quinta-feira, 23 de março de 2017

Agência Ecclesia

CNBB defende projeto de reforma política com participação popular e lança manifesto

Representantes da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da União Nacional de Estudantes (UNE) não pouparam críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, e defenderam a aprovação de um projeto de lei já em tramitação na Casa (PL 6316/13), batizado de “eleições limpas” e elaborado com sugestões de várias entidades da sociedade civil. Atualmente, essas entidades tentam colher 1,5 milhão de assinaturas para reforçar o apoio ao projeto de lei.
Membro da Comissão Nacional de Justiça e Paz da CNBB, Marcelo Lavenère comemorou a impossibilidade de a PEC 352/13 ser aprovada ainda nesta legislatura. “As entidades passaram o ano com medo dessa proposta. É uma alegria saber que a PEC não será votada neste ano”, afirmou, durante audiência pública da CCJ, encerrada há pouco, que discutiu duas propostas que alteram regras para reeleição, criação de partidos, coligações eleitorais, distribuição de recursos do fundo partidário e de tempo de TV (PECs 352/13 e 344/13).
Lavenère acrescentou que a tramitação dessa PEC “dá a convicção de que este Congresso não quer votar uma proposta de reforma política democrática”. Segundo ele, vários itens da PEC (financiamento misto – público e privado – de campanhas políticas, parlamentares circunscricionais e a não garantia de instrumentos de democracia direta) vão na “contramão” de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos anseios da sociedade.
Manifesto
Para defender o projeto de reforma política que amplie a participação popular, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou no dia 20 de novemnro,  a nota "Brasil pós-eleições: compromissos e desafios". O texto foi aprovado pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido em Brasília, nos dias 18 e 19 de novembro, e recorda aos escolhidos nas eleições de outubro "a responsabilidade colocada sobre seus ombros de não frustrar as expectativas de quem os elegeu" e o "compromisso com a ética, a verdade e a transparência no exercício de seu mandato, bem como o dever de servir a todo o povo brasileiro". Os bispos reafirmam a importância da participação da Igreja na Política como auxílio na construção de "uma sociedade justa e fraterna". Neste sentido, a nota também destaca a urgência da reforma política, como arma contra a corrupção.

Goiânia, 20 de março de 2017

A carne é fraca, o latifúndio é “forte”!
(Mas um gigante com pés de barro que vai ser varrido pela Revolução Agrária!)

            A carne é fraca mesmo! Forte é a semi-feudalidade deste nosso capitalismo burocrático podre, que montou uma verdadeira operação de guerra para abafar o impacto desta operação da Policia Federal contra Frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura, flagrados nos crimes de incluir carnes impróprias em embutidos além da quantidade permitida e divulgada, adulterar carnes em processo de degradação com ácido ascórbico para que a aparência das mesmas fosse de carne fresca, corromper fiscais e financiar políticos (PT, PMDB e PP).
O Ministro da Agricultura, latifundiário, atacou a Polícia Federal. Michel Temer correu para acalmar os compradores estrangeiros. E as televisões passaram a produzir dezenas de matérias para tentar qualificar o episódio como um fato isolado dentro de um sistema eficiente.
Temer saboreando uma picanha ... argentina!
E a crise geral faz a canalha que gerencia o país meter os pés pelas mãos, tentando impedir a queda das ações destes grandes frigoríficos e um possível boicote às importações da carne do latifúndio brasileiro. Divulgado o grampo em que chamava um dos fiscais acusado de chefiar a quadrilha de “grande chefe”, Osmar Serraglio, ministro da justiça indicado pela bancada ruralista, cuja eleição foi financiada principalmente pela Friboi, ficou na muda. Na tentativa desesperada de tranquilizar os estrangeiros, dando mostras de se lixar para a população brasileira, Temer afirmou que, dos 21 frigoríficos investigados, somente 6 haviam exportado nos últimos 60 dias. Mas o discurso do presidente imoral, tão podre como a mercadoria em questão, proferido diante dos importadores, passou na televisão para milhões de brasileiros, que se perguntaram: quer dizer então que nós, brasileiros, podemos comer carne estragada? E continuando sua ópera bufa, Temer vai com os estrangeiros a uma churrascaria em Brasília, onde 80% da carne servida é importada da Argentina, do Chile e do Uruguai. Cômico, se não fosse trágico!
É preciso ir mais fundo na compreensão destes acontecimentos. E ir ao fundo não é o que fazem os analistas idiotas de Globo, Bandeirantes, et caterva, que ficam tentando descobrir um fato, uma articulação, um interesse, um culpado de plantão que absolva o sistema. É claro, pois sem isso a “cara de tacho” de seus âncoras ficará evidente quando defenderem abertamente seus pares e financiadores. Daqui a pouco vai aparecer uma notícia que ligue a operação da PF a interesses imperialistas para tomar o lugar do Brasil no mercado de carnes. Como se essa canalha vende-pátria tivesse um mínimo que fosse de honradez para com a nação. Ir ao fundo na compreensão destes acontecimentos é ver que a carne fraca, a carne podre, a carne da Friboi, do Toni Ramos, da Fátima Bernardes, é a ponta do iceberg da maior desgraça do Brasil, o latifúndio putrefato e fedendo a fezes, embalado para presente como agropop, agrotec, etc., etc., etc.

