – 20/10/2013

O Encontro é promovido pela Comissão Episcopal para a Amazônia
será em Manaus, de 28 a 31 de outubro.
Amazônia: vida e missão!
Outubro aproxima-nos, de modo particular, das crianças, professores e jovens. Deus dá a cada pessoa uma missão a cumprir: qual é a sua? Viver a própria missão é uma dimensão que diz respeito a todos os aspectos de nossa vida cristã.
Quão sublime a missão do professor e da professora que vivem a identidade de sua própria vocação! São mais de dois milhões de educadores, com total dedicação à formação e ao ensino de jovens e crianças em nosso país.
Aos médicos, cuja data foi celebrada no dia de São Lucas (18/10), a mensagem de João Paulo II é atual e valoriza a sua missão de “salvaguardar e promover a saúde”: Enquanto médicos, isto é, como servidores da vida, encontrais no cumprimento da vossa profissão uma ocasião privilegiada para contribuir para a edificação de um mundo que corresponde cada vez mais à dignidade do ser humano. A medicina entendida autenticamente fala a linguagem universal da partilha, pondo-se à escuta de cada homem sem distinção e acolhendo todos para aliviar os sofrimentos de cada um. Sede orgulhosos da identidade cristã, que vos caracteriza no serviço aos doentes e de promoção da vida. Sabei reconhecer em cada doente o próprio Cristo, colaborando com quantos estão comprometidos na pastoral dos enfermos. Ao contributo insubstituível da vossa profissão, acrescentai o coração, o único capaz de humanizar as estruturas.

Neste Dia Mundial das Missões (20/10), missionários leigos, sacerdotes e religiosos lembram-nos que “a Missão nasce do impulso de compartilhar a própria experiência de salvação com outros, de plenitude e alegria feita com Jesus Cristo; acompanha todo o processo, conforme a própria vocação e o grau de amadurecimento humano e cristão de cada um” (CNBB, Doc 87,92). (continua)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Primeiro aniversário de Acampamento de Theobroma

Entrada do Acampamento Fortaleza, em Theobroma. 

Feliz aniversário Acampamento Fortaleza, de Theobroma,  que nesse Domingo completou 1 Ano de idade, e aproveitando a Data também foi comemorado o Dia das Crianças com muitas Brincadeiras etc...
Fotos e texto dos acampados. 














Sindicato reivindica melhorias para os novos assentamentos de Corumbiara

Assentados de Corumbiara. foto rondonia atualidades

No dia 07 de outubro de 2013, o presidente da Câmara municipal de Corumbiara, vereador Valdinei Antonio Coelho, popular Nenzinho do Sindicato, juntamente com o vereador Marcelo Crisóstomo do Nascimento, popular Marcelo do Guarajus e o presidente do STTR de Corumbiara-RO, Genadir Ribeiro, popular Dirim do Sindicato, estiveram no INCRA de Porto Velho-RO, para verificar o andamento dos acordos firmados no mês passado numa reunião com o Superintendente do INCRA de Porto Velho, Luiz Flávio e o Chefe do DER Dr. Lucio Mosquini, junto a FETAGRO representada pelo presidente Fábio Menezes e os vereadores Valdinei Antonio Coelho e Geraldo Jose Pereira passado para discutir a abertura e recuperação das estradas no Assentamento Água Viva, Maranatá, Zé Bentão e Renato Natan. Na reunião do dia 07 de outubro de 2013, o Superintendente do INCRA de Porto Velho, Luiz Flávio garantiu que no dia 25 de outubro de 2013, o INCRA Nacional estará em Corumbiara para dar as ordens de execução das obras referente à abertura, patrolamento e cascalhamento das estradas de todos os novos assentamentos mencionados acima. Este avanço é fruto de uma conquista do Grito da Terra Estadual, onde o Governo Federal garantiu o aumento para 25 milhões de reais o recurso que será repassado ao INCRA, para o investimento em todos os PAs do estado de Rondônia e, através de uma parceria, este recurso será executado pelo Governo do Estado de Rondônia.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Comunidade quilombola debate convivência com Exército