O único sangue de verdade na carne brasileira é o derramado pelos camponeses, indígenas e quilombolas na luta pela conquista ou para permanecer em suas terras!
Cleomar Rodrigues (LCP), Luiz Lopes (LCP),Renato Nathan (LCP), Oziel Gabriel Terena, Keno (MST),  camponeses e indígenas assassinados pelo latifúndio


A grande maioria das terras onde são criados os animais para o abate são griladas, terras públicas utilizadas pelo latifúndio há mais de 5 séculos no Brasil, sempre defendidas pela força das armas, seja a força armada de um Estado em decomposição avançando para o fascismo, justificada por decisões de juízes corruptos, seja a pistolagem impune. Agora em Rondônia, quando estes dois instrumentos fracassaram, o Estado ameaça os camponeses do Canaã, Raio do Sol e Renato Nathan 2 com o Exército.
O financiamento para este negócio, “agronegócio”, é público. BNDES, o escambau, tudo quanto é agência pública de financiamento enche a burra do latifúndio de recursos, empréstimos, financiamentos. Que não são pagos! Levantamento da ONG Oxfam, com dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, destacou que 4.013 pessoas físicas e jurídicas detentoras de terras devem à União 906 bilhões de reais. A título de comparação, dívida 6 vezes maior do que o falso “déficit” da Previdência Social apontado pelo governo federal.
E mais, essa qualidade da carne destes frigoríficos, toda “arrumadinha”, sem gosto, como se fosse um produto industrializado, europeu ou norte-americano, é falsa. È impossível um país semi-colonial como o nosso ter uma indústria de alimentos digna deste nome. Essa máscara de produto de qualidade é construída com a desmoralização da produção camponesa, da pequena produção, da mandioca que o camponês leva da roça para vender na cidade, do frango, do porco. Existe toda uma campanha para caracterizar estes produtos como impróprios para o consumo por serem produzidos na roça, por não terem padrões de higiene tal qual os que seriam necessários na cidade; estes produtos teriam bactérias, causariam doenças, etc. Em Rondônia, os camponeses denunciam enfaticamente a GTA, Guia de Transporte de Animais, que é cobrada pelo frango que o camponês leva no “ônibus de linha” para vender na cidade. Se não pagar é multa, apreensão da mercadoria, criminalização. Ou seja, o que o camponês produz é ruim, o que o latifúndio “moderno” (o agronegócio) vende é bom.
E é assim em toda a agropecuária brasileira!
Em 2013, em alguns produtos que os camponeses do Norte de Minas embalaram, no rótulo da frente estavam fotos dos produtos embalados ou sendo produzidos, e ao fundo um texto, como na imagem abaixo:
Agora em que a primeira declaração para contestar a crise da carne foi do secretário-executivo do Ministério da Agricultura Eumar Novacki, que defendeu o SIF, Sistema de Inspeção Federal do DIPOA – Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, órgão que carimba e sela as carnes, ficou claro o que disseram os companheiros do Norte de Minas sobre seus produtos:

“Este produto não têm nenhum selo de garantia do governo, por isto não pode ser vendido onde se exigem estes “carimbos” e números, que na verdade não garantem nada para o consumidor, só servem para cobrar imposto, transferir a renda dos pobres para os ricos.”

                Se já é criminalizado enquanto luta pela terra, o camponês, que produz mais de 70 % do que o brasileiro consome, é criminalizado quando tenta produzir. E quando consegue produzir, é empurrado para vender sua produção barata para o latifúndio e suas empresas, que colocam estes selos fajutos, que como todos estamos vendo não valem nada. E mais, os salários que estes frigoríficos pagam são baixíssimos, grande parte dos trabalhadores são camponeses sem terra ou com pouca terra, que vivem doentes pelas péssimas condições de trabalho.
O que essa crise da “carne fraca” escancara é que o latifúndio e todas as suas extensões é o cerne da crise que vivemos. Alguém viu, em todos os 3 anos de Lava-jato, tantas vozes se levantarem, de forma tão organizada, para desqualificar as denúncias da policia federal? Alguém viu tanto desespero? Isso não é pelo que aparece, é pelo que está por baixo! O Brasil não pode conviver mais, nem um minuto que seja, com o latifúndio, sob pena de viver sob o manto da crise, da corrupção, do atraso, da mentira. E aos que não querem ver, só mais uma pergunta: não é contra o trabalhador rural que estão apontados “canhões” de calibre mais grosso da Reforma da Previdência?
Conclamamos todas as organizações políticas de luta pelos direitos do povo, no Brasil e no mundo a fazer uma campanha internacional de boicote à carne podre (desde o seu início até o produto final para o consumidor) vendida no Brasil e exportada pelo latifúndio brasileiro!

Defender o Canaã, Raio do Sol e Renato Nathan 2

Produção de banana no Canaã
Em Rondônia, uma vez mais, os camponeses destas áreas estão sendo ameaçados de despejo. E agora, segundo técnicos do INCRA e do Terra Legal, por um despejo comandado pelo Exército. Que todas as vozes se levantem contra esse crime. Vejam os vídeos do Canaã no Resistência Camponesa. É a área mais produtiva da região. Mandem e-mails para governos nacionais e internacionais exigindo que isto não aconteça! Querem destruir a produção do Canaã para vender suas porcarias podres como se comida fosse!


Viva a Revolução Agrária!
Boicote à carne podre e estragada do latifúndio brasileiro!
Viva o Canaã, Raio do Sol e Renato Nathan 2!


Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

sexta-feira, 17 de março de 2017

15/03/2017 11h45 - Atualizado em 15/03/2017 19h27
Servidores de várias categorias paralisaram atividades em Rondônia
Movimento nacional é contra a Reforma na Previdência.
Polícia Militar e Bombeiros trabalham normalmente.
Do G1 RO