Comunidade quilombola do Forte Príncipe da Beira. foto cpt ro

Comunidade Quilombola do Forte debate proposta do Exército
A comunidade quilombola Forte Príncipe da Beira, sediada no município de Costa Marques, recebeu na última quarta-feira (09/10/13) representantes de entidades e órgãos públicos para discutir os diversos problemas enfrentados pela comunidade, principalmente quanto a relação de convivência com o Exército Brasileiro, por quartel instalado na área tradicional da comunidade.
Participaram da reunião junto a comunidade, convocada pela Associação Quilombola de Forte Príncipe, representantes da Fetagro, do sindicato de Costa Marques, representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT RO); da Prefeitura Municipal de Costa Marques, representante do Incra; da Seagri; e do Ministério Público Federal (MPF).
Na reunião foi debatida a contraproposta de Termo de Convivência que o Exército apresentou em resposta a proposta apresentada em 2012 pela comunidade. 
Diversas  proibições que pesavam sobre a comunidade, como o impedimento de fazer roça, foram retiradas verbalmente pelo General Ubiratan Poty da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, em reunião acontecida em Porto Velho em  01 de Outubro de 2013, a pedido da FETAGRO, que tinha incluído as denúncias da comunidade nas reivindicações do Grito da Terra. (continua)

Diálogo sobre Educação do Campo com governo estadual




Secretário se reúne com representantes de trabalhadores para discutir educação à distância no campo

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (FETAGRO), representada pelos diretores Fabio Menezes (presidente) e Ailton Santos (secretário de Juventude), garantiu na manhã desta segunda-feira (14) a criação de um Grupo de Trabalho para debater e planejar ações que resultem numa educação do campo de qualidade, a ser oferecida pelo governo estadual, após reunião com o novo secretário estadual de educação Emerson Castro.  O Grupo de Trabalho será constituído por representantes dos movimentos sociais do campo e organizações parceiras e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).  
A reunião teve o objetivo de discutir a atual situação da educação do campo no estado de Rondônia, principalmente quanto a proposta do governo estadual de implantar o Projeto de Ensino Médio com Mediação Tecnológica nas escolas rurais. Foram apresentadas ao novo secretário as reivindicações e propostas da classe camponesa para a educação do campo e reforçado o repúdio da categoria ao Projeto. Um grupo formado por movimentos sociais do campo e organizações parceiras, denominado Articulação Estadual pela Educação do Campo, tem atuado por uma educação do campo referenciada e de qualidade. 

Constituem o grupo a FETAGRO, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Projeto Padre Ezequiel, Associação das Escolas Família Agrícolas (Aefaro), coletivo de professores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e um núcleo de pesquisadores. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lançamento "Nuvens de veneno" em Porto Velho e Ji Paraná.

Nesta quinta 17 outubro, às 15 horas, no Auditório da Unir Campus, em Porto Velho.
Na sexta 18 de outubro, às 19,30 na CEULJI Ulbra Ji Paraná.

Lançamento do documentário "Nuvens de Veneno" com o Prof. Dr. Wanderlei Pignati, da UFMT. 

Uma impressionante denúncia sobre os efeitos dos agrotóxicos na saúde humana.




O Movimento dos Pequenos Agricultores mobiliza Jaru


Cerca de 300 agricultores integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA, se reuniram ontem 14 de outubro de 2013 na Prefeitura Municipal de Jaru.
Os agricultores reivindicaram uma extensa pauta, dentre elas maiores investimentos na educação rural. Os lideres do MPA relacionaram oito municípios que segundo eles estão ineficientes neste setor, Ouro Preto do Oeste, Teixeiropolis, Vale do Paraiso, Machadinho do Oeste, Vale do Anari, Mirante da Serra, Nova União e Jaru. Os protestantes reivindicam melhorias no transporte escolar e nas escolas, pois segundo eles as condições destes serviços desestimulam seus filhos a estudar.
Representantes da Eletrobras, Idaron, Secretaria de Agricultura, a Prefeita de Jaru Sonia Cordeiro de Souza, e demais autoridades, se reuniram com os lideres do movimento ouvindo suas reivindicações e buscando na medida do possível soluções. 

Fonte e fotografias jauronline. Acvese video de jaruonline neste link. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Incra anuncia assistência para alguns assentamentos de Rondônia

Repassamos nota do Incra, onde informa de curso de capacitação técnica para dar assistência a a 112 famílias de assentamentos de Theobroma, Campo Novo, Porto Velho e Ariquemes.
O programa forma parte do Brasil sem Miséria.
 Charge de Ivan Cabral

Incra capacita técnicos em programa de fomento rural
O Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, integrante do Plano Brasil sem Miséria, se baseia em assistência técnica e transferência de recursos financeiros aos agricultores dos assentamentos da reforma agrária. Para dinamizar sua operacionalização no campo, a superintendência do Incra em Rondônia inicia hoje (08), às 14h30, a capacitação das equipes de assistência técnica do órgão.
Denominado Encontro de Nivelamento sobre o programa, haverá a participação de 14 técnicos do programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), em dois dias, que terão posteriormente a meta de contemplar 112 famílias dos assentamentos do Plano Brasil sem Miséria. De acordo com a gestora do Ater/RO, Maria de Jesus Freire Lobo, o objetivo é expandir o atendimento a 465 famílias ainda em 2013.

domingo, 13 de outubro de 2013

Missão de construir a paz e partilhar a fé

Dom Moacyr divulga nesta matéria as palavras do Papa Francisco resgatando a encíclica sobre a Paz de João XXIII: "O fundamento da construção da paz consiste na origem divina do homem, da sociedade e da própria autoridade, que compromete os indivíduos, as famílias, os vários grupos sociais e os Estados a viverem relações de justiça e de solidariedade.(...) É preciso oferecer inclusive a cada um a possibilidade de ter acesso concretamente aos meios essenciais de subsistência, à alimentação, à água, à casa, aos cuidados médicos, à educação e à possibilidade de formar e de sustentar a própria família. (...) Deles depende uma paz duradoura para todos."

Palavra de Dom Moacyr Grechi – Arcebispo Emérito de Porto Velho. Matéria 389 - Edição de Domingo – 13/10/2013

Missão de construir a paz e partilhar a fé
Por ocasião do cinquentenário da Encíclica Pacem in terris (1963-2013), o papa Francisco acentuou os desafios da época e o apelo à paz de João XXIII a todos aqueles que tinham a responsabilidade do poder: “Com a mão na consciência ouçam o clamor angustiado que, de todos os pontos da Terra, das crianças inocentes aos idosos, dos indivíduos às comunidades, se eleva ao Céu: paz, paz!”.

As sementes da paz lançadas pelo Beato João XXIII, que será canonizado em abril de 2014, produziram frutos. E não obstante muros e barreiras tenham caído, o mundo continua a ter necessidade de paz e a exortação da Pacem in terris permanece fortemente atual.(continua)

sábado, 12 de outubro de 2013

Comitê Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos traz Especialista para debater a problemática dos Agrotóxicos na saúde Humana e no meio ambiente




Há alguns anos, pesquisadores como Sebastião Pinheiro, vêm alertando a sociedade sobre os impactos causado pelos agrotóxicos na saúde da terra, da água e dos seres humanos, mas mesmo assim, em média, 100 bilhões de calda química destes produtos têm sido jogada nas terras brasileira, tornando o Brasil o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Apesar disso, não somos os campeões de produção agrícola.

Em 2011, a sociedade civil organizada, após uma profunda análise do modelo de produção desenvolvido no Brasil percebeu que predominava, em termos de políticas públicas e incentivo privado, o agronegócio, baseado na apropriação de grandes áreas para monocultivos, cuja produção baseia-se em um uso intensivo dos agrotóxicos, com a justificativa de viabilizar altos índices de produtividade. Sob influência deste modelo e contando com financiamentos dos bancos, a pequena e média agricultura reproduzem, com poucas exceções, este projeto de agricultura em pequena escala, e o uso de agrotóxicos passa a fazer parte de forma natural da vida de milhares de pessoas do campo e da cidade.

Diante desta realidade, cerca de 50 entidades da sociedade civil organizada do Brasil reuniram-se em torno do Comitê Nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos, para difundir os debates sobre os impactos dos agrotóxicos na vida das pessoas e no meio ambiente.  Estudos científicos afirmam que doenças como o câncer, perda de fertilidade dos animais e dos seres humanos estão relacionados à presença dos agrotóxicos, colocando em risco o presente e o futuro da humanidade.