Sindicatos de várias categorias paralisam atividades em protesto à Reforma da Previdência (Foto: Hosana Morais/G1)
Sindicatos de várias categorias paralisaram as atividades nesta quarta-feira (15) em Porto Velho e algumas cidades do interior de Rondônia em protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista, do governo federal. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), cerca de 6 mil pessoas participaram do ato na capital, que teve início na Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A PM não estava no local para estimar a quantidade de pessoas presentes.
Em Porto Velho há paralisação dos servidores da educação municipal e estadual, participação do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), metalúrgicos, Eletrobras e Eletronorte.
A CUT lidera o movimento na capital e organizou uma manifestação que começou a se concentrar na Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré às 8h30 e uma marcha que seguiu até por volta de 13h.
Em Vilhena, quase 90% dos funcionários paralisaram as atividades (Foto: Aline Lopes/G1)
Vilhena
Aproximadamente 87% dos funcionários da agência dos Correios de Vilhena (RO), no Cone Sul, paralisaram as atividades nesta quarta-feira (15). Os servidores se reuniram do lado de fora da unidade às 7h30 e ficaram no local até às 11h. Não estão funcionando na agência, a parte operacional e de atendimento.
Os sete postos de saúde da cidade também paralisaram os serviços. De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), as pessoas que estão precisam de atendimento estão sendo encaminhadas para o Hospital Regional, onde o expediente funciona normalmente.
Sindicato dos professores diz que instituições de ensino municipais e estaduais estão paralisadas e professores aderiram à paralisação (Foto: Hosana Morais/G1)
Ariquemes
Escolas da rede estadual e municipal paralisaram as atividades nesta quarta-feira em apoio ao protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Social. O Sindicato dos Servidores da Educação de Rondônia (Sintero) organizou uma passeata com a presença dos professores pela Avenida Tancredo Neves. A manifestação ainda teve a presença de servidores do Correios e reuniu mais de 300 pessoas.
No município, servidores da Eletrobrás Rondônia também aderiram à paralisação dos trabalhos por 24 horas. De acordo o dirigente sindical, José Mora dos Santos, os trabalhadores ainda protestam pela não privatização da empresa.
Servidores de Ariquemes também aderiram ao movimento de paralisação desta quarta, 15 (Foto: Jeferson Carlos/G1)
Confira o que funciona e o que parou:
Transporte
Ônibus: circulam normalmente
Via bloqueada
Às 10h: Avenida Sete de Setembro, altura da Praça do Baú
Segurança
Polícia Militar: normal
Polícia Civil: normal
Corpo de Bombeiros: normal
Saúde: normal, segundo a Secretaria de Saúde
Educação, segundo Sindicato dos Trababalhores em Educação
Escolas municipais: fechadas
Escolas estaduais: fechadas
Bancos: normal
Professora Alexandra Brasil se aposentará com 86 anos, caso Reforma da Previdência seja aprovada (Foto: Hosana Morais/G1)
Em Ji-Paraná
Servidores municipais, estaduais e federais se manifestaram na avenida Marechal Rondon. Segundo a Polícia Militar e os organizadores da manifestação, participaram da ação entre 500 e 600 pessoas.
O protesto percorreu algumas ruas do Centro da cidade e os manifestantes se reuniram na Praça da Bíblia. De acordo com o Sindicado dos Trabalhadores Estaduais de Rondônia, Maria Lucina Mota, participaram os trabalhadores de várias esferas municipais, estaduais, representantes federais e também trabalhadores rurais.
Em Cacoal
Aproximadamente 1, 2 mil pessoas, segundo os organizadores, participaram do protesto. Após concentração em frente à prefeitura, os manifestantes em sua maioria servidores públicos municipais, caminharam pelas principais vias do centro da cidade com faixas e cartazes.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsemuc), Ricardo Sergio Ribeiro, além dos servidores municipais, a manifestação teve a participação de movimentos estudantis, servidores estaduais e federais, sindicatos de categorias de servidores públicos e membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O movimento teve início por volta das 8 horas e encerrou pouco antes das 12 horas.
Em Cacoal, manifestantes também foram às ruas em apoio a paralisação nacional (Foto: Rogério Aderbal/G1)
Reformas do governo federal
A reforma da Previdência proposta pelo governo prevê, entre outras coisas, a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. A gestão Temer também apresentou um projeto para mudar a legislação trabalhista. Uma das ideias é permitir que negociações coletivas se sobreponham à lei.
Alexandra Brasil, trabalha como professora há 17 anos na rede municipal de Porto Velho e é contra a reforma. “Primeiramente a gente está em busca de um direito que são de todos os trabalhadores. A reforma vem acabar com tudo que a gente já conquistou. Eu me aposentaria com 60 anos, caso haja as mudanças, só vou me aposentar com 86 anos. É algo que fica inadmissível a gente aceitar”, desabafou a servidora.
*Da redação, com informações de Hosana Morais, Aline Lopes, Rogério Aderbal, Pâmela Fernandes e Jeferson Carlos.
Sindicatos de várias categorias paralisam atividades em protesto à Reforma da Previdência em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)









quinta-feira, 16 de março de 2017

A  Comissão Pastoral da Terra – CPT/RO,   convida  para o Encontro de  formação e articulação, agendado:
 Data:  25 de março de 2017,
 Inicio:  às 08 hs e Termino às 17hs
 Local: Centro de Pastoral (Avenida Carlos Gomes, 964)
 Tema: Terra, Gênero e Bíblia
 Assessora: Pastora Nancy Cardoso

Nesse sentido, convida especialmente as mulheres e estende o  convite aos demais  que desejam crescer na espiritualidade e no conhecimento e vivencia da Palavra de Deus.

Para favorecer a organização do encontro, solicitamos a gentileza de  trazer sua Bíblia e caderno de anotações e confirmar sua presença pelo telefone: 69 3224-4800   e/ou e-mai: pastoraldaterra.ro@gmail.com até o dia 22 de março, pois o almoço será fornecido pela comissão organizadora do encontro.

           


sexta-feira, 10 de março de 2017

Campanha alerta para os impactos da destruição do Cerrado


Alguns estados já têm tido racionamento de água e especialistas afirmam que o desmatamento do Cerrado é uma das causas do problema

Notícias sobre racionamento de água já foram manchetes em alguns estados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e agora Brasília. Diferentes estudos da Universidade Federal de Goiás, da Universidade de Brasília, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e da Brown University (publicada na revista científica Global Change Biology em 2016) apontam que o desmatamento no Cerrado é uma das causas para a crise. Isso porque o bioma é considerado o berço das águas, é no Cerrado onde estão localizados os três grandes aquíferos que abastecem boa parte do país: Guarani, Urucuia e Bambuí. 