Estes estudos indicam que não é possível se prevenir contra os efeitos dos agrotóxicos usando apenas máscaras, roupas ou outros utensílios, porque a contaminação ocorre não apenas durante a aplicação destes produtos, mas continua presente na água e alimentos contaminados, pelo o ar com as pulverizações aéreas e até mesmo no leite materno, como foi constatado em pesquisa realizada pela Fiocruz, coordenada pelo Prof. Dr. Wanderlei Pignati, médico e pesquisador da UFMT.

Neste cenário assustador, concluímos que a unida saída para a humanidade é banir os agrotóxicos e construir outro modelo de agricultura, pautado pela produção agroecológica, respeitando as dinâmicas da natureza e da dignidade humana.

Tento em vista a importância desta temática para a sociedade, o Comitê Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos em Rondônia, em parceria com diversas movimentos e organizações sociais, universidades, pesquisadores e algumas instituições públicas, traz para o nosso estado o Prof. Dr. Wanderlei  Pignati, especialista em Saúde Pública. Em diferentes atividades, ele debaterá com a sociedade rondoniense sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde humana e lançará aqui o documentário “Nuvens de Veneno”, sobre os  impactos dos agrotóxicos no Mato Grosso. No dia 17/10,  Prof. Pignati terá uma agenda em Porto Velho com pesquisadores da UNIR, CEREST e a mídia local. No dia 18/10, durante o dia participará do Seminário Estadual da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos, em Ji-Paraná, evento que contará com a participação de 150 pessoas, envolvendo 12 entidades.  À noite, haverá o lançamento do documentário “Nuvens de Veneno” no auditório da ULBRA, seguido de debate. No dia 19, o Prof. Pignati segue em conversas com alunos e professos do IFRO de Ji-Paraná.

Coordenação Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos

Desembargador do Acre acusado der grilar terras em Rondônia

Juiz do Acre teria se passado por agricultor e mediante laranjas tentado regularizar de fazenda de Nova Mamoré de 2,4 mil hectares. 

Tribunal processa desembargador por ocupação de terras da Reforma Agrária.

O desembargador Francisco Djalma da Silva.
Foto tjac
O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) instaurou processo administrativo disciplinar contra o desembargador Francisco Djalma da Silva ao constatar a "existência de indícios de cometimento de infração a deveres funcionais".
O magistrado foi denunciado pelo procurador de Justiça Sammy Barbosa, sendo acusado de ter cometido vários ilícitos com o intuito de ocupar terras, tentando, inclusive, regularizá-las junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Rondônia.
O magistrado é acusado de aquisição e ocupação de terras públicas destinadas à reforma agrária, associação de pessoas para regularização das áreas públicas e falsificação de documento público. A apuração foi recomendada pelo Conselho Nacional de Justiça, a pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC).

domingo, 6 de outubro de 2013

Carlos Magno na República dos Ruralistas

Lançado no dia 30/9/13, o site “República dos Ruralistas” apresenta dados sobre a atuação parlamentar, o patrimônio fundiário e financeiro, financiadores de campanha e ocorrências judiciais de 13 das principais lideranças ruralistas na Câmara dos Deputados. Entre eles o Deputado Carlos Magno do PP/RO. 


Deputado Carlos Magno PP / RO
Representante do estado de Rondônia na Câmara, Magno é um dos autores do PLP 227/2012, além de fazer parte da comissão da PEC 215/2000 e do PL 1610/1996. Em 2011, convocou a presidência da Funai para audiência pública sobre a revisão de limites da TI Karitiana. É ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária, votou contra a PEC do Trabalho Escravo (438/2001) e a favor da alteração do Código Florestal (Lei 12.650/2012). O deputado não poderá se candidatar nas próximas eleições em 2014, pois foi condenado pelo TCU, em maio de 2012, por irregularidades relacionadas ao uso de dinheiro público. (continua)

sábado, 5 de outubro de 2013

MPF recomenda fechar garimpo de Itapuá

 O garimpo esta localizado na BR 364 Km 574. foto rondoniadinamica
A cooperativa Mineralcoop extrai minérios no Garimpo do Funil e deve ter a licença cancelada porque não recuperou áreas degradadas.
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental em Rondônia (Sedam) que cancele licença emitida à cooperativa Mineralcoop, que permite exploração no Garimpo do Funil, em Itapuã do Oeste (RO). 
A Sedam tem prazo de dez dias para responder se acatará ou não a recomendação. Caso não cumpra, o MPF poderá adotar outras medidas administrativas ou judiciais, sob pena de responsabilização cível e penal.
O MPF tem investigado a situação do Garimpo do Funil desde 2009. Por meio de um inquérito civil público, o MPF apurou que a cooperativa causou degradação ambiental de grande amplitude naquele local. Naquela época, a Sedam informou várias vezes ao MPF que a Mineralcoop não recuperou de forma satisfatória a área degradada. 
Por conta disto, o MPF, em 2010, recomendou que a Sedam não autorizasse a Mineralcoop a garimpar sem que houvesse a recuperação ambiental. Mesmo diante de recomendação, a Sedam autorizou, em 2012, o retorno das atividades da Mineralcoop sem o cumprimento do projeto de recuperação de áreas degradadas (Prad).
Com a nova recomendação, o MPF espera que a degradação ambiental no Garimpo do Funil seja paralisada e que o Prad seja cumprido integralmente.
Fonte: MPF/RO

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Não a educação à distância para o campo de Rondônia

Participantes no seminário sobre Educação no Campo. foto fetagro
Em seminário realizado na última quarta-feira (02), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), no município de Ji-Paraná, movimentos sociais do campo e organizações parceiras discutiram a atual situação da educação do campo no estado de Rondônia, em especial a proposta do governo estadual de implantar o Projeto de Ensino Médio com Mediação Tecnológica nas escolas. O seminário foi o terceiro momento de debate sobre o tema articulado pelos movimentos para apontar diretrizes e encaminhamentos que possam contribuir para uma educação para o campo referenciada e de qualidade.

A organização dos movimentos sociais do campo e organizações parceiras foi intitulada de Articulação Estadual pela Educação do Campo. Constituem a Articulação Estadual a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagro), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Projeto Padre Ezequiel, Associação das Escolas Família Agrícolas (Aefaro), coletivo de professores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e um núcleo de pesquisadores.

A proposta de implantar o Projeto de Mediação tecnológica traz muita preocupação e mesmo recusa dos representantes do campo por ser fundamentada no método de ensino à distância, onde as aulas são ministradas por videoconferências. Para os representantes do campo esse método não é adequado para implementação da educação do campo, que é fundamentada principalmente na relação educador, educando e comunidade. Ainda de acordo com eles esse método padronizado de ensino continuará mantendo a educação oferecida desassociada da realidade do campo. “É oferecido uma educação desvinculada da realidade social do campo”, disse Matilde representante do MST. Já para o presidente da FETAGRO Fábio Menezes “a educação tem que estar contextualizada com a realidade do campo e contribuir para uma transformação positiva da realidade”. Os representantes do campo asseguram que o atual modelo de educação aplicado tem contribuído de forma considerável para o êxodo rural. “O ensino dado induz o educando, filho de agricultor familiar, a não querer continuar no campo”, afirmaram. (continua)

Duas mortes em áreas de conflito agrário

Duas mortes criminosas tem acontecido em áreas de conflito agrário de Rondônia nesta última semana. A primeira, nesta terça feira, aconteceu na Ocupação Canaã, situada em Ariquemes. Na segunda, o suposto autor da morte foi preso pela polícia, segundo informações divulgadas na mídia.