O Cerrado ocupa um quarto do território nacional e está localizado no coração do Brasil, abrangendo 13 estados. Apesar de sua importância para o equilíbrio ambiental, o Cerrado tem sido destruído nas últimas décadas para a expansão do agronegócio e grandes empreendimentos e mais de 50% da sua vegetação já foi desmatada.

A legislação brasileira não garante plena proteção ao Cerrado. Apenas 11% do Cerrado é coberto por reservas ou unidades de conservação, comparados com quase 50% da Amazônia. Enquanto um proprietário de terras é obrigado a proteger 80% da floresta se sua fazenda estiver na Amazônia, no Cerrado essa porcentagem cai para 35%. Em outras palavras, o desmatamento permitido, legal, é muito mais comum.

Com o objetivo de alertar a sociedade para esse e outros impactos, 43 organizações e movimentos sociais se uniram para lançar a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado. A campanha  busca valorizar a biodiversidade e as culturas dos povos e comunidades do Cerrado, que lutam pela sua preservação. A água é o mote atual da Campanha (Sem Cerrado, sem água, sem vida) para reforçar o papel central do Cerrado no abastecimento de água do país.

A Campanha prevê ações ao longo dos próximos dois anos, e, além de dar visibilidade ao bioma, busca promover a visibilidade dos povos e comunidades tradicionais que vivem nas regiões de Cerrado, já que eles convivem historicamente de forma harmônica com o meio ambiente. As organizações envolvidas buscam também trazer para a esfera política o debate sobre a elevação do status do Cerrado para Patrimônio Nacional e exigir um acordo político para estancar o desmatamento.  

Organizações promotoras da Campanha
Associação União das Aldeias Apinajés/PEMPXÀ – ActionAid Brasil – CNBB/Pastorais Sociais – Agência 10envolvimento – APA/TO – ANQ – AATR/BA – ABRA – APIB – CPT – CONTAG – CIMI –  CUT/GO – CPP – Cáritas Brasileira – CEBI – CESE –  CEDAC – Coletivo de Fundos e Fechos de Pasto do Oeste da Bahia – Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra do DF – CONAQ – FASE – FBSSAN – FETAET - FETAEMA – CONTRAF-BRASIL/FETRAF – Gwatá/UEG – IBRACE – ISPN – MJD – MIQCB – MPP – MMC – MPA – MST – MAB – MOPIC – SPM – Rede Cerrado – Redessan – Rede Social de Direitos Humanos – Rede de Agroecologia do Maranhão – TIJUPA –  Via Campesina – FIAN Brasil.
 Informações para a imprensa
Bianca Pyl e Emmanuel Ponte
(11) 98580-4911
Descrição: https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017
Deus, nosso Pai e Senhor,
nós vos louvamos e bendizemos,
por vossa infinita bondade.

Criastes o universo com sabedoria
e o entregastes em nossas frágeis mãos
para que dele cuidemos com carinho e amor.

Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela
Casa Comum.
Cresça, em nosso imenso Brasil,
o desejo e o empenho de cuidar mais e mais
da vida das pessoas,
e da beleza e riqueza da criação,
alimentando o sonho do novo céu e da nova terra
que prometestes.

Amém!


Este ano a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade: Biomas brasileiros e a defesa da vida”. O lema desta edição, “Cultivar e guardar a criação”, alerta para o cuidado com a proteção da natureza.  Os temas eixos da Campanha da Fraternidade  biomas brasileiros e a defesa da vida, são: assumir a vida e suas expressões de modo objetivo concreto, viver intensamente a quaresma,  comprometer autoridades pública na responsabilidade com o meio ambiente.
A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir.
Muitas pessoas se perguntam, “Mas quando a Campanha da Fraternidade começa?”. A Campanha da Fraternidade sempre começa na quarta-feira de cinzas e acontece durante o ano todo! Muitas pessoas acham que ela termina depois da Páscoa, mas não, como dissemos, ela dura até o fim do ano, junto com o Ano Litúrgico, onde são desenvolvidas diversas atividades pastorais.
Podemos citar alguns exemplos de como a Campanha da Fraternidade 2017 é trabalhada, debatida e refletida com a comunidade e sociedade,  são eles: Cartazes, desenhos, músicas, texto-base, textos voltados para cada pastoral, vídeos e muito mais!