ARIQUEMES:  em área de assentamento no Km-18 da Linha C-19. Por volta das 19:00 horas de Terça-feira, (01/10), a testemunha B.D. de 40 anos, caminhava pelo pasto no Assentamento Canaã, localizado no Km-18 da Linha C-19, quando encontrou o corpo de seu irmão, Sebastião Bernardino Dias, de 59 anos, caído ao solo já sem vida. O Coordenador de Poliamento, Tenente F. Carvalho, uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE), a funerária de plantão e o Delegado da Homicídios, Dr. Ricardo Rodrigues, foram para o local, onde após os trabalhos preliminares, ficou constatado que a vítima apresentava uma lesão na altura da nuca. O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) de Ariquemes, para que o exame tanatoscópico possa determinar a causa da morte. Mediante os fatos a ocorrência nº 2285/13 foi registrada na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Vida, que já está investigando o caso.
Foto: rondoniaovivo
 MONTE NEGRO: Morte de sem terra.
Monte Negro RO.  Por volta de 13 horas de quarta-feira, (02/10), a guarnição da Polícia Militar em Monte Negro, composta pelo Tenente PM Rodolfo, Soldados PM Krause e Pereira, realizaram a prisão de Fernando Santana de Almeida, 19 anos, residente na Rua Santa Catarina, 3988, Setor 5, em Ariquemes, após praticar um homicídio, que vitimou a pessoa de Adelino Gonçalves Neto, 52 anos, na Linha C-02, Quilômetro 40, Lote 59, Acampamento de sem-terras denominado Santa Tereza, na área rural em Monte Negro.A guarnição da Polícia Militar foi acionada a comparecer no local dos fatos, onde segundo informações havia ocorrido um homicídio.Os Policiais Militares fizeram contato com uma equipe médica do Hospital Municipal de Monte Negro e deslocaram-se para o local, onde encontraram o corpo de um homem caído ao solo, sendo constatado pela equipe médica que o mesmo estava em óbito, e que o motivo possivelmente seria por um ferimento por arma de fogo. De imediato os Policiais Militares isolaram o local e após a conclusão dos trabalhos periciais, começaram intenso patrulhamento, no intuito de localizar e prender o infrator, quando visualizaram Fernando Santana de Almeida, onde após abordagem e revista pessoal, localizaram com o mesmo uma arma de fogo do tipo revólver, com duas munições, sendo uma deflagrada e outra intacta. Ao ser questionado a cerca dos fatos, Fernando confessou a guarnição PM que teria usado a arma para matar Adelino, devido a um desentendimento, pois a vítima não pagou um dinheiro que lhe devia e ainda lhe agrediu com um tapa no rosto. Tanto a vítima, quanto o infrator, possuíam marcações de terras no acampamento de sem-terras denominado Santa Tereza, na área rural do município de Monte Negro. Diante do fato o infrator recebeu voz de prisão e foi conduzido até a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Vida 2ª DPC de Ariquemes, onde após o registro da ocorrência foi entregue ao delegado plantonista que confeccionou o Auto de Prisão em Flagrante Delito ao infrator, encaminhando-o ao presídio local, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Fonte Rondonoticias / 7º Batalhão de Polícia Militar. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Mobilização do MPA na Prefeitura do Vale do Anari

Camponeses do MPA e servidores públicos se manifestaram unidos no Vale do Anari, Rondônia. foto cpt ro
Trabalhadores do campo e da cidade unidos se mobilizam no Vale do Anari. Juntos reivindicaram ontem, dia 02.11.2013 melhoras nas áreas da saúde, educação e agricultura. Os servidores municipais de saúde e educação fazia dez dias que estavam de greve contra decisões da Prefeitura, pedindo melhoras nas escolas e nos postos de saúde, assim como contra decisões que prejudicavam o seus direitos, como a retirada do adicional de insalubridade.
Entendendo que muitas das reivindicações dos servidores também correspondiam as necessidades e direitos da população do campo, agricultores do município organizados pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) uniram-se o seu protesto apresentando também as reivindicações das áreas rurais nos temas de saúde, educação e agricultura. A mobilização teve o apoio da CPT RO e do sindicato de pequenos agricultores da cidade. 
Em total arredor de 200 pessoas participaram de manifestações totalmente pacifica pelo centro da cidade e se concentraram na praça da Prefeitura. Os camponeses entraram dentro do prédio municipal, saindo após o prefeito concordar em se reunir e discutir a pauta de reivindicações, que tinha sido protocolada na prefeitura na semana anterior, com uma comissão de servidores e agricultores do MPA.

A Prefeitura demandou presença de efetivo policial.
A mobilização continuou na frente da prefeitura, chegando no local numerosos efetivos da polícia militar, solicitados pelo Prefeito da cidade, incluindo destacamento do Grupo de Operações Especiais, sob chefia do tenente Phillipe  e do novo Major da PM de Jaru, Alex Silveira Diefenthaeler, com mais de 20 policias fortemente armados e sete viaturas.
Os camponeses e servidores continuaram o protesto, que transcorreu durante todo o dia até à noite, em ordem e tranquilidade, com muita animação, rodas de musica e participação popular. Os manifestantes mostravam um programa eleitoral do atual prefeito, mostrando como as propostas eleitorais estavam totalmente descumpridas e não tinham nada a ver com a atual gerenciamento da prefeitura do Vale do Anari.
As negociações da comissão de camponeses e servidores se estenderam por mais de oito horas, sendo redigida uma ata da reunião de mais de quinze páginas. pelo Prefeito do Vale do Anari, o fazendeiro Nilson Akira, conhecido como Nilson Japonês, filiado ao PMDB. Dois vereadores do Vale do Anari se fizeram presentes e mostraram o seu apoio aos manifestantes. (continua)

VILHENA DISCUTE EDUCAÇÃO DO/NO CAMPO

Um sonho, um desejo, uma nova EFA a caminho!
“A educação do campo,
 Do povo agricultor,
Precisa de uma enxada
 de um lápis, de um trator”...

No dia 22 de setembro de 2013, estiveram reunidos agricultores de Vilhena e Chupinguaia com o propósito de discutir a Educação do Campo no Cone Sul, aprofundando conhecimentos sobre a pedagogia da alternância e seus instrumentos pedagógicos, à partir da vivência de uma das fundadoras da EFA Vale, Sr. Aurora, educadora e também diretora dessa EFA por um longo período. Para contribuir, estiveram presentes estudantes formados em EFA, sendo Jhonatas da EFA Vale,  Sabrina e Liliana da EFA Pe. Ezequiel Ramin.

Fato é que historicamente o nosso país tem negado atenção a educação do/no campo, sendo essa apenas uma cópia “mal feita” da educação urbana, que prepara massa de trabalho para o mercado do capital, e desrespeita a realidade do campo e suas especificidades. Além dos currículos de curso não contemplarem as necessidades específicas do campo, vivenciamos um processo de fechamento das escolas rurais, sob argumentos incabíveis com base em supostas leis e custos.

Diante do descaso do estado no que se refere a uma educação voltada a realidade e necessidade do campo, os agricultores buscam nas escolas EFAs, e na pedagogia da alternância uma alternativa. Todas essas escolas surgem da demanda desse tipo de ensino e da organização e cooperação da comunidade para satisfazê-la, e as EFAs têm oferecido resposta a altura para os locais onde foram implantadas.

Com a experiência que Aurora expõe ao grupo, do histórico e implantação da EFA Vale, esclarece aspectos organizacionais, desde as mobilizações e disseminação da ideia, e também aspectos burocráticos desde a criação da mantenedora da escola, até a formação de parcerias, mecanismos legais a serem seguidos, aprovação pelo Conselho Estadual de Educação etc.

Sobre a Pedagogia da Alternância, Aurora contribui na compreensão dos métodos utilizados, dos objetivos a serem alcançados e no diferencial que é permitido tendo em vista que busca-se uma formação integral com interação do educando aos espaços de formação escolar e vivência familiar e comunitária, que permite refletir criticamente com base científica a realidade posta, e intervir de modo a contribuir e fortalecer as comunidades e organizações locais.

Os instrumentos pedagógicos são expostos, muitos exemplificados com os materiais e trabalhos feitos nas escolas. É apresentado o caderno da alternância, o Projeto Profissional do Jovem, sem esquecer o caderno da realidade, os serões, Plano de Estudo (PE), visitas de estudo, visitas as famílias, mestres de estágio. Cada instrumento é apresentado e discutido, visto que eles sustentam a pedagogia da alternância.

É importante resaltar que a EFA Vale enfrentou um processo de implantação dificultoso como da maioria das EFAs, e hoje devido aos esforços de pais e colaboradores vêm se mantendo, e tem formados 110 técnicos em Agropecuária. É destacado ainda que a sustentação de uma EFA se dá pela manutenção de seu sentido e da pedagogia da alternância, e isso à partir de pais e educandos também com características afins com a escola e dispostos a sustentá-la, mesmo diante das dificuldades financeiras, não raras.

Em sequência os educandos formados em EFA em locais e períodos distintos puderam expor sua vivência de EFA, um pouco da história de cada um e da rotina que seguiam na escola. Dúvidas foram surgindo e sendo esclarecidas no decorrer das apresentações.

Como educandos de EFA, também há que se resaltar a necessidade da manutenção do sentido da EFA, que independe de grandes estruturas, mas muito mais do querer uma educação adequada para o jovem do campo, que lhe permita uma formação integral. As vezes preocupados com estruturas materiais fica esquecido o objetivo e o sentido de ser EFA, e o diferencial vai se perdendo ao ponto que os instrumentos pedagógicos são suprimidos em nome da necessidade imediata e da urgência nas finanças.

Enquanto educandos nem sempre encontra-se fartura ou mega estruturas numa Escola Família Agrícola, mas ganha-se uma grande família, a família de jovens camponeses unidos num sentimento de pertença e de identidade camponesa.

Quando falamos da permanência do jovem no campo, dados indicam que 65% dos educandos permanecem no campo após se formarem, mas uma coisa é certa todos tem uma identidade clara, e muitos independente se no campo, na cidade, ou junto aos movimentos sociais, trabalham, pensam e agem em favor do campesinato.

Não posso ser impessoal, por que tenho que falar de sentimento, e em particular carrego uma paixão pelas escolas EFAs, e um desejo profundo de que outros tenham a oportunidade de estudar e viver o que eu vive. Nunca será igual, mas pode ser ainda melhor! E para tudo isso precisamos que as EFAs que estão sendo pensadas e planejadas sejam verdadeiramente escolas do campo, com uma educação do campo. E mãos a massa, pois o trabalho é grande,mas o sonho, ah o sonho! Ele é maior ainda e move todo o trabalho e dedicação dos construtores dessas escolas.

Disseram que na bliblia tem uma passagem que fala que “o povo padece por falta de conhecimento”. E Che Guevara nos lembra “Temos nossas mentes e nossas mãos, cheias da semente da aurora e estamos dispostos a semeá-la e a defendê-la para que dê frutos”.

O nível de debate é de pessoas que sabem o querem e que estão buscando os meios para transformar o sonho em realidade, que vão semear esse sonho e defendê-lo, e certamente colherão os frutos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Frigorífico JBS Friboi pode estar contaminado por brucelose.

Frigorífico de São Miguel teria sido arrendado por JBS Friboi em 2012. foto blogdopego

01/10/2013 - 04h00min - Atualizado em 01/10/2013 - 04h00min
Segundo Tudorondonia , casos de trabalhadores do JBS Friboi contaminados por brucelose é denunciado ao MPT em São Miguel do Guaporé. Os casos foram identificados pelo Conselho Municipal de Saúde daquela cidade, confirmados por depoimentos, laudos médicos e laboratorial.


Denúncia que será encaminhada pelo Conselho Estadual de Saúde (CES) ao Ministério Público do Trabalho (MPT), nesta terça-feira (01/10/13), relata vários casos de contaminação de trabalhadores por brucelose, doença típica de animais bovinos do frigorífico JBS Friboi de São Miguel do Guaporé. Os casos foram identificados pelo Conselho Municipal de Saúde daquela cidade, confirmados por depoimentos, laudos médicos e laboratorial. As informações iniciais dão conta que existiria atualmente ao menos seis casos diagnosticados. 


Há denúncias de que outros trabalhadores acometidos pela doença teriam sidos demitidos, o que levou o CES a solicitar que sejam realizados exames nos funcionários que foram demitidos nos últimos seis meses. Além do MPT a denúncia foi encaminhada ao Centro de Referência de Saúde de Trabalho (CEREST) e à Agência de Vigilância Sanitária (AGENVISA). Outro fato denunciado é que os trabalhadores não estariam recebendo adicional de insalubridade, apesar de estarem submetidos a ambiente insalubres e sob constantes riscos de contaminação. 



O CES requer do MPT, através do procurador do trabalho Bernardo Mata Schuch, a instauração de procedimento para investigar as denúncias e apurar responsabilidades; bem como, para assegurar os direitos dos trabalhadores infectados. Além disso, o caso serve de alerta sobre a qualidade da carne que está sendo oferecida à população, sendo necessário comprovar se estão sendo tomadas as medidas preventivas necessárias; essa fiscalização compete, especialmente, à AGENVISA. "Vamos acompanhar junto aos órgãos competentes todo processo de apuração". Afirma o presidente do CES, Raimundo Nonato Soares.